Shades of Blue – 2×10 – Whoever Fights Monsters

Imagem: NBC/Divulgação

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O episódio anterior terminou com um gancho gigantesco, na verdade o maior que essa série já apresentou em dois anos. Tal estratégia serve para mostrar que a veia novelesca do roteiro continua pulsando e isso é uma excelente notícia, pois é com essa estratégia que Shades of Blue consegue desenvolver-se melhor e torna-se mais proveitosa e interessante. Tais qualidades, felizmente, podem ser estendidas a Whoever Fights Monsters.

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Imagem: NBC/Divulgação

Sem nenhuma surpresa, esse episódio foi de Ray Liotta do começo ao fim. Esse personagem aparece no momento certo da carreira do ator, onde ele começava a entrar no ostracismo com convites de atuar em filmes B e participações em comédias pastelão para pagar as contas. Liotta foi sólido, natural e soube executar todas as nuances que Woz teve que entregar em diferentes situações, desde a quase morte do filho até a investigação acelerada dentro do seu distrito policial.

Outra decisão criativa que me agrada bastante é a de colocar todo o elenco, seja ele do núcleo principal ou o de coadjuvante, na minha da investigação interna do Departamento de Policial de Nova York. É possível que os roteiristas tenham feito tal manobra porque não têm a menor ideia do que construir para Tufo, Loman ou Tess, mas a história funciona e deixa essa reta final ainda mais empolgante e excitante. Pode parecer preguiçoso, mas funciona.

O que não me agrada, em nenhum aspecto, é essa repentina transformação de Stahl. Numa questão de episódios, o roteiro tornou o personagem não só no grande vilão como em alguém com sérios problemas mentais que põe em risco a vida das pessoas. Esse não era aquele agente preocupado em derrubar os bandidos ou garantir a guarda do seu filho Tais metamorfoses são ótimas, principalmente porque dão fluidez a história, mas de uma forma tão brusca como essa deixa a narrativa superficial e cansativa.

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