Scandal – 6×01 – Survial of the Fittest

Imagem: Banco de Séries
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“A América fez sua escolha.”

Antes de mais nada, uma informação: esta season premiere foi escrita por ninguém mais, ninguém menos do que Shonda Rhimes. É isso mesmo que você leu. Shonda, dona do mundo – e dona de mim -, depois de um longo período afastada dos roteiros, tomou para si esse desafio de começar a sexta temporada de Scandal. Só com esse fato, já dá para imaginar que “Survival of the Fittest” não seria pouca coisa. Reforço o desafio que foi porque bem sabemos o quanto a série deu uma caída desde sua estreia, principalmente na terceira e quarta temporadas, com aquela história de B-613, além de parte da quinta temporada ter sido bem arrastada. Mas é ano novo, temporada nova e vamos ao que interessa!

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Esta season premiere foi um escândalo! – me perdoem o trocadilho. O episódio foi muito bem construído e desenvolvido, e  houve momentos em que não acreditava nos reviravoltas que iam tomando a tela. Citando a pensadora contemporânea Valesca, foi “tiro, porrada e bomba”. A começar pela tensão dos resultados das eleições presidenciais. Continuando de onde paramos na season finale da quinta temporada (5×22, “That’s My Girl”), fomos levados para a base da campanha de Mellie, com direito a toda emoção e disse-me-disse que uma apuração de votos exige. E tais quais as falsas esperanças levantadas na vida real, a senadora Grant viu seu sonho de dominar o Salão Oval escorrer por entre seus dedos. Aqui fica um apontamento para o quanto a relação entre Mellie e Olivia amadureceu ao longo dos anos (a cena do telefone e dos papeis e a cena do banheiro foram as minhas favoritas do episódio), enquanto Fitz continua forçando a pose de bom moço, de mensageiro das boas notícias, de justo e racional.  Poupe-nos, ! Se bobear, Fitz é o personagem mais vaidoso e pretensioso de toda a série. Essa dobradinha Olivia/Mellie o engole de tal forma e sempre o fará. Quem é Fitz na fila do pão, quando Mellie Grant ainda tem chances de se tornar presidente dos EUA?

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O que nos leva ao grande acontecimento do episódio: o assassinato de Frankie Vargas, recém eleito presidente dos EUA. Levanta a mão quem não pensou em Cyrus Beene como primeira opção do responsável por esse fato chocante! Só Olivia não quis ver e isso muito me admirou. A repulsa por seu pai se tornou maior do que qualquer raciocínio mais lógico, o que faz dela mais parecida com Rowan ainda. Intrigante, não?

Porém, uma bandeira foi levantada. Sabemos que Papa Pope é o ser mais inescrupuloso de todos e que nem sempre se lembra que é o pai da filha. Justamente por isso é de se estranhar a acusação tão ferrenha contra Cyrus. Fora que Jake demorou por demais a chegar na reunião com o Presidente e aquela justificativa de que estava sendo atualizado pela equipe me pareceu uma desculpa esfarrapada.

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Outra personagem que brilhou no episódio foi Abby. Na temporada passada, a vimos apresentando um comportamento meio popiano – são os anos de convivência – e deixando o poder subir a cabeça. Todavia, Abby é uma personagem muito forte e bem construída, com camadas e nuances de personalidade a serem exploradas. Ela simplesmente foi incrível desafiando o chefe de segurança no hospital e as nuances das quais falei há pouco puderam ser observadas nas cenas com a viúva de Vargas.

Um grupo que ficou meio que de preenchimento de episódio foi a galera da OPA. Entendemos a explosão e aquele diálogo aparentemente sem nexo entre #huckberryquinn do início do episódio. Entendemos a apreensão de Marcus e o receio que ele tem da chefa. Só não entendemos muito o futuro de Charlie nessa dinâmica. Vamos aguardar o que vai ser dessa relação. O personagem precisa de um propósito para ser tão constante, do contrário ficará igual Elizabeth North. Aliás, por onde anda Liz?

É, as apostas estão altas! Esta premiere indica para a temporada (ou pelo menos sua primeira metade) uma disputa de poder entre Olivia e Cyrus no fronte, logo os dois, que sempre atuaram nos bastidores. E dadas as reviravoltas do episódio, aliadas aos interesses de Papa Pope, absolutamente nada pode ser descartado.

E a gente espera, do fundo do nosso coraçãozinho atormentado pela Shondaland, que a temporada se mantenha, no mínimo, atraente.

P.S.: Bora  chamar Vanessa para um boteco mais alto astral. A mulher perdeu o pai e foi jogada naquela confusão eleitoral sem tempo para o luto. Eu também encheria a cara, colega. E, sim, trocaram a atriz. Quem a interpreta agora é Jessalyn Gilsig, o que pode significar uma participação maior da personagem na trama.
P.S. 2: Dá para acreditar que Shonda escreveu este episódio e o mesmo foi gravado meses antes do resultado das eleições presidenciais norte-americanas de 2016? Shonda Bidu Rhimes é seu novo codinome.