Ringue Mix: entre a cidade e a sombra do Morcego

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Hoje o Ringue Mix faz escala entre as HQs e a telinha da TV com duas adaptações do universo de Batman. Apesar de não ter estado propriamente dito na televisão desde a década de 1960 em live-action, o personagem inspirou e inspira duas séries que retratam o seu universo, cada uma de sua maneira.

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Birds of Prey (2002) e Gotham (2014) travam um duelo pelo cinturão do Ringue Mix, em uma disputa para saber qual a melhor versão das histórias do homem morcego.

 

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De um lado do ringue…

Birds of Prey
1 temporada (2002-2003)
13 episódios
Criada por: Laeta Kalogridis

Birds of Prey conta a história das Aves de Rapina, vigilantes de Gotham City em uma época que Batman já tinha se aposentado, apóso embate final com o Coringa. A equipe conta com Helena Kyle, filha do Batman com a Mulher Gato, Dinah Lance que é filha da Canário Negro, e Bárbara Gordon, que uma dia Batgirl, acabou em uma cadeira de rodas adotando o nome de Oráculo e ajudando as vigilantes direto da Torre do Relógio. Lutando contra meta humanos e alguns clássicos inimigos da DC Comics, a principal rival do trio é a Dra. Harley Quinzel, a Arlequina, namorada do Coringa que deseja vingança pela derrota do Palhaço do Crime.

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Do outro lado do ringue…

Gotham
2 temporadas (2014-atual)
25 episódios
Criada por: Bruno Heller

Uma versão contemporânea e ao mesmo tempo clássica da origem do homem morcego, Gotham tem como objetivo contar a história da infância de Bruce Wayne – muito antes de se tornar o Batman, e a origem dos vilões que um dia desejariam a sua morte. O herói da vez é James Gordon, recém policial chegado na cidade, que logo percebe a corrupção no Departamento de Polícia e uma guerra de gangues que atinge a todos. Sua vida vira de cabeça para baixo quando o assassinato de Thomas e Martha Wayne movimentam a cidade, deixando o pequeno Bruce ófao, com seu mordomo Alfred. Além de perseguir bandidos, descobrir quem assassinou o casal de ouro da cidade é sua missão.

 

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O Ringue Mix de hoje está bem disputado. Isso porque na verdade duas séries sobre o Batman estão disputa mas nenhuma na verdade conta de fato com o seu personagem no elenco. Tudo bem que em Gotham, Bruce Wayne faz parte da história e do elenco regular, mas ele está anos longe de se tornar o herói que conhecemos. A série portanto se passa bem antes do nascimento da lenda. Já Birds of Prey se passa depois da aposentadoria do Batman, quando o bilionário Bruce Wayne resolve sair de Gotham City – ou New Gotham, como é chamada após um terrível terremoto que deixou a cidade em ruínas. É difícil poder lidar com a mitologia do personagem sem ele de fato, e é possível dizer que neste quesito ambas as séries conseguem se sair muito bem.

Contar uma história e além disso trabalhar com procedural não é fácil, e nisso as duas acabaram pecando. Trabalhar com os “Casos da Semana” em uma série de herói cansa o público em uma certa altura do campeonato, e a necessidade de explorar tramas mais complexas se destaca. Infelizmente, o público de Birds of Prey não teve muita paciência com o show, o fazendo ser cancelado ainda quando estava no décimo episódio. Gotham já teve um pouco mais de sorte: apesar de ter utilizado este artifício em grande parte de sua primeira temporada, com apenas dois episódios na segunda, a série já mostrou potencial para ir bem mais além que isso. Ponto para ela.

No quesito elenco, Birds of Prey era um charme à parte. Dominado por mulheres, Helena Kyle – a caçadora era interpretada por Ashley Scott que roubava as cenas em todos os episódios. Ainda contava no elenco com Dina Meyer como a Oráculo e Rachel Skarsten como a “Canário”. Mia Sara completava o elenco como a Arlequina e isso já bastava para nos prender na frente da TV por quarenta minutos. Já Gotham até tenta, mas tem uma certa dificuldade em estabelecer um elenco cativante. Com exceção do Pinguim de Robin Lord Taylor, o resto do elenco, incluindo o Comissário Gordon de Ben Mackienze, precisa comer muito arroz com feijão para se tornar completamente carismático.

Em se tratando de roteiro, Gotham é um show à parte. Felizmente, ela acabou tendo mais tempo e oportunidade para contar histórias do que Birds of Prey, podendo usar de diversos artifícios para criar seu roteiro. Por se tratar também de um prequel, ficou mais fácil para os produtores trabalharem com clássicos personagem e contarem suas origens, diferente de Birds, que se passava em um período posterior à história do Batman e precisava se desdobrar com novos personagens.

Apesar da fotografia e ambientação de Birds of Prey lembrar muito os elementos usados na franquia de Batman dos anos 1990 – incluindo a trilha sonora -, Gotham possui um charme, com elementos clássicos dos anos 1950 e 1960 misturados com a tecnologia dos dias atuais. Isso acaba por tornar a série atemporal, dando uns bons bonos de vantagens para ela.

Agora falemos do Coringa: o personagem pode já ter dado as caras em Gotham, mas ainda não sabemos ao certo se o garoto Jerome é mesmo ele. Mas a princípio, o rapaz é apenas um lunático com trejeitos que remetem à diversas encarnações do vilão. Já em Birds of Prey, mesmo não sendo presença constante, o Coringa tinha uma raiz bem forte nas HQs, tendo matado o amor da vida do Batman, a Mulher Gato, e marcado fisicamente a sua parceira Batgirl. É esse o Coringa que gostamos de ver e que Birds of Prey explorou com sabedoria. Em compensação, a Mulher Gato de Gotham é tão esperta e inteligente, que não tem como não nos apaixonarmos por ela. Da mesma forma, o Pinguim e o Charada da série roubam a cena cada vez que aparecem. Difícil competição, hein?

Ambas as séries não são perfeitas mas tem seus lados positivos. Mas afinal de contas, qual é a melhor?

 

E o vencedor é…

É difícil escolher uma vencedora. Para os fãs de Batman, cada uma tem um lugar guardado no coração. Birds of Prey veio em uma época que Smallville estava estourando no horário nobre da WB, e pensando na onda, o canal resolveu produzir uma série baseada no universo de Batman. Apesar do tiro ter saído pela culatra, os fãs acabaram gostando do material, principalmente por ter trago em live-action um universo que tinha morrido com Joel Schumacher em Batman & Robin de 1997.

Entretanto, nem só de fã-service vive uma série, e Gotham sabe fazer isso muito bem. Entre os casos da semana, e a exploração da trama centra, a série acabou se consolidando no canal. Tudo bem que ela é favorecida com um Batman recém saído de uma franquia extremamente bem sucedida pelas mãos de Christopher Nolan, adicionada a um momento da TV que é predominada por heróis. Mas ela tem seus méritos. Sabe contar uma boa história, e mesmo pecando em algumas coisas, como elenco ou mudanças em alguns personagens, ela soube sobreviver a primeira temporada e está aí firme e forte, agradando em cheio os fãs do homem morcego.

 

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Por hoje, Gotham é a vencedora. Mas será que ela segura o cinturão até quando?