Scandal – 6×08 – A Stomach for Blood

Imagem: Arquivo pessoal

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“Eu sou uma força.”

Abby, Abby, o que você fez? Passei o episódio inteiro tentando entender o que de fato levou Abby a se envolver nessa maracutaia toda. Sede pelo poder? Vontade de ser “alguém”? Vontade de mostrar que ela era muito mais do que uma espécie de faz-tudo de Fitz? Lá no começo da temporada, talvez no primeiro ou no segundo episódio, mencionei que seria interessante descobrir mais nuances de Abby, uma personagem pela qual sempre tive muito apreço. Nunca comprei que ela seria apenas essa tal faz-tudo de Fitz. Cria de Olivia Pope e de Cyrus Beene, não poderíamos esperar pouco dela. Não por menos, nos foi vendida uma ideia sobre o envolvimento de Abby nessa conspiração que virou o assassinato de Frankie Vargas que não foi necessariamente a revelada ao longo do episódio.

Explica-se. Quando o episódio passado acabou, ficamos boquiabertos com o fato de Whelan não só conhecer a tal da Marjorie e da Meg, como saber do paradeiro de Jennifer Fields. E logo montamos mil teorias para explicar porque se chegou aonde estávamos. O que de nada valeu pois ao longo da semana mais dúvidas pipocavam. Dúvidas que só foram se desfazendo ao longo do bons minutos de “A Stomach for Bloog” (6×08).

Lá fomos nós, novamente, mais uma vez, agora por outro ângulo para o dia da eleição e os momentos que a antecederam e a sucederam. Um destaque aqui para a própria série que fez questão de enfatizar que estávamos partindo DE NOVO do mesmo ponto (“auto-trollagem” a gente vê por aqui!). Aliás, algo me diz que não foi a última vez que vimos essa fatídica noite e tudo que a circundou. Lembremos que ainda não vimos o ponto-de-vista de Fitz, por exemplo, e por mais que o ache um pastel  em forma de playboy privilegiado, acho difícil não abordarem seus atos pré e pós-eleição. Um palpite a qualquer hora.

Imagem: Arquivo pessoal

Voltando à Abby e já que falamos de Fitz, dá até para entender o desespero da Chefe de Gabinete ao aceitar uma proposta esquisita, atravessada e sombria. Os dois canastrões, Marjorie Ruland e Mr. Peus, foram no alvo da relação que se estabeleceu entre Abby e Fitz, foram no alvo do que Abby já passou nessa vida para ter que se colocar e ser respeitada – até para a própria Olivia. De quebra ainda teve Cyrus Beene, um de seus mentores, dando o aval para o que ela quisesse fazer, quem ela quisesse ser. Lançaram o desafio, deram a brecha, Fitz agiu como Fitz e lá se foi Whelan mais uma vez  tentar provar para o mundo do que era capaz.

Mas ela não tem estômago para sangue. Ou tem? Já a vimos de outras vezes agindo por esse impulso sagaz – muito movido por sua personalidade, parte por sua participação na escola Olivia Pope da vida -, e deu certo. Abby é vigorosa, é esperta, é capaz. Só que dessa vez se viu no pior cenário que poderia imaginar. Até ir para Vermont continuar sendo mandada e desmandada por Fitz seria melhor do que ficar na mão dos tais canastrões.

Pobre, Abby. E quanto mais ela tentava se salvar desse mar de lama, mais ela se enterrava. Inclusive, não que eu duvidasse do carinho e do respeito que ela tem por Cyrus, nem que em algum momento tenha desconfiado da postura de Abby diante da ferrenha defesa da inocência do então vice-presidente eleito. Entretanto tanta insistência, chegando até ter mentido para David Rosen e para a Diretora do FBI, estava carregada de culpa até o talo.

Forte, Abby. Buscou lutar como podia para salvar Beene e a si mesmo. Algumas caras na porta. Samanthas que são Marjories. Fez escola com todos que a cercam e foi-se usar da informação exclusiva de Huck. Na selva inescrupulosa que é Washington D.C., não é que Abby tinha estômago para sangue…Mas ainda quero acreditar que ela de fato não sabe que fim está levando Huck, afinal a linha temporal está parada e paramos aqui exatamente no mesmo ponto do episódio passado.

Ah, e vale lembrar que já dobramos o cabo do meio de temporada. Por suposto está na hora de revirar algumas coisas, resolver outras porque a nivelação com a trama do B-613 parece ser cada vez mais inevitável.

Tags Scandal
Melina Galante

Melina Galante

Produtora e realizadora audiovisual, no momento em processo acadêmico. 99% seriadora com aquele 1% noveleira. Divide as fases da vida em Buffy, a Caça-Vampiros, Gilmore Girls e Grey's Anatomy. Sua menina dos olhos, porém, é Penny Dreadful. No Mix de Séries escreve as reviews de Modern Family, Orange is the New Black, Scandal e o que vier.

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