Scandal – 6×06 – Extinction

Imagem: Arquivo pessoal

“Você nunca se sente sozinho?”

O ritmo de excelentes episódios deu uma freada em Scandal, o que necessariamente não significa que “Extinction” (6×06) tenha sido um episódio ruim. Foi um episódio bom, que nos apresentou mais um ponto de vista dos acontecimentos que levaram ao assassinato de Frankie Vargas, além de ser o momento em que finalmente o responsável seria revelado.

Senhoras e senhores, e quem matou Frankie Vargas foi: Eli “Papa” Pope. Surpresos? Um pouco, por não achar que ele seria o executante, afinal Rowan está acostumado a mandar e a desmandar, não é mesmo? A esta altura da trama, ele era um dos maiores suspeitos junto a alguém mirabolante, tipo Fitz. Mas foi Papa Pope mesmo, com  as próprias mãos, num plano audacioso, quem tirou a vida do recém-eleito 45º presidente dos Estados Unidos da América. E não posso deixar de destacar que poderosa troca de olhares entre presa e predador durante o ato. Foi nesse exato instante que se corroborou uma fala da palestra de Sandra lá do começo do episódio: na guerra da natureza, o predador é o elo mais fraco.

O que nos leva a falar a mergulhar em Eli, a grande peça central deste episódio, aquele que sempre foi o grande predador de Scandal, que estava por trás de tudo, muito antes de sabermos que ele existia. Quem aqui poderia imaginar que Eli houvesse tido um grande amor no passado? Não digo aqui que o julgava incapaz de amar. Ainda que de um jeito torto, é óbvio que ele nutre pelos filhos algum sentimento, seja amor, seja pelo menos por um instinto protetor, um mínimo de zelo. Se não o tivesse, já teria metido uma bala na cabeça de Jake há muito tempo. Até Huck ele já poupou. Oras, a cada três episódios ele grita que está fazendo tal coisa para proteger Olivia (que rebate que não precisa de proteção e quando mais precisa corre para pedir conselhos ao papai. Estamos de olho, Liv!).

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Porém, a chegada de Sandra mostrou esse Eli que nunca havíamos visto. Um cara que abdicou de si, de uma carreira, da mulher que amava, por um dever ao país; que tem uma história para além do B613; que é capaz de tudo, tudo mesmo, até matar quem ama só para provar que não tem fraquezas. Doentio, no mínimo. Ficou a curiosidade para saber como foram os detalhes da entrada de Eli na organização. Ideias para o futuro da série?

Imagem: Arquivo pessoal

Agora, convenhamos sobre um ponto neste episódio. A gente adora essas reviravoltas na trama de Scandal, fica de cabelo em pé com os fatos que se embaralham semana a semana, mas eu realmente tenho dúvidas sobre esse novo grupo dominante que apareceu. Tudo ainda muito vago, sem muitos nomes, muitas maracutaias, muitas ameaças e aparentemente quantias infinitas de dinheiro e recursos. Tudo me parecendo muito megalomaníaco e mirabolante, com cheiro daquele enfadonha fase de B613 (deu até sono aqui), um chato caminho de conspiração sem fim que nos levará ao centro de algo maior do que a própria nova ordem mundial – e olha que sou super adepta de teorias da conspiração.

Entendo que era necessário algo maior que justificasse o assassinato de Vargas, uma vez não ter sido Cyrus nem Ballard, além de sempre ter achado que Fitz não tivesse peito nem imoralidade suficientes para estar envolvido (será que vem surpresa aí?). Mas é inevitável não se pegar pensando em alternativas a essa trama. Talvez o problema maior esteja em quão caricato e patético é esse discurso de quem pode mais, de quem pode fazer da vida do outro um inferno mais doloroso. Questionamentos maiores do que, por exemplo, por que querem tanto Mellie na presidência? Ou por que enterrar Cryrus?

Por enquanto divagações, uma torcida para que a temporada não ser perca depois de um começo tão impactante e uma recusa em acreditar que a extinção de Eli esteja próxima. É como diz aquele ditado: um dia da caça, outro do caçador.

P.S.: Que obsessão é essa por miolos espalhados de Tony Goldwyn? Três planos fechados de cabeças estouradas… The Walking Dead é em outro canal, querido diretor.

Tags Scandal
Melina Galante

Melina Galante

Produtora e realizadora audiovisual, no momento em processo acadêmico. 99% seriadora com aquele 1% noveleira. Divide as fases da vida em Buffy, a Caça-Vampiros, Gilmore Girls e Grey's Anatomy. Sua menina dos olhos, porém, é Penny Dreadful. No Mix de Séries escreve as reviews de Modern Family, Orange is the New Black, Scandal e o que vier.

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