Scandal – 6×11 – Trojan Horse

Imagem: Arquivo pessoal

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“Não há vitórias. Só vida e morte.”

O que dizer de um episódio que termina com a “Ain’t No  Mountain High Enough”? Ela é tipo “Chasing Cars” em Grey’s Anatomy, não significa necessariamente que algo mega trágico ocorreu, significa um marco na trama, que dali para frente coisas muito importantes aconteceram, como a gente diz por aí, significa que o “jogo virou”.

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Mas, antes, vamos voltar lá no começo do episódio e destacar que mais duas pessoas foram envolvidas nessa cruzada que, ao que tudo indica, está se formando entre o bonde da Olivia Pope e a dupla de charlatões formada por Peus e a moça loira de rabo-de-cavalo. David Rosen e Mellie Grant foram oficial e completamente inseridos na brincadeira. Porém, ao longo de todo o episódio, Mellie não pareceu muito feliz com as regras. Afinal, o que sempre a moveu foi a sede pelo poder e se ver tão próxima de uma posição de comando na Casa Branca a encheu de esperanças e vontades.

É claro que Mellie quer ser presidente e é claro que esse desejo a cegaria. Ela quer poder, ela quer ser mais do que senadora, ela quer deixar de ser a ex-primeira-dama, construir um legado que vá além do já trilhou, nem que isso tenha significado ignorar os conselhos de Olivia (ou enfrentá-la, como queiram) e cair na lábia Liz North. Pobre Mellie. Tanto quis, tanto fez para dominar o Salão Oval e deixar seu nome gravado na história da América que agora terá de lidar com manchas de sangue e com uma presidência que está mais para presente de grego do que para o resultado de um ato democrático.

A metáfora que dá nome ao episódio é essa, o cavalo de Troia, sendo Mellie o cavalo, ainda que a contra-gosto e por ameaças, e  Ms. Ruland os gregos prontos para destruírem o  que vier pela frente. Aliás, há um tempo já venho desconfiando que Ruland é o poderoso cérebro por trás dessa misteriosa organização, sendo Peus mais um elemento. Por mais que eu os veja como uma dupla do crime, um Bonnie e uma Clyde (sem a tensão sexual, é claro), essa parceria parece estar sempre prestes a se romper. E dada as configurações deste episódio e seus possíveis desdobramentos, estou aqui já vislumbrando o dia em que Ruland botará o parceiro para correr.

Imagem: Arquivo pessoal

Falei isso de Ruland, pois precisamos falar sobre Liz North e seu trágico desfecho. Todas e todos estamos cientes de que a personagem andava completamente apagada da série, estava sem uma trama, preenchendo somente espaços que, sendo bem sincera, nem eram necessários, o que não significa que tenha sido menos chocante a brutalidade da morte da personagem. Por essa ninguém estava esperando, nem o elenco! Foi de uma violência inescrupulosa que deixariam Huck, Quinn, Charlie e até Jake meio abismados. É por isso que desconfio tanto de Ruland. Voltando à metáfora do cavalo de Troia, Liz foi quem abriu os portões para que o presente adentrasse nas muralhas da cidade de Troia e pagou um preço horrendo. Mellie não tinha escapatória senão se submeter às chantagens.

Enquanto isso, Olivia e Fitz eram só reaproximação, desabafo e, pasmem, pegação. Eu até entendo esse vínculo que existe entre os dois, uma história que precede ao ponto de início da série, como bem sabemos, e foi reforçada pela dinâmica posta nas tentativas de salvar Cyrus de um injusto ostracismo político, todavia não dá para engolir Fitz. O modo como ele tentou deturpar o trabalho de Webster foi mais um showzinho do moleque mimado que é. Tudo bem que em se tratando das inúmeras – e às vezes cansativas – reviravoltas de Scandal, pode ser que Webster também esteja mancomunada com os charlatões, é aquilo de tudo é possível e não descarte nada. Todavia, nada dá o direito de Fitz ser o babaca que é.

Incomoda também é essa postura de “príncipe no cavalo branco” que sai em salvação da donzela, como se Olivia fosse, primeiro, uma donzela e, segundo, não pudesse tomar suas próprias decisões. OK. Estúpido se entregar e ser presa quando nada devia a ninguém, mesmo tendo consciência dos fatos e mesmo sabendo que seria um ato de redenção e desespero, mas precisava daquele circo? Deixá-la desesperada para depois abrir os braços e recebê-la?

Olivia tem claros problemas de carência paterna, talvez por isso essa lealdade ao pai e essa fraqueza por Fitz. E tenho a impressão, para não falar certeza, de que os dois sabem disso e usam de estratégia para tê-la por perto. Faz parte do drama também, né. Por enquanto, aproveitem Olitz em novo clima de amor, sexo e gratidão. Aproveitem enquanto a guerra não eclode.

P.S. 1: Huck com o roupão de Oliva, adorei!
P.S. 2: Jake sai do B613, mas a subordinação não sai dele, né?
P.S. 3: Deu uma dózinha de Abby se desculpando com Cyrus.

Tags Scandal
Melina Galante

Melina Galante

Produtora e realizadora audiovisual, no momento em processo acadêmico. 99% seriadora com aquele 1% noveleira. Divide as fases da vida em Buffy, a Caça-Vampiros, Gilmore Girls e Grey's Anatomy. Sua menina dos olhos, porém, é Penny Dreadful. No Mix de Séries escreve as reviews de Modern Family, Orange is the New Black, Scandal e o que vier.

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