Precisamos falar sobre… o quão ruim Arrow ficou!

Arrow

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Se pudesse voltar no tempo e mostrar este texto para mim mesmo há quatro anos atrás, o meu eu do passado provavelmente riria da minha cara. Provavelmente ele não acreditaria que logo eu, um cara que ama a DC Comics, seus personagens e todas as mídias em que eles aparecem, teria uma decepção tão grande com Arrow como venho tendo.

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Os acontecimentos do episódio “Eleven-Fifty-Nine“, exibido nesta semana nos Estados Unidos, sem dúvidas me estimularam a escrever este texto, mas os problemas da série vão bem além disso. Ah, se você não está em dia com a série, tome cuidado: este texto está cheio de Spoilers!

Precisamos falar sobre…

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A série morreu. E quem matou foi Olicity…

Sei que no mundo das séries mexer com um fandom talvez seja assinar uma sentença de morte, mas convenhamos, precisamos ser racionais: Olicity matou a série. E olha que eu era um fã que torcia fervorosamente para Oliver e Felicity ficarem juntos. Lembram da cena no final da segunda temporada, quando Oliver diz para ela que ele a ama? Vibrei, como se não houvesse amanhã. Porém, a medida que o casal tomou forma e o Arqueiro se entregou a esta paixão, as coisas desandaram de uma tal forma que sim, eu vou por a culpa na casal.

 

 

Na verdade, Oliver se humanizou e a proposta do personagem não é lá bem essa. Nem nas HQs e nem na série. Se voltarmos no começo da primeira temporada, nós tínhamos um Oliver Queen focado, que queria salvar a sua cidade custe o que custar. Felicity desconsertou o que não precisava ser consertado. Apesar do casal ter tido uma certa química no começo, eles se tornaram entediantes. Além disso, a história da terceira temporada com um Ra’s Al Ghul meia boca não ajudou muito. O trem saiu do trilho e para voltar será complicado.

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Olicity é o único problema da série? Nem de longe!

OK, se você chegou até aqui neste texto, e é fã do drama adolescente que virou a história de Oliver e Felicity, tudo bem, vamos imaginar um cenário em que a história dos dois dê certo. Os problemas de Arrow acabam? Não. Estão bem longe disso.

Os produtores se perderam na proposta do show, principalmente após a expansão de seu universo com The Flash e agora com DC’s Legends of Tomorrow. Quando Arrow começou a série era “pé no chão”, e ainda seguia uma influência da recém terminada franquia do Batman de Christopher Nolan em 2012. Mas, desde que os super poderes entraram no universo de Arrow, “a coisa desandou”.

O roteiro da terceira temporada parecia bem perdido, sem saber de onde veio e para onde ia. Parecia que diversas histórias aleatórias eram jogadas na temporada para preencher o vazio enquanto a história de Oliver e Felicity tornava-se principal. Ra’s Al Ghul não funcionou e o erro se repetiu nesta temporada, com um vilão imensamente poderoso, bem aquém do que o Team Arrow pode lidar. O Arqueiro Verde, que tentava ser o Batman, agora precisava ser o Superman.

 

 

Além disso, alguém mais se importa com os flashbacks? Sério! Eu realmente acho tão inútil aquela história contada, que prefiro dar uma checadinha no “WhatsApp” enquanto ele aparece. Muito do que Oliver aprendeu, a personalidade que ele trouxe para Star City, veio dali. Eles tinham um excelente trunfo na mão, e souberam aproveitar durante o ano 1 e o ano 2. Tanto que, para mim, as cenas na ilha eram melhores que a história principal. Mas perderam o foco. Oliver saiu da ilha, voltou, se envolveu com outros personagens que supostamente não eram para estar lá. Até o Constantine já havia dado as caras por lá. Pois é… que bagunça!

A quarta temporada até havia dado uma melhoradinha, mas foi uma falsa impressão. Com o foco (novamente) voltado para o drama de Oliver e Felicity, a série se assumiu como um drama adolescente que se importa com o amor dos dois mais do que qualquer coisa. A prova disso? A morte de Laurel Lance.

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É uma adaptação. Não precisa ser fiel. Mas deve-se pelo menos respeitar!

Já discuti diversas vezes com amigos sobre até onde a “liberdade criativa” de uma adaptação de quadrinhos deve ir. É entretenimento, é uma série, OK, ela precisa andar por caminhos próprios. Porém, há certos limites. Matar a Canário Negro foi um dos maiores. E olha que eles já haviam feito isso com Sara, mas o Poço de Lázaro permitiu que o erro fosse desfeito. Porém, o Poço não existe mais. A festa do “ressuscita gente morta” parece ter realmente acabado em Arrow e, se o Oliver não for atrás daquela poção “louca” que o ressuscitou, acho que realmente perdemos uma personagem incrível. Logo quando ela tinha realmente ficado f#[email protected]

A despedida entre Laurel e Oliver foi a prova viva de que os produtores fizeram isso para realmente dar uma oportunidade para o romance de Olicity fluir. “Você é o amor da minha vida”, disse Laurel para Oliver. E é. A Canário Negro é uma peça chave, fundamental na essência de Oliver Queen e principalmente do Arqueiro Verde.

 

Arrow

 

É uma pena que tudo tenha sido jogado fora, simplesmente por conta de um casal, com uma personagem que nem nos quadrinhos existia.

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Mas então, o que fazer?

Pois é. Eu também me fiz essa pergunta. A vontade neste momento é de abandonar a série. Um dia torci para que Oliver e Felicity ficassem juntos, mas hoje vi que eles estragaram a série. Não vejo saída para os rumos traçados, não vejo interesse na trama de Damien Dhark, e principalmente, não vejo mais graça no Arqueiro Verde.

Escrevo este texto com o coração partido, e talvez você, que ainda gosta da série, possa até me qualificar como hater, mas acredite, eu não sou. Eu adorava Arrow, adoro a DC Comics, mas assistir a série perdeu seu brilho há muito tempo. A morte de Laurel só veio a confirmar isso.

 

Se hoje Arrow está morta, repito, quem matou foi Olicity! E com isso, não foi Katie Cassidy que perdeu Arrow. Foi Arrow e nós, fãs, que perdemos. #RipBlackCanary

Criador do Mix de Séries, atua hoje como redator e editor chefe do portal. Especialista em SEO e construção de textos para internet, também atua como webwriter com foco em textos para o Google. Autor na internet desde 2011, passou pelos portais TeleSéries e Box de Séries. Fã de carteirinha de Friends, ER e One Tree Hill, é aficionado pelo mundo dos seriados. Também é fã de procedurais, sabendo tudo sobre o universo das séries Chicago, Grey's Anatomy, e séries de sucesso como La Casa de Papel e Lucifer. Também é fã da DC Comics, e acompanha produções inspiradas em personagens da editora, como Titans e até o mais recente produto da editora, Sweet Tooth.