Round 6 – 7 curiosidades inacreditáveis sobre a série Netflix

7 curiosidades inacreditáveis sobre Round 6 que vão mudar a forma como você vê a série da Netflix

Fenômeno global desde a sua estreia em 2021, Round 6 (ou Squid Game, no título original) não é só um sucesso de audiência — é um marco na cultura pop. A série sul-coreana criada por Hwang Dong-hyuk conquistou o mundo com seu enredo brutal, personagens cativantes e críticas sociais afiadas. Mas o que muitos fãs não sabem é que os bastidores da produção são tão fascinantes quanto os jogos mortais retratados na tela.

Com a terceira recém-lançada, os detalhes de produção vieram à tona e mostram o quão intensa, inovadora e desafiadora foi a criação da série. A seguir, reunimos 7 curiosidades inacreditáveis que vão fazer você rever Round 6 com outros olhos.

1. O criador escreveu DUAS temporadas em apenas 6 meses

Hwang Dong-hyuk passou mais de uma década tentando vender o roteiro de Round 6. Quando a Netflix finalmente aprovou a ideia, a cobrança veio rápido: ele teve apenas seis meses para escrever a segunda temporada completa — e, de quebra, ainda precisou desenvolver a terceira.

Ah, e não pense que ele apenas roteirizou: Hwang também dirigiu todos os episódios da segunda temporada, como já havia feito na primeira. Um feito quase sobre-humano em tempos de produção em massa e equipes divididas.

Round 6
Imagem: Netflix

2. O ator de Thanos é, na verdade, um astro do K-pop

Se você achou o personagem Thanos cheio de estilo, saiba que isso não é só atuação. Ele é interpretado por T.O.P, nome artístico de Choi Seung-hyun, ex-integrante da boy band BigBang e rapper de sucesso na Coreia do Sul. Round 6 marca o retorno de T.O.P ao entretenimento após anos afastado da mídia.

O carisma natural do personagem, suas falas afiadas e presença marcante são heranças diretas da carreira musical do ator — o que tornou Thanos um dos personagens mais icônicos da nova leva.

3. A cena do doce Dalgona em Round 6 precisou de computação gráfica

Sabe aquela cena tensa em que a personagem Kim Jun-hee (interpretada por Jo Yu-ri) precisa quebrar o famoso doce Dalgona sem danificar o desenho? Na verdade, a atriz não conseguiu completar o desafio nas filmagens. A produção precisou usar CGI para simular a cena perfeita, que no roteiro exigia sucesso logo na primeira tentativa.

E mais: os confeiteiros que produziam os doces para as gravações tinham que fazer versões mais finas e delicadas para evitar que a estrutura ficasse impossível de ser manipulada.

4. A diferença de mãos do vilão principal exigiu um grande esforço

O misterioso “Front Man”, interpretado por Lee Byung-hun, é canhoto. Mas o ator é destro. Pode parecer um detalhe bobo, mas interpretar alguém com domínio motor invertido exige uma reeducação física em cena — principalmente em uma série onde gestos, armas e expressões corporais dizem muito sobre o personagem.



Esse pequeno detalhe dá uma camada a mais de complexidade à atuação e contribui para a aura enigmática do vilão.

Round 6
Imagem: Divulgação

5. Uma das competições mais impressionantes foi feita SEM CGI

Enquanto muitas séries atuais abusam da computação gráfica, Round 6 resolveu ir na contramão. O cenário do jogo “Mingle”, introduzido na segunda temporada, foi totalmente construído no mundo real, sem uso de computação gráfica. Isso significa que os atores interagiram com estruturas reais, aumentando a tensão e a veracidade das cenas.

A construção do cenário em escala real é um dos grandes trunfos da produção e ajuda a explicar o nível de imersão sentido pelo público durante os episódios.

6. A atriz Jo Yu-ri estava grávida durante as filmagens

Sim, a atriz que interpreta Kim Jun-hee estava realmente grávida enquanto filmava a segunda temporada. E isso não só foi incorporado à narrativa — a personagem participa dos jogos em gestação — como também exigiu cuidados extras da equipe de produção e direção.

A escolha ousada reforça a crítica social da série: até uma mulher grávida é considerada “desejável” para um jogo mortal, desde que esteja endividada o suficiente.

Round 6
Imagem: Divulgação

7. O elenco ficou tão imerso que às vezes não parecia atuação

Muitos atores da segunda temporada relataram que estar nos cenários reais, com centenas de figurantes e em jogos viscerais como “Luz Vermelha, Luz Verde”, fez com que as reações fossem extremamente autênticas. Em alguns momentos, o nervosismo e o medo no olhar dos personagens não foram encenados — eram reais.

Segundo relatos dos bastidores, o clima tenso e o histórico da série influenciaram até os recém-chegados. Eles sabiam do peso de Round 6 na cultura pop e sentiram essa responsabilidade desde os ensaios.

E mais: outros fatos curiosos sobre Round 6

  • A boneca gigante do primeiro jogo existe na vida real e fica exposta em um museu na Coreia do Sul.
  • O número de telefone mostrado na série é real, e o dono da linha chegou a receber 4.000 ligações por dia.
  • A série inicialmente seria um filme, e só virou série por sugestão da Netflix após 10 anos de recusas.
  • As paredes do dormitório onde os jogadores dormem escondem ilustrações dos jogos — visíveis apenas quando as camas são removidas.
  • O uniforme verde dos participantes foi criticado pelo próprio diretor, que disse que o material era desconfortável e provocava alergias nos atores.

Com tantas curiosidades e detalhes impressionantes, fica claro que o sucesso de Round 6 vai muito além da tela. É uma série pensada nos mínimos detalhes, com uma produção que desafia limites e que continua surpreendendo até mesmo os fãs mais atentos.



Round 6 – 7 curiosidades inacreditáveis sobre a série Netflix
SOBRE O AUTOR
Matheus Pereira
Matheus Pereira é Jornalista e mora em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Escritor assíduo na época dos blogs, Matheus desenvolveu seus textos e conhecimentos em Cinema e TV numa experiência que já soma quase 15 anos. Destes, quase dez são dedicados ao Mix de Séries. Além disso, trabalha há mais de dez anos no campo da comunicação e marketing educacional, sendo assessor de imprensa e publicidade em grandes escolas e instituições de ensino.