A nova série Rooster estreou na HBO no dia 8 de março trazendo um nome de peso no elenco: Steve Carell. A produção chega cercada de expectativa principalmente por reunir o ator de The Office com o criador de sucessos da TV, Bill Lawrence, conhecido por séries como Ted Lasso e Shrinking.
No entanto, apesar desse pedigree forte, a recepção inicial da série tem sido bem mais morna do que muitos imaginavam. A crítica aponta que a comédia tem bons nomes envolvidos, mas não consegue transformar sua premissa em algo realmente memorável.
A história de Rooster acompanha um escritor em crise
Na trama de Rooster, Steve Carell interpreta Greg Russo, um autor famoso por escrever romances leves e populares, conhecidos como “leituras de praia”. Embora tenha sucesso profissional, sua vida pessoal está longe de estar resolvida.
Greg ainda tenta lidar com o fim de seu casamento, marcado por um caso de infidelidade. Buscando uma mudança de cenário, ele aceita trabalhar como escritor residente na fictícia Universidade Ludlow.
A decisão tem um motivo pessoal importante: sua filha Katie, interpretada por Charly Clive, é professora de história da arte na mesma universidade e também está passando por um momento difícil após o fim de seu casamento.
Assim, a série acompanha Greg tentando reconstruir a vida enquanto se aproxima novamente da filha e se envolve no cotidiano acadêmico da instituição.

A série aposta na comédia universitária
Ao longo da primeira temporada, que terá dez episódios, Greg tenta viver experiências que nunca teve quando era jovem. Ele faz novas amizades, se envolve em possíveis romances e tenta ser um pai presente sem parecer invasivo.
Em teoria, Rooster poderia funcionar como uma comédia sobre relações familiares, recomeços e envelhecimento. No entanto, muitos críticos apontam que a série acaba seguindo caminhos previsíveis.
Situações dentro da universidade, disputas entre professores e pequenos conflitos acadêmicos acabam dominando boa parte da narrativa. Com isso, o desenvolvimento emocional entre pai e filha, que poderia ser o centro da história, fica em segundo plano.
Humor e personagens dividem opiniões
Outro ponto bastante criticado é o estilo de humor da série.
Embora Steve Carell seja conhecido por dominar a comédia constrangedora desde os tempos de The Office, muitos dos momentos cômicos de Rooster parecem reciclados ou exageradamente previsíveis.
Algumas piadas envolvendo alunos e situações em sala de aula também foram consideradas datadas por parte da crítica. Em certos momentos, o humor tenta provocar constrangimento, mas acaba soando mais desconfortável do que realmente engraçado.
Mesmo assim, o elenco tenta extrair o melhor do material. Carell mantém seu carisma habitual e alguns personagens secundários ajudam a trazer leveza para a trama.
Vale a pena assistir?
Apesar das críticas negativas iniciais, Rooster ainda pode interessar a alguns tipos de público.
Quem gosta de comédias leves ambientadas em universidades ou é fã de Steve Carell provavelmente encontrará momentos divertidos ao longo da série. Além disso, produções de Bill Lawrence costumam melhorar com o passar dos episódios.
No entanto, pelo menos em seu início, Rooster não parece alcançar o mesmo nível de qualidade de outras comédias recentes do criador.
Por enquanto, a série funciona mais como uma produção mediana com bons atores do que como uma nova grande comédia da HBO. Ainda assim, para fãs de Carell e de histórias sobre recomeços na vida adulta, pode valer ao menos conferir os primeiros episódios.