Lançado em 2012, Prometheus reposicionou a mitologia da franquia ao funcionar como prelúdio direto de Alien. Apesar das diferenças visuais e narrativas, sua localização na cronologia é clara: a história ocorre entre 2089 e 2093, cerca de 30 anos antes dos eventos a bordo da Nostromo, em 2122.
Linha do tempo e ligação direta com Alien
O enredo acompanha a missão financiada por Peter Weyland ao planeta dos Engenheiros, onde a tripulação descobre indícios da origem do Xenomorfo. O desfecho sugere conexão imediata com a abertura de Alien: o Engenheiro morto encontrado pela Nostromo pode ser resultado direto dos acontecimentos de Prometheus. Embora exista um intervalo de três décadas, o final do prelúdio se alinha conceitualmente ao início do clássico.
A continuidade é expandida em Alien: Covenant, ambientado em 2104, mas sua ligação com os eventos de 2122 é menos direta.
A Weyland e o interesse corporativo
Prometheus também reforça que o interesse corporativo na criatura antecede Ellen Ripley. A obsessão de Weyland por descobertas científicas e poder ecoa na postura posterior da Weyland-Yutani em Aliens, onde a exploração comercial do Xenomorfo se torna explícita. O prelúdio sugere que o conhecimento sobre a criatura pode ser mais antigo do que se imaginava.
A origem do Xenomorfo e as mudanças no cânone
Ao apresentar o “Black Goo” e insinuar que os Engenheiros criaram o organismo como arma biológica — possivelmente aperfeiçoada pelo androide David —, o filme altera versões anteriores vistas em Alien vs. Predator. Essa nova explicação ganha continuidade em Alien: Romulus, que retoma experimentos envolvendo a substância.
Assim, Prometheus não apenas antecede Alien cronologicamente, mas redefine as bases científicas, corporativas e filosóficas de todo o universo da franquia.