Scandal – 6×13 – The Box

Imagem: Youtube/Reprodução
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“[…] é o peso de uma cabeça humana.”

Ora, ora, ora. Se não temos aqui mais uma reviravolta em Scandal. E eu devo ser muito trouxa mesmo, porque até alguns instantes finais eu estava bem achando que Papa Pope estava de fato trabalhando para os charlatões e que toda aquela resistência era parte do teatro. É. Até que em partes não fui toda ingênua.

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O que mais me intrigou foi a intensificação desse embate entre Rowan e Fitz. Não que ele não estivesse vindo numa crescente, por todos esses anos, culminando naquela gritaria do episódio passado. Por terem construído muito bem, aqui, uma vibe meio amigas e rivais com único propósito claro: proteger Olivia Pope. Sobre isso, recentemente vi uma declaração de Shonda Rhimes defendendo Rowan e suas ações, visto que ele faz o que faz para defender a filha. Não que isso se justifique (algo que agora pensando aqui acho que já comentei na review da semana passada), mas ajuda a  entender tudo o que passou na cabeça dele, enquanto por dias a fio recebeu aquela encomenda de aproximadamente 11 libras, o peso de uma cabeça humana. Eu me sensibilizei com Rowan. De verdade. Chegando até a esquecer quem ele era e o que tinha feito.

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Do outro lado do ringue, Fitz lutava contra o seu próprio desespero para ser lembrado como o presidente garanhão, não como o presidente que deixou uma organização bizarra tomar o controle e espalhar o terror pelo país. A parada gira tanto em torno de Olivia que da vez que ela foi sequestrada, Fitz esteve mais do que disposto a negociar com o terrorista que fosse. Se bem lembram, ele quase entrou em guerra para resgatar a gerenciadora de crises mais poderosa de Washington D.C.,  e agora gritava ao quatro cantos que não havia espaço para conversa. Ok. Posso está sendo muito crítica. As circunstâncias eram diferentes, conheci-se com certa propriedade quem estava do outro lado desta vez, estávamos falando de um ataque em massa, enfim. O que quero dizer é que não desmereço a preocupação e o dever de líder de Fitz, mas que  existiu uma áurea de vaidade por ali, isso existiu. O que quero dizer é que assim como para Rowan a República está para Olivia, para Fitz a República está para o legado. Não por menos, os dois conseguiram se unir num dos plot twists mais esperados dos últimos episódios pelo bem da República. Quer dizer, da Olívia.

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No meio disso tudo, coitada de Mellie que teve que achar que a culpa do caos estava toda na conta dela. Mellie, amiga, a culpa nunca é da vítima. Leve isso para a vida. Você, nisso tudo, é uma vítima. Tenha você chegado onde chegou por uma manobra de uma organização, desta vez você fez tudo nos conformes. E espero que continue assim, . Pelo bem da torcida e daquelas pessoas que tanto torceram por ela, uma mulher, chegar à presidência. Ainda mais tendo outra mulher para governar ao seu lado. Porém, eu ainda tenho receio de que algo possa não estar tão bonitinho e “corretinho” do jeito que pensávamos. Mais uma vez torno a dizer que estamos tão castigados com reviravoltas que temo pela integridade de Luna Vargas. Mulher, não me decepcione.

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Agora o momento “deu peninha” do episódio foi com David Rosen. Jake fez um trabalho de interrogação excepcional para Rosen ir lá e despejar seu lado fofo na vida e acabar com o plano todo. Mas a gente dá um desconto, porque Rosen tenta muito ser o cara fazendo a coisa certa, é o cara que empunha o chapéu branco e tem orgulho disso. Fico pensando se ele não pensa se não estaria bem melhor consigo mesmo se ainda fosse uma advogado qualquer e/ou um professor de história.

Como se não bastasse todo esses caos, ainda tivemos uma Abby para lá de esquisita, que parece ter entrado numa auto-comiseração por todos os erros cometidos, erros que muito contribuíram para o atual estado dos caos. Novamente retomo aquela declaração de Shonda Rhimes sobre os personagens que criou, dessa vez citando Cyrus, que estaria no mesmo patamar de ódio e asco de Rowan. Nessa conta, Cyrus estaria pela vontade de ser reconhecido e valorizado, logo, faz muito sentido que ele tenha dado uma chamada à vida em Abby, exigindo que ela se posicionasse e parasse de se esconder pelos cantos. Por isso, a gente te agrade, Beene.

No todo, assistindo e refletindo sobre o episódio, me pego pensando na verossimilhança que está sendo proposta nessa temporada, com essas reviravoltas, esses jogos de ameaças e ataques, me pego pensando na barra que deve estar sendo assistir a essa temporada para muito norte-americanos (e brasileiros).

P.S.: Eu sei que a personagem é a malvadona charlatã, mas eu amei as caras e bocas da Samantha. Talvez venha amando há muito e só percebi – e admiti – isso neste episódio.

P.S. 2: Jake Ballard e seu cinismo merecem um momento de exaltação à parte.

Produtora e realizadora audiovisual, no momento em processo acadêmico. 99% seriadora com aquele 1% noveleira. Divide as fases da vida em Buffy, a Caça-Vampiros, Gilmore Girls e Grey's Anatomy. Sua menina dos olhos, porém, é Penny Dreadful. No Mix de Séries escreve as reviews de Modern Family, Orange is the New Black, Scandal e o que vier.