Shades of Blue – 2×02 – Eye of the Hurricane

Imagem: NBC

Depois de uma Season Premiere, no mínimo, ruim estava certo que a série iria dar uma leve melhora nesse segundo episódio porque Shades of Blue é um dos programas mais irregulares que tive o prazer de assistir até esse momento. Para minha surpresa, o roteiro continuo patinando nas histórias e não desenvolveu basicamente nada de interessante.  Exatamente por isso, tomei uma decisão – a partir deste momento não levaremos mais esse drama policial a sério, analisaremos de uma maneira muito despretensiosa e apostando no clássico “é tão ruim que ficou bom”.

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Dando continuidade a trama envolvendo um líder da máfia que domina a cidade de Nova York, mais precisamente o Brooklyn, o roteiro aposta aqui em reforçar suas narrativas paralelas para que a história principal, se é que ela existe, possa parecer mais inovadora quando tomar o centro das atenções. Surpreendentemente, temos aí o primeiro acerto, pois é muito mais fácil fazer com que o telespectador simpatize com alguns desafios individuais do que de uma massa.

Refiro-me a dois casos em particular – Wozniak e Robert Stahl, que com a ajuda de performances muito boas e maduras dos seus intérpretes, conseguem chamar para si a responsabilidade do episódio dar certo, o que não é uma tarefa muito fácil. É um grande clichê, mas gostei da abordagem que os roteiristas tiveram na batalha pela guarda de filho de Stahl, tal qual na revelação, ou melhor, na retirada à força de Wozniak do armário.

Para minha surpresa, algo que funcionou muito bem nesse episódio foi a cena do tribunal. O roteiro prometera que seria algo simples, onde nossa protagonista iria cometer perjúrio e nada de interessante além de uma policial disposta a comer um crime. Entretanto, foi uma sequência muito bem dirigida, arquitetada e principalmente ensaiada. Jennifer Lopez fez um bom trabalho, longe da perfeição, mas perto do que ela entregava na primeira temporada.

Todos esses acertos, pasmem, não serviram para mascarar os imensos furos de Eye of the Hurricane, onde o principal vilão da história foi uma tempestade de 2012 e uma câmera espiã escondida dentro, isso mesmo, dentro de uma parede. É verdade que estamos apenas no segundo episódio, mas quero que Anna Gunn comece a aparecer mais para ontem. Quem sabe uma boa dose de política local combinada com corrupção policial não vão ajudar a trazer Shades of Blue de volta.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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