Scandal – 6×14 – Head Games

Imagem: Youtube/Reprodução

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“Quando nós tivermos acabado, vocês saberão.”

Mas, gente, Mama Pope “nera” passado? Pelo visto não. O que nos deixou com a cara presa na tela depois do episódio ter acabado. E olha que nem achei “Head Games” (6×14) essas coisas todas. No bolo da temporada, foi um episódio bem normal, até devagar eu diria. Teve um quê de transição, de pisada no freio para nos preparar para a season finale (com episódio duplo, falando nisso).

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Estamos nos dias finais da era Fitzgerald Grant III, e se lembram daquele papo sobre legado na review passada? Superado o ataque terrorista doméstico, Fitz respira mais aliviado e pode se dar ao luxo de escolher como quer encerrar seu mandato. Hipócrita no mais alto grau, é claro que ele não reabriria as portas para Abby. Nem mesmo com Olivia esfregando na cara do boy a incoerência. Pelos menos Marcus estava lá, e se não foi uma mulher a colocar um pouco de noção naquela cabeça de almofadinha, foi um negro que nasceu enfrentando desigualdades sociais e étnicas, foi ativista e que ainda carrega em si uma ideologia política, muita ingênua, por certo, porém igualmente necessária. Ainda mais considerando que o caso procedural da semana tratou de uma condenação injusta motivada por racismo. O quero dizer é: alguém que não seja um homem, branco, cheio de privilégios.

Só vi um propósito em Fitz ter mandado Abby para casa, ela poder ajudar Rosen na busca pela superação do desencanto e reativar o meu shipp supremo de Scandal. Porém aqui não me encherei de esperanças e agradecerei apenas por terem reaproximado os personagens, adicionando Jake à equação. Foram boas sequências que quebraram a morbidez de ter uma cabeça de um cadáver na geadeira de casa.

Mas não é só a Casa Branca que está em ritmo de transição. A OPA está de chefe nova! Depois de se mostrar bem irritante e exalar descaso, entendemos por que a gladiadora-mãe estava do jeito que estava. E não havia escolha melhor e não é porque era a única escolha. Quinn é quem sempre segura as pontas, desde a época em que Olivia decidiu fugir para a praia com Jake até em episódios mais recentes. Eu, aqui, assistindo, puxei um coro de “ela merece! Ela merece!”. Novos rumos que já me deixam intrigada sobre como se dará essa nova relação na temporada que vem – considerando que nada acontecerá com Mellie, .

Imagem: Youtube/Reprodução

A partida de Rowan era algo anunciado, vez que por diversas vezes o personagem ameaçou a fugir. Logo, com as coisas relativamente calmas, era chegada a hora de cortar o cordão umbilical. E nenhum lugar melhor do que o restaurante favorito dos dois para celebrar a dolorosa despedida. Quando falo que as séries da Shonda vão além de suas temáticas, é porque elas são sobre relações pessoais em seus âmagos. É sobre  ter um apoio, ter com quem contar que se trataram as cenas entre Abby e Rosen no quarto dela, entre Olivia insistindo para o pai ficar e entre, novamente, Olivia e Quinn demonstrando gratidão.

Como nem tudo são flores e estava tudo muito encaminhado para ser verdade, a gente deveria ter percebido que Maya voltaria. A dica foi dada, lá no começo do episódio no questionamento de Rosen para Rowan, sobre saber o que era ser enganado por alguém que dizia te amar mas que no fundo queria mesmo era destruir a democracia. Como se não fosse suficiente, ela foi citada no jantar de Olivia e do pai. Aí que quando eles nos levam a acreditar que Rowan estava por trás de tudo, Olvia vai ao seu resgaste porque ele é o único capaz de lidar com Maya. Então, meu povo, tomem fôlego porque lá vem explosão! Maya não vai querer acabar só com a democracia, ela quer acabar com todos e toda.

P.S.: Daqui para frente é contagem regressiva. Este foi o primeiro episódio exibido depois no anúncio de que Scandal seria finalizada depois da sétima temporada.

P.S. 2: Não levem a sério nada do que eu falo. Errei feio apostando minhas fichas de grande vilã na “ponytail bitch”.

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