Queen of the South – 1×10 – Esta ‘Cosa’ Que Es Nuestra

Esta 'Cosa' Que Es Nuestra MAIOR

Imagem: Entertainment Weekly

Desde quando começou a produzir conteúdo original, a USA Network não passa por uma crise de audiência e criatividade tão grande como a atual. São poucas as séries que sobrevivem duas temporadas ou mais e/ou conseguem receber a benção necessária dos críticos para ser, no mínimo, competitiva na Awards Season (temporada de prêmios) e no Emmy. Tal problema que a executiva do canal tem no momento de aprovar projetos é exatamente o mesmo de Queen of the South – falta de coragem. 

Esta 'Cosa' Que Es Nuestra MENOR

Imagem: USA Network

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Digo isso por que percebi uma série muito travada e enjoada neste episódio. Ela queria ir além, queria inovar, sair do automático e começar a se preparar para o Grand Finale, porém por algum motivo não identificado e que nem causa curiosidade, Queen of the South continuou entregando velhos clichês mesmo demonstrando que sabia fazer diferente e, principalmente, tinha o desejo de calçar as sandálias da humildade, admitir os erros do passado e mudar os rumos a partir de agora.

A direção pecou fortemente desde as escolhas para trilha sonora com a entrada de músicas árabes que não faziam o menor sentido em estarem ali, até mesmo a escolha do que causaria o grande problema do miolo da primeira temporada – uma empregada cobiçada pelo cartel de drogas? Sério mesmo que alguém pensou que isso daria uma boa sequência? Me desculpem, mas chegar até aqui foi um grande exercício de paciência e de amor à indústria.

Entretanto, mesmo cometendo erros primários, “Esta ‘Cosa’ Que Es Nuestra” trouxe algo que só o piloto tinha apresentado até o momento – ritmo. Pode parecer básico, mas estava faltando. Da metade para o fim do episódio, tivemos a oportunidade de assistir uma série divertida, intensa, excitante e prazerosa de se assistir. É como se o roteiro parasse de esforça-se para ser levado a sério e simplesmente deixar as coisas correram com naturalidade.

Não escondo que fiquei extremamente insatisfeito em saber que Epifanio já está com a eleição para Governador de Sinaloa praticamente vencida, pois como amante de política, adoraria saber como é que o roteiro trabalharia uma eleição no México. A última vez que acompanhei algo do país foi no vitória de Enrique Peña Nieto em 2012, mas nada em nível estadual. Tenho certeza que adicionaria aquele peso de inteligência que a série precisa.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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