Scandal – 6×03 – Fates Worse Than Death

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Imagem: Arquivo pessoal

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“Você quer ser o presidente dos Estados Unidos?”

Terceira semana consecutiva e volto a dizer: consistência está definindo esses episódios da sexta temporada de Scandal. E gostaria de deixar registrado aqui um momento para exaltar o trabalho de interpretação de Jeff Perry. Palmas e mais palmas. Reconheço inclusive o quanto deve ter sido exigido para seus colegas de cena, Mathew Del Negro (Michael Ambruso) e Brian Letscher (Tom Larsen) estarem à altura.

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De fato, o episódio mostrou que há destinos piores do que a morte, em alusão a seu título. Com o foco completamente voltado para Cyrus Beene, o episódio nos levou do dia em que Cyrus virou o candidato à vice-presidência pelo partido Democrata até o dia de sua prisão pelo suposto envolvimento no assassinato de Frankie Vargas, o então presidente eleito. Reforço o “suposto” porque se no primeiro episódio tinha certeza, no segundo bateu a dúvida e agora não consigo acreditar que Cyrus tenha tido um envolvimento de fato nesse assassinato. Uma dúvida muito bem posta pelo roteiro, que soube trabalhar a personalidade do personagem, nos fazendo amá-lo e odiá-lo ao mesmíssimo tempo. Isso foi tanto que houve momentos em que senti pena por Cyrus diante de tanto desequilíbrio e fragilidade. Não há ninguém genuinamente ao seu lado, a não ser Abby e Michael. A primeira por uma diâmica de mentor e pupilo, muito nos moldes da que Cyrus mantinha com Olivia no passado, e o segundo pelo puro e simples amor. E gente, como Michael aguenta, viu! Antes suspeitava que ele estava sempre ali por Ella, mas hoje acredito que é amor e zelo reais pelo marido.

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Nessa batalha de Cyrus, eis que surgiu a figura de Liz North, de modo um tanto quanto pitoresco, porém a gente releva porque Portia de Rossi segura a personagem. Entretanto Liz é mais uma pessoa agindo por mero interesse diante da situação de Cyrus.

Como Scandal é mestre me nos deixar com dúvidas permeadas por respostas simples, descobrimos o motivo o real da briga entre Cyrus e Frankie e como aquele vídeo foi produzido. A videomaker Jennifer Fields apareceu para desestabilizar Cyrus e não Frankie. Já tendo a experiência que temos com a série, dá para imaginar que Jennifer não deve ter aparecido à toa, não é mesmo? Muito conveniente ela surgir no dia do debate entre os vices, ainda mais se pensarmos em como Beene cresceu para cima de Ballard e dominou o debate. Ou será que foi proposital? Em sua rápida aparição, Jack pareceu meio estupefato ao ser atacado, o que não é de seu feitio. Essa desconfiança se reforça com o diálogo entre Olivia e Cyrus após o debate. Não que seja estratégia de Olivia aparecer com a tal da Jennifer e depois se fingir de desentendida –  se o for, será um grande plot twist carregado de cinismo -, mas seria mais uma das vezes em que Olivia favorece seu pai sem saber, afinal sempre existe aquela vozinha de Rowan rondando cada passo dela e não acredito que o vínculo entre Papa Pope e Ballard tenha se rompido completamente.

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Imagem: Banco de Séries

Um parenteses seja feito, estou curiosa para saber como foi a relação entre Olivia e Jack durante a campanha presidencial. Dedinhos cruzados torcendo para que abordem isso logo mais!

Voltando a Jennifer e às dúvidas, não podemos confiar na palavra de Frankie Vargas e acreditar que eles realmente não estavam tendo um caso. Ou podemos? O que posso afirmar é que incomoda o fato de mais uma vez em Scandal usarem a sexualização da mulher como causadora de intrigas e caos no cenário político. Tivemos isso lá na primeira temporada. Lembram-se de Amanda Tanner? Não precisa reforçar esse estereótipo da estagiária que cai nas graças do chefe e desestabiliza tudo. Vocês podem mais!

Outra ponto que incomoda e causa dúvidas é o posicionamento de Fitz. Talvez ele não esteja tão desconectado assim dos fatos. Vá lá que todos saibamos o quão sem pulso o atual presidente é, mas do jeito que a história está se desenrolando ele não está descartado. É uma sede por buscar o verdadeiro culpado pelo assassinato de Vargas ao passo que é muito cômodo fazer o que os outros lhe dizem o que fazer. É Olivia, é Abby, é David Rosen, é o FBI. A verdade é que Fitz nunca mandou em nada, não é mesmo? E por mais que brade pelos quatro cantos a importância de seu cargo, ele é sim manipulado por Olivia.

Falemos então de Tom Larsen e do nível de psicopatia alcançado por este ser. A sociopatia do personagem atingiu níveis sem precedentes e me deixou boquiaberta! Em todas as suas falas e ações isto está explícito. Porém a cena em que ele enfia a arma na boca de Cyrus é de um desnível humano inimaginável e ali ele se sobrepôs a tudo e a todos – pelo menos em relação aos envolvidos. Aquela cena foi a assinatura final de que Tom apresenta um nível de periculosidade extremamente calculado e consciente de sua dimensão. E arrisco dizer que coisas piores estão por vir.

P.S.: Uma gargalhada com Huck cortando o clima de amor de Quinn e Charlie.

Produtora e realizadora audiovisual, no momento em processo acadêmico. 99% seriadora com aquele 1% noveleira. Divide as fases da vida em Buffy, a Caça-Vampiros, Gilmore Girls e Grey's Anatomy. Sua menina dos olhos, porém, é Penny Dreadful. No Mix de Séries escreve as reviews de Modern Family, Orange is the New Black, Scandal e o que vier.