Shades of Blue – 1×04 – Who Can Tell Me Who Am I?

Who Can Tell Me Who Am I

Imagem: NBC/Divulgação

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Lembram quando falei na review anterior sobre a irregularidade de Shades of Blue e a dificuldade da mesma em encontrar uma zona de conforto? Pois bem, isso, infelizmente, evidencia-se ainda mais neste quarto episódio, onde várias carências foram escancaradas de uma maneira grosseira, gritante e espantosa, mas sabe porque? O diretor, Dan Lerner, faz seu trabalho mais preguiçoso e tedioso até agora.

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Imagem: TV Eskimo

A falta de um comando em cenas centrais prejudicaram a evolução de todos os núcleos, principalmente aqueles que pediam uma força dramática maior dos atores. Drea de Matteo não vem só entregando uma péssima performance, como também, estava completamente perdida naquilo que estava fazendo, seja nas marcações ou até mesmo em acertar o tom. Tamanho despreparo e falta de uma boa capacidade de direção de elenco, me fazem perguntar se essa é a mesma atriz que fez Wendy em Sons of Anarchy.

Jennifer Lopez também sai bastante prejudicada deste episódio. A atriz não só teve bastante dificuldade nas expressões – até porque ela só fez uma durante todo o tempo – além de demonstrar uma grande falta de foco, pois a impressão que o telespectador teve foi que a cantora estava interpretando Harlee, mas sua cabeça estava lá na mesa de jurados do American Idol ou nos preparativos dos seus shows em Las Vegas. Isso é um problema de concentração e de preparo de J-lo? Com certeza, mas um bom diretor ali, mudaria isso tudo.

Outro grande problema que me deixa preocupado são os tentáculos que os roteiristas criam a cada oportunidade que tem, mas que pode prejudicar muito a evolução de Shades of Blue caso eles sejam falhos ao corresponder tais expectativas. Um exemplo disso foi aquela maravilhosa cena no início do episódio que Michael está na eminência de falar para todo mundo o ato medonho que fizera outro dia, mas foi impedido pelos seus colegas de batalhão. Houve a oportunidade e uma grande “deixa” de falarem do abuso da força da polícia, até me empolguei que falariam disso, mas aquilo esmigalhou-se de uma maneira tão frustrante.

Entretanto, nem tudo fui um grande erro neste episódio! Digo isso, pois nunca estive tão empolgado de ver Ray Liotta trabalhando. É claro que ele estava ótimo em Texas Rising, apesar da minissérie ter sido um pouco chatinha e arrastada, mas aqui ele está especial pelo fator que já comentei anteriormente – é um personagem ousado para sua carreira composta de “machões” e homens briguentos, que ele esta construindo de uma maneira muito boa de se assistir.

Com Liotta tomando à frente, Warren Kole melhorando a cada cena, vemos uma Shades of Blue fazendo o contrário daquilo que se esperava dela – uma série que valoriza mais o elenco masculino do que o feminino, e está mais disposta em discutir moral e bons costumes do que explorar o policial corrupto lá do início. Não estou pedindo House of Cards na NBC, bem porque, a TV aberta hoje não consegue conceber uma série assim, mas que os roteiristas possam cumprir o que prometeram lá no começo.

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