Crítica: S.H.I.E.L.D. reflete sobre passado e futuro em episódios 5×15 e 5×16

Imagem: Marvel Cinematic Universe Wiki/Divulgação

“Hale HYDRA”

Excentricidade. Nada descreve melhor a maneira de criar que tivemos em alguns pontos dos cinco anos de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – muitas vezes em tramas de uma mesma temporada. Contudo, depois de todos os what-ifs que essa quinta temporada nos trouxe, chegamos aos episódios quinze e dezesseis de maneira quase que desnorteada com tamanha agitação.

Seja pela possibilidade de um fim que cada dia mais parece possível e cada dia menos parece satisfatório ou simplesmente pelo nível das peças que têm sido colocadas na mesa, a série tem se assegurado de nos deixar quase que completamente no escuro, num jogo de fumaça e espelhos que nos faz crer que estamos corretos, só para tirar o doce da nossa boca no fim.

“Rise and Shine”, décimo quinto episódio da temporada tem exatamente esse efeito. Primeiro esperei por uma grande trama de super-vilões e até mesmo da HYDRA – que parece mesmo disposta a fazer jus ao nome do animal mitológico e continua a se recusar a morrer, fazendo novas cabeças surgirem regularmente – e fui surpreendido com a trama apresentada pela General Hale aqui.

De todas as possíveis apostas – inclusive para o Odium – não imaginava que teríamos uma trama temperada pelos flashbacks de Hale, e muito menos uma trama que trouxesse o famigerado Dr. Whitehall de volta. Embora isso dê suporte a minha teoria de que eles estão indo all in para essa season, um outro episódio com flashback pareceu levemente desnecessário. É claro que, quando tivemos a crítica ao status quo machista da sociedade isso meio que fez o flashback valer a pena, mas não sei se foi a melhor abordagem para tempo de cena quando se tem um número limitado de episódios até o final da temporada.

“Inside Voices”, décimo sexto episódio desta quinta temporada, embora não desfaça a pausa para o fôlego que o episódio passado foi – para não dizer “filler” – retoma algo que até eu tinha esquecido: que alguém já foi morto no Gravitonium.

Mas enquanto Creel lidava com as vocês na cabeça dele, outras vozes insulares começaram a criar problemas.

Os paralelos com transformação e motim foram interessantes. Enquanto Coulson e Hale cada um se transformavam em novas versões de si, Ruby, Strucker e as metades do nosso Team S.H.I.E.L.D. lutavam entre si. Confesso que a teoria de “não podemos ser mortos porque existimos no futuro” pareceu interessante e até razoavelmente fundamentada, mas parece ser só mais uma saturação. Um excesso colocado por considerar que tudo o que já está na narrativa não é suficiente.

Talvez, o que realmente tenha colocado o episódio a perder tenha sido Creel lutar com a maníaca das lâminas sem absorver nenhum material que o protegesse contra isso, só lembrando de fazê-lo quando perdeu a graça. Como um todo, Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. continua seu esforço para nos entregar o máximo do máximo. Infelizmente, é difícil não se perguntar se não está sendo… um pouco demais.

Richard Gonçalves

Richard Gonçalves

Estudante de Letras, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em séries desde sempre. Fã de carteirinha de Doctor Who, House, Battlestar Galactica, Sherlock, 24 Horas, The Borgias, Penny Dreadful, E.R. e Lost. Aqui no Mix de Séries é editor de reviews, além de escrever as reviews de Marvel's Jessica Jones, Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. e The Originals.

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