O cartunista e escritor Scott Adams morreu aos 68 anos, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada nesta terça-feira (13), meses depois de o artista tornar público que enfrentava um câncer de próstata em estágio avançado. Nos últimos dias, Adams vinha falando abertamente sobre o agravamento do seu estado de saúde em transmissões e conversas online com fãs.
Conhecido mundialmente, Scott Adams marcou gerações ao transformar o cotidiano corporativo em sátira afiada, conquistando leitores muito além dos Estados Unidos.
O legado de Scott Adams com Dilbert
Criada em 1989, a tirinha Dilbert rapidamente se tornou um fenômeno global. Com humor ácido e observações certeiras sobre a vida em escritórios, reuniões inúteis e chefes incompetentes, Dilbert virou leitura obrigatória em jornais do mundo todo e ajudou a definir o humor corporativo dos anos 1990 e 2000.
O sucesso rendeu a Adams reconhecimento da indústria, incluindo o prestigiado Reuben Award, concedido pela National Cartoonists Society, colocando seu nome ao lado de lendas dos quadrinhos.
Nos últimos anos, porém, sua carreira passou a ser marcada por controvérsias. Em 2023, declarações consideradas racistas levaram à retirada de Dilbert de centenas de jornais, encerrando uma trajetória de mais de três décadas na grande imprensa. Paralelamente, Adams se consolidou como comentarista político conservador, ampliando sua presença fora do universo dos quadrinhos.
Scott Adams deixa um legado contraditório, mas inegavelmente influente: foi um dos grandes nomes da sátira moderna, responsável por traduzir frustrações do mundo do trabalho em humor universal, mesmo que sua trajetória final tenha sido marcada por polêmicas que dividiram o público.