Quarterback 2ª temporada | A verdade sobre Joe Burrow, Jared Goff e mais

Quarterback – 2ª temporada: os altos, baixos e a dura realidade da NFL.

A 2ª temporada de Quarterback, da Netflix, volta a colocar os holofotes sobre a posição mais pressionada da NFL — e talvez do esporte profissional: a de quarterback.

Com produção executiva de Peyton Manning, a nova leva de episódios acompanha três nomes em estágios completamente diferentes da carreira, mas com um desejo em comum: levantar o troféu Vince Lombardi. Porém, para Joe Burrow, Jared Goff e Kirk Cousins, a temporada de 2024 terminou com mais perguntas do que glórias — e a série não esconde os bastidores dessas jornadas.

Joe Burrow: o prodígio que ainda não venceu tudo

Joe Burrow talvez seja o nome mais promissor da nova geração da NFL. E a série faz questão de mostrar como a pressão acompanha esse talento desde o colégio. Na 2ª temporada de Quarterback, vemos um Burrow maduro, determinado a provar que o sucesso de 2021 (quando levou o Cincinnati Bengals ao Super Bowl LVI) não foi um ponto fora da curva.

No entanto, sua campanha de 2024 começou turbulenta. Os Bengals perderam nas três primeiras rodadas, com derrotas para Patriots e Chiefs que abalaram a moral da equipe. Foi só na quarta semana, contra os Panthers, que a primeira vitória veio. Apesar do começo oscilante, Burrow se manteve consistente — e a conexão com Ja’Marr Chase, companheiro desde os tempos de LSU, foi um dos pontos altos da temporada. A série mostra cenas íntimas entre as famílias Burrow e Chase, revelando como essa união vai além do campo.

Mesmo com uma reação nas rodadas finais, os Bengals dependeram de combinações improváveis para irem aos playoffs — o que não aconteceu. Ainda assim, Burrow terminou com números impressionantes: mais de 4.500 jardas, 40 touchdowns e menos de 10 interceptações. Só ele, Tom Brady e Aaron Rodgers conseguiram isso. Era material de MVP, mas o prêmio foi para Josh Allen, do Buffalo Bills, já que os Bengals ficaram fora da pós-temporada. Como o próprio Burrow reconhece: “O prêmio vai para quem vence coletivamente também”.

Jared Goff: a redenção em Detroit e a queda repentina mostrada em Quarterback

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Imagem: Netflix.

Se Burrow ainda busca o primeiro anel, Jared Goff está tentando provar que merece ser lembrado entre os grandes. Depois de ser trocado pelos Rams para o Detroit Lions em 2021 — num movimento que ele classificou como uma traição —, Goff reinventou sua carreira e se tornou o símbolo da esperança em uma cidade carente de vitórias.

E 2024 parecia ser o ano dos sonhos. Os Lions começaram a temporada com uma vitória emocionante sobre os próprios Rams, e emendaram 11 vitórias consecutivas. Goff liderava um dos ataques mais perigosos da liga, e sua presença se tornava cada vez mais simbólica para a torcida. A série o mostra em momentos afetuosos com a esposa Christen Harper, equilibrando a rotina de treinos com a vida pessoal — e celebrando a gravidez do primeiro filho do casal.

Mas o que parecia uma escalada ao topo terminou em frustração. Após uma campanha quase perfeita (15 vitórias e apenas 2 derrotas), os Lions caíram logo na primeira partida dos playoffs, contra os Washington Commanders. Goff teve uma noite ruim: 3 interceptações, apenas 1 touchdown, e até uma suspeita de concussão após um dos 3 sacks que sofreu. A defesa dos Commanders neutralizou todas as armas ofensivas dos Lions. O que seria o “ano mágico” terminou em silêncio no vestiário.

Kirk Cousins: veterano à beira do fim?

Se Burrow é o presente e Goff a redenção, Kirk Cousins representa a luta dos veteranos para se manterem relevantes. Depois de seis anos nos Vikings, onde alternou entre grandes jogos e temporadas marcadas por lesões, Cousins iniciou 2024 em nova casa: o Atlanta Falcons. Com um contrato de 4 anos e o desafio de comandar uma equipe em reconstrução, ele chegou esperançoso — mas o roteiro não foi como o planejado.



O começo foi complicado. O primeiro jogo terminou com duas interceptações e críticas pesadas. A contratação do jovem Michael Penix Jr. na primeira rodada do Draft foi um sinal claro de que a diretoria via Cousins como uma ponte, não como o futuro. E isso afetou seu desempenho. Com 16 interceptações e apenas 18 touchdowns, ele teve uma das piores temporadas da carreira.

Na reta final, depois de uma atuação apagada contra os Raiders, veio o golpe final: foi colocado no banco, com Penix assumindo a titularidade. Mas Cousins lidou com isso com classe — ligou pessoalmente para o novato, incentivando-o a dar o seu melhor. Ao final da temporada, o veterano parecia conformado. Ele afirma que continuará jogando enquanto os filhos não entenderem o que o pai faz. Depois disso, quer ser o técnico deles. Um gesto bonito, mas que soa como despedida.

E agora? O que vem para os três?

Quarterback temporada 2 termina com os três nomes fora da corrida pelo Super Bowl. Burrow, apesar de premiado como “Jogador Retorno do Ano”, está no centro de rumores: estaria grande demais para os Bengals? A expectativa é que o time se mexa rápido para montar uma equipe digna de seu talento — ou arrisca perdê-lo.

Goff, por sua vez, se firma como o rosto dos Lions. O fracasso nos playoffs foi duro, mas o futuro ainda é promissor. A torcida o ama, a diretoria confia e sua vida pessoal vive um momento especial com a chegada do bebê. Ele tem tudo para seguir como líder em Detroit.

Já Cousins é o caso mais incerto. Com um histórico de lesões e uma temporada irregular, talvez esteja perto de se despedir do protagonismo. Ainda assim, sua experiência pode ser útil nos bastidores — ou, quem sabe, como técnico no futuro. A série encerra seu arco com gratidão, mostrando um homem que fez o melhor que pôde em uma liga implacável.

Quarterback é uma série sobre esportes — e sobre humanidade

Ao final, a 2ª temporada de Quarterback não é apenas sobre passes, touchdowns ou derrotas. É sobre decisões difíceis, sonhos interrompidos e a resiliência de quem coloca o corpo (e o coração) à prova toda semana. Joe Burrow, Jared Goff e Kirk Cousins vivem momentos diferentes da carreira, mas compartilham o mesmo peso: o de liderar uma franquia inteira, sob os olhos do mundo.

A série pode não ter mostrado um Super Bowl, mas entregou algo tão valioso quanto: a verdade por trás dos capacetes. E isso, no fim das contas, é o que todo fã quer ver.



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SOBRE O AUTOR
Matheus Pereira
Matheus Pereira é Jornalista e mora em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Escritor assíduo na época dos blogs, Matheus desenvolveu seus textos e conhecimentos em Cinema e TV numa experiência que já soma quase 15 anos. Destes, quase dez são dedicados ao Mix de Séries. Além disso, trabalha há mais de dez anos no campo da comunicação e marketing educacional, sendo assessor de imprensa e publicidade em grandes escolas e instituições de ensino.