Shades of Blue – 1×03 – False Face, False Heart

Shades of Blue False Face, False Heart 1

Imagem: NBC/Divulgação

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Ao final desse episódio me peguei pensando no quanto Shades of Blue já se transformou e quer saber? Fiquei assustado com o número de metamorfoses que consegui identificar. De um procedural clichê e com bastante potencial no piloto, para um conflito ético insuportável e performances insípidas em sequência e agora, um novelão surpreendentemente delicioso de assistir.

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Shades of Blue False Face, False Heart

Imagem: NBC/Divulgação

Entretanto, confesso que todas essas transformações me preocupam bastante pela tamanha irregularidade que esse roteiro possui e a dificuldade de achar uma zona de conforto para desenvolver melhor seu objetivo. Todavia, não estou aqui clamando por previsibilidade, até porque não sou economista, mas gostaria de estar assistindo uma série que me transmitisse uma perspectiva, confiança e me deixasse ansioso para o que vem por aí.

Felizmente, como falei anteriormente, tivemos muitos acertos aqui. O primeiro deles foi a grande ideia do roteiro em sucumbir a um gênero que até o momento, nunca fora invocado em um drama policial – o novelão, responsável por reviravoltas que não faz muito sentido no começo, que faz o público revirar o olhos pela repetição de certas fórmulas, mas que no final do dia, todo mundo adora assistir.

Tudo bem que Shades of Blue nem se compara com Dallas (a versão de 1978) ou Dynasty, mas gosto muito dessa ideia de criarem um híbrido ao juntarem esses dois gêneros, que até ontem, era considerados díspares, pois nos mostra que ainda há muita coisa que pode ser feita para ajudar a televisão a crescer mais ainda. E evolução é justamente o que acontece aqui, porque a série consegue invocar o telespectador e fazer com que ele não desista assim tão fácil.

Temos uma direção competente de Dan Lerner, que faz o possível e o impossível para dar um pouco de velocidade para um texto que preocupou-se mais em desenvolver a história do que investir em cenas de ação, além de Ray Liotta destacar-se por uma série de pontos, principalmente pela coragem de se reinventar e interpretar um personagem dificílimo de peito aberto.

Volto a dizer que me empolga bastante e me entusiasma as características do novelão que Shades of Blue quer incorporar, mas em três episódios é uma série que mostrou três abordagens diferentes. Vamos ficar de olho nisso e torcer para que em Who Can Tell Me Who I Am?”, o drama possa se consolidar, mas sem criar barriga e cansar o telespectador.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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