Shades of Blue – 1×10 – What The Devil Do

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Imagem: Entertainment Weekly

 

Talvez, se o título deste episódio (What The Devil Do, que no bom português seria O Que o Diabo Fez) nos trouxeste um questionamento ao invés de uma afirmação (ou retórica, dependendo do ponto de vista). Certamente, e sem nenhuma hesitação, diria para você que o Diabo criou essas histórias pertinentes que o roteiro insiste em trabalhar, pois não acredito que haja outra explicação plausível para o fato de continuarem arrastando plots que, sem sombra de dúvida, não deveriam nem existir.

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Imagem: US TV Series Download

Desculpe-me o spoiler, mas a apenas três episódios do final desta problemática primeira temporada resolvem que é uma boa ideia soltar Miguel, o ex-(e violento) marido de Harlee que afirma ter sido condenado por uma armação policial. Tal manobra criativa abre duas alternativas para os roteiristas falarem – alienação parental, o que seria um devaneio gigantesco que Shades of Blue sequer pensa em falar, e fato de que há, hoje, milhões e milhões de americanos presos sem nenhuma razão. Felizmente e infelizmente, respectivamente, o roteiro ignora tudo isso para exaltar o novelão.

Gênero narrativo que já fez muito bem a esta série lá no início, mas que foi completamente jogado de escanteio quando resolveram fazer ação e tratar de temas sociais interessantes, como violência policial, cujo resultado disso tudo foi uma sucessão de vacilos e incompetências do texto. Pois bem, a camiseta foi vestida novamente, inclusive com a ajuda daquelas músicas tensas recicladas inúmeras vezes pela direção, com qual intuito? Exatamente, arrastar ainda mais uma história cansada para que consiga, pelo menos, dar um final decente para esse primeiro ano.

Todavia, não são apenas os roteiristas que possuem suas respectivas parcelas de culpa, pois o elenco não consegue, sequer, manter uma sequência de boas entregas e que tenham a capacidade de resgatar a história, por pior que a mesma esteja naquele determinado momento. Jennifer Lopez, por exemplo, é uma atriz que elogio sua performance, em razão de melhoras aparentes, mas em outros momentos fica bastante difícil não se irritar com a falta de expressão e de canalhice que a cantora usa para compor sua personagem.

Após ler esta review cheia de críticas, pontuações e considerações negativas a cerca das decisões criativas do showrunner, das ideias dos roteiristas e da falta de ousadia dos roteiristas, você pode me questionar – Porque ainda persisto e insisto com Shades of Blue? Dois motivos. O primeiro seria pelo fato do compromisso que firmei com este site, acredito que seria de uma irresponsabilidade tremenda em deixar a cobertura deste drama pela metade. Segundo motivo aparece em razão da minha esperança que tenham com melhoras repentinas. Olhe o exemplo de The Carmichael Show, começou como uma comédia vergonhosa, mas entra no seu segundo ano muito mais inteligente, ativista e divertida.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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