Precisamos falar sobre… o ano 2 de How To Get Away With Murder

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A segunda temporada de How To Get Away With Murder chegou a fim e ficaremos órfãos, pelo menos por alguns meses, de Viola Davis e suas perucas.

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Mesmo com nossa review já ter ido ar (clique aqui) esta season finale levanta alguns tópicos interessantes sobre a segunda temporada da série, que a redefiniu em alguns sentidos.

Precisamos falar sobre…

 

A temporada de mudanças…

Quem se lembra como foi assistir o ano 1 de Murder semanalmente sabe que a série, quando quer, sabe fazer o coração do espectador parar. Todo o processo de descobrir quem matou Sam e Lila demandou expectativas e teorias do público aqui no Brasil, algo a nível “Quem matou Odete Roitmann?”. O texto da temporada de estreia era redondinho, nos deixando algumas dúvidas sobre como o segundo ano poderia caminhar.

Na estreia do segundo ano, a morte que era esperada ser trabalhada – a de Rebecca – foi logo solucionada: logo no começo do episódio, descobrimos que Bonnie matou a personagem. Em seguida, somos apresentados a história dos Hapstall que, de alguma forma, estava ligado com um misterioso tiro que Annalise tomara, conduzindo ao flash do futuro da temporada.

A dinâmica basicamente foi a mesma, mas, o pique esteve longe de ser aquele mostrado no ano um. A temporada, ao mesmo tempo que precisava trabalhar os novos personagens, precisou recorrer à histórias passadas, voltando uma década no tempo para mostrar a ligação de Wes e a protagonista. Por conta disso, em diversos momentos, a série teve alguns momentos de instabilidade. Mas nem por isso a deixamos de amar, afinal, se uma coisa que esta temporada fez de diferente, mas fez bem, foi aprofundar os personagens.

 

 

Conhecendo Annalise de verdade.

Na segunda temporada da série, Annalise deixou de ser a advogada bad ass em alguns momentos – pelo menos para o público, para mostrar a mulher que existe “por trás da peruca”. Se você acha que aquela cena em que ela se desmonta toda no primeiro ano a mostrou fragilizada, você está enganado.

Annalise se tornou Anna Mae, uma mulher que aprendeu a ser forte, talvez não por escolha. Teve um caso lésbico, casou-se com Sam, engravidou e perdeu seu bebê por conta do destino (destino este chamado Frank). O endeusamento em torno da protagonista já não existia, e ela cometia erro como todos.

How To Get AwayViola Davis teve cenas icônicas nesta temporada como a que ela acaba revelando que matou Rebecca, apenas para incentivar Wes a atirar nela, e assim, ela conseguir uma solução para seu caso com Catherine e Caleb Hapstall. Foi intenso, foi lindo de se ver. Porém, em cenas como na finale, em que ela se “despede” de seu bebê, anos depois, para ele fazer a passagem foi de se emocionar.

Sua ligação com Wes, tão questionada no primeiro no ano, foi revelada e o passado deles estava bastante conectado. Mas Annalise também conta verdades. Ela não é completamente uma “vaca mentirosa” como muitos a qualificavam. Ela também sabe fazer a coisa certa, e foi no tom da fragilidade vindo com esses flashbacks, que a vimos de verdade.

 

A vez dos coadjuvantes!

Pete Nowalk e Shonda Rhimes sempre deixaram claro que sem os estudantes a série não existiria. E eles tiveram grandes oportunidades para brilhar no segundo ano. A série foi além da importância e liderança de Wes, bastante abordada no primeiro ano. Asher, por exemplo, personagem taxado como “bobalhão” anteriormente participou de importantes arcos. A cena em que ele mata Sinclair, e todos os eventos que decorreram dela, são ótimas. Dos outros estudantes, todos também tiveram oportunidades e ótimas histórias. Até Oliver, namorado de Connor, cresceu na história, resultando em uma promoção como regular para a terceira temporada.

How to getBoonie também deu show. Mostrou que não veio pra pouca coisa, e que não devemos subestimá-la. Mas na metade final, a participação de Frank em especial foi fundamental para a trama. Saber que, Annalise o tirou do nada, e mais, ter sido ele o responsável pela perda do bebê da protagonista foi de um impacto tremendo. Ele não matou Lila atoa, e isso teve consequências irreparáveis. A cena em que ele descobre o que aconteceu com Annalise no hospital foi muito boa. Se alguém achava que Frank estava ali apenas para preencher a cota de “cara sarado” da série, se enganou feio.

 

E o caso da temporada? Esperávamos mais!

Tudo começou muito bem, mas sentimos que, depois de que descobrimos o que aconteceu com Annalise na mansão dos Hapstall, a coisa esfriou. Meio que, não nos importávamos mais se Catherine havia matado os pais, ou se era Phillip. Na finale, o desenrolar da história foi até interessante, quando entendemos a motivação do rapaz, mas escolher Caleb como assassino, e logo em seguida o matar, deixou a situação com um ar de “Ah, era isso?”.

Se comparado com o ano 1, em que ficamos entusiasmados ao descobrir que tinha sido Wes que matou Sam, e no final, com Frank sendo o responsável pela morte de Lyla, desta vez, o impacto de quem atirou em Annalise e quem matou os Hapstall foi bem menor.

 

Termina a temporada mas ficam as teorias…

Com Wes tendo juntando as peças sobre seu passado, a coisa parecia engrenar, até que Mahooney – o seu possível pai, é morto na frente do rapaz. O responsável pela morte? Eis a pergunta a ser respondida para a próxima temporada.

No acúmulo de cadáveres da série, as teorias já começam e o principal suspeito até agora é Frank. Vingança ou emocional, o rapaz seria o único com uma motivação forte para matar o pai de Wes, afinal foi por conta dele que toda a história com Annalise se desenrolou, culminando na perda do bebê.

Mas e se tivermos mais coisas para descobrir sobre o passado de Wes e, Anna Mae resolveu queimar o arquivo? Poderia não? Será que não está na hora dela ser responsável, de fato, por algum assassinato?

 

Wes HTGW

 

Renovada para a terceira temporada, resta esperarmos até setembro para continuar acompanhando a saga de “Como sair impune de um assassinato”.

Foi uma temporada um pouco mais fraca em comparação a primeira? Sim, infelizmente. Mas de forma alguma, a série perdeu seu brilho – apesar de ter perdido um pouco de audiência. E, de uma história que pareceria ser feita para uma temporada só, vislumbramos um desdobrar que, pode render ainda alguns bons casos e episódios.

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