Scream Queens: Que diabos é isso?

Scream Queens

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Se tem uma coisa difícil de acompanhar nos últimos tempos é adaptações de filmes, demanda cada vez mais crescentes na TV. O autor tem uma linha tênue entre o que é permitido pela mitologia já criada, e o que é realmente faz sentido para a trama.

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Depois das altamente criticadas últimas temporada de Glee e American Horror Story, Ryan Murphy continua ativo na TV, mas com um pequeno detalhe: Scream Queens, desde o primeiro episódio, já prova que não é para ser levada a sério. Enquanto Scream, da MTV, tenta marcar uma nova história para a consagrada e controversa franquia de Wes Craven, a nova série da Fox se arriscar a andar fora dos padrões, mesmo tento títulos clássicos do horror como espelho.

Scream Queens foi anunciado como um show brega que faz ao horror e à comédia, e ele consegue com esse objetivo. Para assistir a este show, você tem que deixar qualquer descrença de lado e encará-lo com o mínimo de realidade possível. Diferente dos seus outros títulos, desta vez Ryan Murphy só quer entreter o público.

 

 

O show começa com apresentando a Kappa Kappa Tau e um mistério que a assola por vinte anos. Agora, um assassino está infiltrado na casa em busca de vingança, e as membras da irmandade correm sérios riscos. Do lado de fora da Kappa House, a Reitora  Cathy Munsch (Jamie Lee Curtis) é a inimiga número 1 do sistema de irmandades, e tem em Chanel Oberlin (Emma Roberts) sua principal oponente.

Chanel, a presidente da KKT, representa o clichê. Basicamente, uma bitch, com roupas de grife e assistentes tão malvadas quanto ela. É o retrato da célebre Regina George, de Mean Girls, com características egocêntricas muito mais aguçadas. Em outro lado, temos o esteriótipo da mocinha, Grace, interpretada por Skyler Samuels. Ela não é apenas um personagem que você poe se relacionar, mas um personagem que queremos ser.

Cada personagem tem seu espaço na trama, e o fato de todos terem motivações para cometer os crimes são provas de que nada será desperdiçado. Mas, novamente, Scream Queens namora com o irreal. Uma morte, como a de Chanel #2, é baseada muito mais no que ela quer dizer, do que ela realmente é. Neste caso especificamente, foi uma cena bem trash, mas o fato da personagem de Ariana Grande não largar o celular na hora fatal, e tentar postar nas redes sociais até o último minuto, faz uma crítica ao uso excessivo da internet. Já a Taylor Swift surda, bem, foi só uma tirada cômica mesmo.

O destaque, no entanto, vai para personagens que nem sequer estão no centro na trama (pelo menos não nesse primeiro momento). Hester (Lea Michele), Denise (Niecy Nash), Chad (Glen Powell) e Gigi (Nasim Pedrad) são as pedras da coroa, altamente caricatos e dosadamente visuais, não como não ficar atraído pelas falas e momentos de cada um.

Na esteira de Glee e AHS, Scream Queens está bem no meio; não é totalmente assustador, e muito menos se preocupa com dramas da juventude. Em vez disso, cultua uma metalinguagem, enxergando os filmes de horror e os impactos que tem na espectador – a crítica, claro.

 

 

Scream Queens inaugura um estilo na TV, mas ainda tem seus traços inacabados. O diálogo é previsível, piadas politicamente incorretas ficam chatas e alguns dos enredos não convencem de primeira. No entanto, isso pode ser apenas o que os criadores querem que pensemos. O que a primeira morte tem a ver com o assassino? Quem é o assassino? Quem vai sobreviver? Estamos respostas, e respostas satisfatórias.

 

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