Ringue Mix: As famílias nada tradicionais de Chuck Lorre

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Chuck Lorre é atualmente um dos grandes nomes da comédia na TV americana, sendo responsável por comédias de sucesso como The Big Bang TheoryMike & Molly. Fora essas, ele também sabe fazer uma série familiar como ninguém… Por abordar algo nada perfeito, é claro.

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Por isso, o Ringue Mix de hoje vai falar justamente de duas atrações nada perfeitas quando o assunto é família, mas que consegue arrancar risos e até choros do público. Vem com a gente!

 

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De Um Lado do Ringue…

Two And a Half Men

12 temporadas (2003-2015)

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262 episódios

Criado por Chuck Lorre e Lee Aronsohn

two_and_a_half_menCharlie Harper é um solteirão bon vivant, sempre rodeado de jogos, bebidas e belas mulheres, tudo debaixo de seu badalado teto numa mansão em Malibu. Produtor de jingles, o rapaz vê sua vida mudar quando seu irmão mais novo, Alan, decide morar com ele após se divorciar. Junto consigo ele traz seu único filho, Jake, um garoto bem esperto. Além deles, Charlie também tem que lidar com Rose, uma vizinha paranoica que é obcecada por ele, sua mãe Evelyn, uma mulher ácida e desprezível, que não esconde o favoritismo pelo filho mais novo, além também de sua empregada e fiel escudeira Bertha. Por conta da admiração que tem pelo sobrinho, o rapaz acaba aceitando Alan em sua casa.

 

 

Do Outro Lado do Ringue…

Mom

3 temporadas (2013-atual)

59 episódios

Criado por Chuck Lorre, Eddie Gorodetsky e Gemma Baker

Mom_intertitleChristy é uma mãe solteira que sofreu durante anos o vício por álcool e drogas. Querendo melhorar sua vida e se reaproximar de seus dois filhos, Violet e Roscoe, a moça então decide entrar em um programa de reabilitação para se reerguer. O que ela não esperava é que no mesmo grupo de dependentes está sua mãe, a nada convencional Bonnie, principal responsável pela protagonista ter tomado tal rumo. No meio de diversos confrontos e lavagens de roupa suja, as duas começam a se reaproximar aos trancos e barrancos, e Christy precisará contar com a ajuda de sua mãe ao descobrir que a jovem Violet está grávida de seu namorado, o destrambelhado Luke.

 

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Duas séries com o mesmo criador e pontos em comum. Charlie e Christy têm em suas respectivas mães motivos para terem tomado certas decisões em suas vidas, sem contar as relações nada amistosas com as mesmas. O rapaz fez diversas terapias quando criança, além de que, muito do fato dele ser tão mulherengo é justamente a falta do apoio maternal por parte da Evelyn, que nessa fase de sua vida priorizava apenas status. Já a loira, por ter vindo de origem humilde, não teve a mesma sorte, e consequentemente acabou seguindo o destino de Bonnie. O álcool e as drogas tornaram-se seu alicerce, pela falta de estrutura a qual lhe foi concedida entre sua infância e adolescência.

Mesmo com todo esse histórico, os protagonistas tentaram se reerguer. Jake proporcionou ao produtor de Jingles uma chance de ser melhor. Por tanto gostar do sobrinho, começou a aprender com aquela ingênua (muitas das vezes nem tanto) criança. Charlie teve uma mudança drástica durante a terceira temporada ao conhecer a personagem Mia. O rapaz se apaixonou de uma forma única e começou a rever vários conceitos em sua vida. Mesmo que não tenham acabado juntos, a volta de Charlie à sua boa vida se deu de uma forma diferente. Dois anos depois uma nova mulher acabou aparecendo. Chelsea entrou no sexto ano da série para mexer com o coração do protagonista, e quando tudo parecia estar perto de entrar nos eixos, eis que Mia volta para balançar ainda mais as estruturas.

Christy, por sua vez, ao encontrar o caminho da sobriedade optou por ter como foco os filhos, ainda mais após a descoberta da gravidez de Violet. Mesmo que seja uma missão difícil a se cumprir, a personagem encontrou nos primeiros episódios motivos o suficiente para desistir de tudo e ter uma recaída, mas ela foi conseguindo forças que jamais teve antes. Sem contar a segunda chance dada a Bonnie, que se tornou seu grande alicerce, mesmo com todas as diferenças entre elas. No meio desse percurso, a protagonista ainda viu seu pai, que nunca ouviu falar sobre, entrar em sua vida.

Two And a Half MenMom tinham tudo para ser mais duas comédias familiares genéricas, mas se mostraram totalmente diferentes disso. A primeira conseguiu conquistar o público de cara e em pouco tempo já era uma das mais vistas do gênero na TV americana, enquanto a segunda foi adquirindo seu espaço aos poucos. Apesar disso, em sua temporada de estreia a comédia estrelada por Anna Faris já colecionava seu primeiro Emmy na bagagem pela atuação de Allison Janney, como melhor atriz coadjuvante de comédia, algo que sua concorrente só foi conseguir no terceiro ano, e nas categorias técnicas.

 

E o vencedor é…

 

Por mais que tenha colhido bons frutos, a história protagonizada por Charlie Sheen, mesmo com a audiência em alta, enfrentou dificuldades nos bastidores por conta dos problemas de álcool e drogas envolvendo o mesmo. Seu personagem foi se desgastando em cena e, por mais que fosse referência de grande parte do público masculino, começou a apresentar tais sintomas. Para piorar tudo, o ator acabou sendo dispensado no final da oitava temporada, sendo então substituído por Ashton Kutcher.

A série durou mais quatro anos após esse acontecimento, porém por mais que tenha conseguido reerguer os índices de audiência na nona temporada, a atração viu seus números cair drasticamente na sequência. O personagem de Kutcher nada mais era que uma versão genérica e contemporânea do icônico Kelso, vivido pelo ator em That 70’s Show. A essa altura, o show já havia perdido sua essência e outras baixas foram sofridas no elenco, como do jovem Angus T. Jones, intérprete de Jake. Pareceu até que certas coisas sempre existiram ali desde o começo, mas a saída de Charlie foi o fio condutor para vir à tona.

Mom está em sua terceira temporada, mas não se vê nenhum escândalo (por enquanto) de elenco. A série está se consolidando cada vez mais e conquistando o público americano. Seu primeiro ano não agradou tanto, muito pela falta de química por parte de sua protagonista, algo que foi reparado logo na sequência, mas também por conta de ser algo mais realista para os dias de hoje.

A comédia pode até arrancar risadas diversas porém, ao mesmo tempo, possui uma carga dramática tão grande que consegue na mesma proporção nos fazer chorar. Ela é uma série pé no chão, que aborda temas que muitas atrações do gênero não tem a mesma audácia de explorar, muito menos sua concorrente em questão, como o vício de álcool e drogas, gravidez na adolescência, feminismo, entre outros fatores.

 

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Gosto muito de ambas, mas temos que admitir que Two And a Half Men usa e abusa de uma ostentação sem fim, além de outros fatores que se pararmos para ver não são tão favoráveis assim para a série. Portanto acho que já temos o vencedor dessa batalha.