Precisamos falar sobre… as teorias e os rumos de Game of Thrones

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Depois da grande expectativa – e da grande trollagem (já que continuamos só na teoria) de David Benioff, D.B. Weiss e George R.R. Martin – para a comprovação do “R + L = J” em “Oathbreaker”, episódio de Game of Thrones que foi ao ar no último domingo (08), o “Precisamos falar sobre…desta semana vai se debruçar em algumas teorias que poderão ser provadas ou refutadas, e é claro, sobre como elas influenciam diretamente os rumos da série nesta (e nas próximas temporadas). Teremos quatro teorias e dois rumos, ou seja, muito material para se divertir. #Enjoy

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Fair warning, embora eu vá tentar manter o texto o mais livre de spoilers possível, mas como estamos falando de teorias e considerando que o último livro publicado chegou em 2011, não posso prometer que não haverão spoilers, então, aqui fica o meu aviso.

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SPOILERS[spacer size = “20”]

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A Origem de Jon Snow

Lyanna Stark e Rhaegar Targaryen
Lyanna Stark e Rhaegar Targaryen

Tá, essa teoria já é velha, mas quando soubemos que a Batalha da Torre da Alegria (que, para situar o leitor na linha do tempo, acontece depois da morte de Rhaegar no Tridente e do regicídio do Rei Louco por Jaime Lannister), seria mostrada na série, todo mundo com um pouco de conhecimento da lore meio que esperou a promessa que Lyanna impôs a Ned fosse revelada, e que essa promessa fosse para que ele protegesse e guardasse o filho dela com Rhaegar. E como a batalha aconteceu na mesma época do nascimento de Jon Snow, a torcida para que ele seja o “gelo” das Crônicas, uma das três cabeças do Dragão, é muito forte. Mas por hora, a série resolveu nos deixar só na expectativa, já que o menino Bran foi interrompido pelo Corvo de Três Olhos antes que pudéssemos descobrir mais dos mistérios da Torre. Mas, pelo rumo que a série está seguindo – e é claro, por falta de mais livros para adaptar – a série parece decidida a nos levar nessa direção, e não duvido que no quinto ou sexto episódio tenhamos mais desenrolares dessa teoria.

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Jon Snow é Azor Ahai

Ok, essa não é lá muito nova, e existe uma variação dela que diz que Daenerys na verdade seria o herói lendário, destinado a livrar o mundo dos Outros. E todo um lore sobre fumaça e sal, sobre a estrela vermelha, sobre sobreviver ao fogo, foi construído para embasar ambas as teorias. Mas na disputa por esse título, Jon Snow tem uma vantagem no canon: entre as visões que Daenerys tem na Casa dos Imortais, ela vê Rhaegar, e ele diz que o filho recém-nascido dele é o “Príncipe Prometido”. Então, se tomarmos o R + L = J como verdade, Jon seria aquele que ajudaria a livrar o mundo dos Outros. Há mais uma coisa que reforça a teoria. Segundo o lore, Azor Ahai deve se unir às Crianças da Floresta, e se essa união falhar, o mundo cairá. E se pensarmos em conexão com as Crianças, Jon Snow já sai em vantagem, já que Bran – que, mesmo que eles sejam primos e não meios-irmãos, foi criado junto de Jon – está atualmente sendo treinado nos paranauês das Crianças.

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Tyrion é um Targaryen

Bom, aqui o fandom já começa a exagerar um pouco – tudo por culpa de Martin, que não termina logo de escrever esses livros – mas existe uma teoria muito defendida de que Tyrion seria filho do Rei Louco com Joanna Lannister, a FireAndBloodesposa de Tywin. Lady Joanna era uma das damas de Rhaella Targaryen, a esposa do Rei Louco, o que teria possibilitado o envolvimento dos dois. A teoria vai usar fatos como Tyrion não ter sido contaminado pela escamagris quando caiu no Rhoine (seria a “imunidade” dos Targaryen as doenças em efeito), a cor mais clara dos cabelos dele (nos livros), seu fascínio com os dragões (e, se considerarmos a série, o fato de que ele não teve problemas para remover as correntes dos dragões em Meereen) e até mesmo o seu nanismo e a morte da mãe após o parto (que são atribuídos a possíveis tentativas de aborto mal sucedidas) como elementos que a validem. É claro que a teoria esbarra em questões de linha do tempo, já que Joanna foi dispensada do serviço de Rhaella muito antes de seu casamento (impedindo que o Rei Louco tivesse usado o direito do suserano à noite de núpcias). Mas, como o dragão precisa de três cabeças, talvez a série – que Martin já declarou, traçou um caminho muito diferente para um personagem do que será feito nos livros – pense numa maneira de juntar essas pontas para nós.

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O Destino dos Stark

Esta é, definitivamente a teoria mais bizarra de todo o fandom, e mesmo assim, quanto mais eu penso nela, mais ela faz sentido. O youtuber Calluna pegou a teoria que diz que cada um dos Stark representa um arquétipo dos Sete Deus da Fé e a transformou em algo quase brilhante. A teoria original dizia que cada um dos Stark do início da saga (Ned, Catelyn, Robb, Sansa, Arya, Bran e Rickon) representaria um desses deuses e que o destino final do Stark os_sete_got-vertseria a inversão do arquétipo que eles incorporam. Confuso, eu sei, mas vamos analisar por partes. Ned seria o Pai, que representa a justiça, e por isso, o destino final dele foi, por tentar exercer essa justiça na questão da sucessão de Robert, ser traído, rotulado como traidor e morto. Catelyn seria a Mãe, que representa fertilidade e compaixão. Ela teve cinco filhos, então “estamos OK” no quesito fertilidade. Mas o destino final dela – ocultado parcialmente na série, mas presente nos livros – foi perder esses filhos, ao ponto de ver um deles ser brutalmente traído e assassinado na frente dela, depois perder a vida, e ser ressuscitada como a Senhora Coração de Pedra, um espírito de pura vingança. Robb seria o Guerreiro, a força em batalha, mas ele acaba morto fora de uma batalha honrada e para pagar por decisões que ele fez fora do campo de batalha. Sansa seria a Donzela, inocência e beleza, mas acaba tendo a sua inocência maculada pelas tragédias e sua beleza usada em vários casamentos arranjados e em deus sabe o que mais que Little Finger tenha planejado. Arya seria o Estranho, morte e desconhecido, mas para se tornar verdadeiramente Ninguém, Uma Garota deverá abandonar até mesmo a sua “to kill list”. A teoria enfraquece ao falar de Bran, que seria a Velha, que representa a sabedoria, porque não fica claro qual seria o oposto desse arquétipo. Last but not least, temos Rickon como o Ferreiro, que significa a criação e o artesanato. A teoria também é fraca aqui, porque o Rickon que vimos no último domingo provavelmente está mais interessado em purgar Winterfell dos Bolton do que em reconstruí-la – além do mais, quando os Outros chegarem, não acho que vá sobrar uma Winterfell para se reconstruir. A teoria exclui Jon Snow, porque ele só seria meio Stark, e porque a ligação dele com os Deuses Antigos do Norte é muito mais óbvia.

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O preço e o propósito do Retorno de Jon Snow

Em termos de Rumos, este deveria ser – e seria, se eu comandasse o roteiro – o primeiro a ser abordado agora que o ex-Senhor Comandante deixou a Patrulha. Nos livros e na série, outro personagem, muito notório por voltar à vida JonAndBeric - TheGiftOfTheFireLordseis – isso mesmo, seis – vezes serve como um exemplo das consequências de ser tomado da Escuridão tantas vezes. Beric Dondarrion foi ressuscitado seis vezes por Thoros de Myr, e mesmo que não seja revelado se há um preço para quem traz o morto à vida – watch out for the harvest Melisandre! – Lord Beric sente um forte apagamento de sua identidade. N’A Tormenta das Espadas, ele chega a dizer que “Eu posso me debruçar naquilo que eu escassamente me lembro? Eu mantive um castelo em Marches uma vez e havia uma mulher que eu estava prometido para casar, mas eu não consigo encontrar esse castelo hoje e nem te dizer a cor do cabelo daquela mulher. Quem me nomeou cavaleiro, velho amigo? Quais eram minhas comidas favoritas? Tudo isso se desvanece. Às vezes, eu acho que eu nasci na grama sangrenta daquele bosque de cinza, com o gosto de fogo em minha boca e um buraco em meu peito. Você é minha mãe, Thoros?”. A questão do propósito, algo que a própria Melisandre questiona quando Jon retorna, também é importante. Beric foi trazido de volta repetidas vezes para que ele pudesse ressuscitar Catelyn como a Senhora Coração de Pedra, teria Jon Snow recebido a vida para passá-la adiante ou para assumir seu papel como Azor Ahai? Ou, para introduzir o próximo rumo, lutar uma Batalha de expurgo no Norte?

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A Batalha dos Bastardos

Este é um rumo – já garantido pela produção – que eu mais espero ver, tanto na série quanto nos livros. Bryan Cogman, produtor e roteirista da série, disse que a equipe sempre quis fazer uma grande batalha, com dois exércitos reais homem-esfolado-em-chamaslutando. Uma cena que, diferente do que foi feito na temporada passada, tenha realmente centenas de figurantes se digladiando e pouco ou nenhum CGI. Nesta temporada, tudo indica que isso vai acontecer. Livre de seus votos, Jon poderá comandar um exército que, de acordo com os comunicados da equipe, vem com Gigante incluso, e ele já tem o nemesis perfeito: Ramsay. As fontes do Watchers of the Wall já disseram que até mesmo Sansa e Davos estarão nessa batalha (o que significa que a moça vai se unir ao Cavaleiro das Cebolas), para não mencionar dois corpos esfolados e em chamas já vistos na locação – que pode ser Rickon. Os Outros farão uma aparição na batalha sim e, de acordo com um comentarista do Winter is Coming, Ramsay encontrará seu fim, e será um fim inusitado.

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Bom, é isso. Claro que só arranhamos a superfície das teorias malucas – acreditem, escolhi as mais “sãs” para a temporada – e possíveis rumos baseados na falta de certeza que Martin nos legou. Por hora, fiquem com o trailer da temporada e não esqueçam de sintonizar na HBO, todos os domingos às 22h para desvendar os próximos mistérios, e é claro, vir ler as reviews de Game of Thrones aqui do Mix logo depois. Au revoir!

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