Private Practice: muito além de Grey’s Anatomy

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Série acompanhou a Dra. Addison depois de Grey’s Anatomy

Grey’s Anatomy é sem dúvidas um grande sucesso da TV. Hit há treze anos, a série reúne gerações. Porém, o que parte de seu público não sabe é que a série possuiu um spin-off durante seis anos. Calma, se você ainda está perdido eu explico: spin-off é quando uma série é estrelada por personagens de outra série, se passam no mesmo universo, e tem personagens transitando entre si.

No caso de Grey’s, essa expansão foi estrelado pela dra. Addison Montgomery (Kate Walsh), e mostrou um outro lado da ruiva que não víamos em Seattle. E hoje relembraremos dela aqui no Memórias em Série.

Private Practice teve seis temporadas, entre 2007 e 2013, e mostrou ao público o que Addison fez, logo depois de largar o – então – Seattle Grace Hospital. Escrito por Shonda Rhimes, a série estourou nas noites de quinta, fazendo dobradinha com a sua série “mãe” e se tornando um “câncer” para a concorrente E.R. – Plantão Médico, que ainda era exibida às 22h na NBC. E engana-se quem achava que Private Practice tinha uma carga tão dramática como a de Grey’s. Em contraste com as chuvas de Seattle, o sol de Los Angeles mudou bastante a vida de sua protagonista. Quando Addison chegou em Seattle ela era mulher com um passado complicado, e completamente ligada ao marido. Em Private Practice, a evolução da personagem é algo a se notar.

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O amadurecimento de Addison é, talvez, o grande protagonista da série.

Nós assistimos Addison a fazer escolhas que mudaram sua vida para sempre, mas tivemos a chance de vê-la recomeçar e tentar reparar muitos erros que já havia cometido.

 

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A dinâmica da série era menos agitada que a de Grey’s. Focada em uma clínica particular, gerenciada por sua amiga Naomi (Audra McDonald), Private Practice apresentava casos simplórios mas coesos a seu tamanho, podendo as vezes chegar a cargas dramáticas incríveis. Porém, havia uma leveza, uma sutilidade, tanto nas cores quanto no texto da série, que fazíamos acreditar que tudo, no final, ia acabar bem.

As especialidades dos coadjuvantes como psiquiatria, especialidades em fertilizações e tratamentos homeopatas, davam margem para casos que não viam muito espaço em Grey’s Anatomy, dando a Private Practice pontos extras.

Damos destaque para a Violet de Amy Brenneman, que roubou a série muitas vezes – incluindo o momento em que ela tem o seu bebê roubado de dentro de sua barriga (sim, coisas de Shonda Rhimes). A uróloga e sexóloga, Charlott King, interpretada pela belíssima KaDee Strickland, que fez par com o Cooper de Paul Adelstein… E até mesmo Amélia Shepherd (Caterina Scorsone), que antes de abrilhantar os corredores do Grey Sloan Memorial Hospital, passou por maus bocados como a neurocirurgiã que tinha problemas com drogas.

Aliás, ressalto que, Amélia protagonizou um dos grandes momentos do show, na quinta temporada, com um episódio que mostrou todos os personagens fazendo uma intervenção ao vício da médica.  Mas indo além, a série deu oportunidade para temas como aborto, paternidade, adoção, e problemas neurológicos/psiquiátricos, que muitas vezes ainda gerava um certo tabu na TV.

Vimos a luta de Addison para conseguir ter um filho, de todas as formas. E, também, a busca pela tão sonhada felicidade ao lado de alguém. E foi em Jake (Benjamin Bratt), que Addison terminou de se reconstruir. Relembro de uma passagem, quando a Dra. Montgomery descobre que Mark havia morrido em Grey’s Anatomy, que ela se abre por completo para o então namorado, e diz o quão ela acha seu passado feio e complicado, por ser uma traidora. Jake, com toda sua serenidade, disse que não a achava uma traidora, e sim uma pessoa que havia traído uma vez. Isso não a fazia uma traidora, e sim uma pessoa que erra, como qualquer outra. O texto de Private Practice era incrível por pequenos detalhes, que faziam de cada episódio um espetáculo a parte.

Ah, e não podemos escrever dos intensos crossovers com Grey’s Anatomy.

Assistindo Grey’s, quando Addison aparecia em episódios aleatórios, você sentia que a história não tinha final, ou que ficava faltando algo? Pois é, elas geralmente terminavam nos episódios de Private Practice. Além disso, era muito comum ver personagens como Mark e Bailey circularem por Los Angeles. Um prato cheio para os fãs do drama médico.

Se você está em busca de uma boa maratona, e ainda não conferiu este spin-off de Grey’s Anatomy, trate já de dar uma chance a série – que vem sendo o tema de diversas petições na internet para sua inclusão do catálogo da Netflix. E para os que já assistiram, fica a saudade de um show que soube passar sua mensagem de forma clara, e mostrou para o público que sempre há uma chance de recomeçar.

Veja um trailer da série:

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Anderson Narciso

Anderson Narciso

Criador, editor e redator do site Mix de Séries, é apaixonado por séries desde sempre. Fã incondicional de One Tree Hill, ER, Friends, e não perde um episódio da Franquia Chicago.

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