RuPaul's Drag Race – 7×03 – ShakesQueer

Chegamos à terceira rodada da sétima edição de RuPaul’s Drag Race, e parece que finalmente as competidoras – pelo menos algumas – conseguiram engatar a segunda.

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As rivalidades ficaram mais evidentes neste episódio, e nos encaminhamos, mais uma vez, para a cisão em dois grupos, como na terceira temporada.

Só que dessa vez o que determina a pertença a um dos lados é a idade, que consequentemente – neste ano – afeta o estilo de Drag. De um lado do ringue (espera, mudamos o esporte?), as mean girls, jovens e radiantes, com atitudes de adolescentes colegiais, que vê o drag principalmente como modelagem. No outro, as old schools, bitches com mais anos de estrada, que veem sua arte como forma de entretenimento em diversas tangentes.

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Essa rixa promete esquentar ainda mais a competição, e prepare yourself, elas tem sangue nozóio!

Mini Challenge

A saída de Sasha não afetou em nada na dinâmica do jogo (de tão pária que ela era), e mais uma semana começa, com as old school proclamando a última vitória. E quando RuPaul anuncia o mini-desafio da semana, tudo indica que elas tinham a taça nas mãos – literalmente. As Queens tinham que vestir sua Golden Girl-style e incorporar o Soul Train em seus movimentos de Jagger. ‘Granny’ Max vence – sem nenhuma surpresa – ao lado de Kennedy ‘Vovozona’ Davenport. As duas, então, deveriam dividir as companheiras em dois grupos pois esta semana Shakespeare in da house, mas com o tempero secreto que toda Drag Queen: A comédia.

 

E vai descendo, descendo, perdendo a linha devagar...

E vai descendo, descendo, perdendo a linha devagar…

 

… E vai subindo, subindo, ela não para de dançar…

 

Main Challenge

#TeamMax fica com “Romy and Juliet”, versão do clássico “Romeu e Julieta”, enquanto o #TeamKennedy terá de dar vida a “MacBitch”, releitura de “Macbeth”. O melhor de desafios em grupo é, sem dúvidas, o ensaio.

Enquanto Max e sua dramédia romântica flui naturalmente, sem grandes alterações, Kennedy perde a mão total da direção (do jogo e da peça). O que fica, no fim das contas, é: E se Violet/Jasmine tivessem permanecido no papel original? Sair da zona de conforto foi a meta de Davenport, mas por trás disso, ela queria causar o desconforto de Violet, “the color one”. Mas Jasmine, assim como Violet, não estava no clima nem da bitch, e muito menos do ghetto. Resultado: Um dos mais vergonhosos momentos de RuPaul’s Drag Race – em sete temporadas. Pearl não acertou o tom, e o efeito-dominó derrubou as muralhas do castelo de MacBitch.

 

 

O time concorrente também não foi tão longe do rival, e principalmente porque Jaidynn Diore Fierce não consegui decorar as falas. Daí que a lágrima rola e você espera aquele momento drama, onde a Queen conta uma experiência traumática, mas não desta vez. Jaydin simplesmente não consegue lembrar de suas linhas. Shame! Quedê o improviso, girl? Mas a prima (bem) distante de Beyoncé veste seu sobrenome e promete não se abalar.

Chegou a hora da passarela, e “usar barba” é o pedágio da semana. Comecei esta review falando que algumas não estão na terceira, e é neste momento que isso fica evidente. Compreender sua persona é o requisito máximo da passarela, somado à criatividade, além da capacidade de se reinventar a cada semana. Parece que algumas nunca saem dos moldes, e não como resultado disso estão sempre na zona neutra. Mas “camarão no mar, a onda leva”.

Nesta semana a mesa dos jurados é composta por Kat Dennings, a Max Black de 2 Broke Girls, e Mel B, a Scary Spice também conhecida como o controversa jurada de American’s Got Talent. Juntar Michelle Visage com Mel B foi a ideia mais perfeita que a produção do programa teve. A cada julgamento que a ex-cantora dava, Michelle rolava seus expressivos olhos para a outra extremidade da bancada. Mas a surpresa da noite veio com as candidatas no palco, com a baita bronca que Mama Ru deu nas suas meninas.

 

 

As mean girls levaram a melhor na passarela também, com Violet e Miss Fame colhendo elogios, enquanto Kennedy e sua pelugem e Jasmine e sua barba desenhada a lápis 2B sobraram para o bottom two. A vencedora do desafio foi Max, não só pela personalidade e talento que mostra na passarela, mas também por ter sabido ser líder, elevando o nível de algumas meninas, inclusive a insegura Jaidynn.

Lip-Sync For Your Life

A música da vez foi “I Was Gonna Cancel“, da australiana Kylie Minogue. Entre os rodopios de Kennedy e caídas improvisadas de Jasmine, o que prevaleceu foi o clima de irmandade entre as duas, e isso afetou diretamente a performance.

 

RDR 7x03

 

 

Enquanto vimos nas semanas anteriores um dos dois lados se entregando de verdade à apresentação, as duas cabeças do grupo ”das antigas” foram apenas “ok“, e ficou até difícil definir de cara qual delas iria ficar. Jasmine, no entanto, tentou até o último segundo, mas não deu… Jasmine Masters, sashay away!

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