Shadowhunters – 1×02 – The Descent Into Hell Isn’t Easy

Fonte: spoilersguide.com

Se eu tivesse que descrever esse episódio com uma única palavra, eu certamente usaria “tumultuado”. Mas, vamos por partes. Uma grande melhora aqui foi que todo o capítulo foi bem estável. Nada de um começo entediante para depois ser aplicada a ação. Tudo foi bem igual, sem elevações íngremes. Acho que isso ajudou a dar uma coesão aos acontecimentos. No entanto, falando dos acontecimentos, nossa, que episódio frenético. Eu senti que desde o momento em que começou, os protagonistas ficaram pulando de galho em galho, seguindo um novo objetivo sempre que o antigo era cumprido, e isso, em regra, até que é muito bom, exceto que nesse caso eu tive a impressão de que faltou um pouco de exploração dos momentos, foi tudo raso demais. Num minuto estão no instituto de Nova Iorque (a igreja/centro de operações dos Shadohunters), depois, já estão na boate PanDEMONium, depois, já estão buscando os irmãos silenciosos e isso tudo já na segunda parte do episódio. Nem o desfecho da procura na memória da Clary foi deixado para o terceiro episódio… foi entregue ainda no segundo.

Como vocês podem perceber, foi um episódio em que tentaram juntar vários acontecimentos de uma vez. Tem uma miríade de coisas que poderiam ter sido feitas, momentos que poderiam ter sido expandidos. O próprio momento da cidade de ossos poderia ter sido expandido, ter alguma prova ou luta antes, para ressaltar a dificuldade, mas… Nada.
Os diálogos também não ajudaram. Em alguns momentos foram bacanas e bem executados, tudo bem amarradinho, mas, em outros, pareceram forçados e estapafúrdios, o que acaba por exaltar a inexperiência do cast (sinto que escolheram só pela beleza alguns dos atores e pelo que eu andei vendo, nem os fãs gostaram muito do novo elenco, que surgiu em detrimento do antigo).

Outra coisa que me fez revirar os foi o efeito utilizado para indicar a velocidade sobrenatural. Sério. O que foi aquilo? É extremamente compreensível que não seja utilizado nada absurdo, mas o efeito é bem ridículo e, em alguns momentos, até as lutas encenadas são vazias e pouco elaboradas. Exemplo cabal disso é a luta de treino de Hodge. Totalmente confusa, mal executada.

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E é melhor que eu nem comece a falar do Jace. A cada momento que ele não está com a Clary (porque eles ficam fofos juntos, rola uma química) eu simplesmente não consigo parar de antagonizá-lo. Parece que tudo que ele fala e faz só aumenta o nível de babaquice. Insuportável.

Mas o episódio não foi resumido a só coisas ruins. Até que teve muita coisa boa. A maquiagem dos irmãos silenciosos eu achei bem feitinha e a energia emitida pelo background/momento e a sinistrice lúdica dos personagens serviu para proporcionar a melhor cena do episódio (a cena da espada). Outra coisa muito boa foi o contato entre a Izzy e o Simon. Para falar a verdade, tive uma dificuldade para entender a importância do Simon, até que ocorreram os leves flertes dele com a Izzy, e aí me ficou claro que ele será usado como componente do casal fofinho (tipo o Seth e a Summer, em The O.C., só que flops, porque, francamente, nada é comparável a Seth e Summer) e como o alívio cômico, contrastando com o tom supostamente sombrio da série (sombrio era o objetivo, mas tá um pouco longe de ser alcançado). Eu ficava esperando por mais de Sizzy, até por eles chamarem mais minha atenção que Clace, sem contar que a Izzy é muito carismática e contrasta bem com a Clary na personalidade: mais ousada, lacradora, decidida, não perde tempo.

No final de tudo eu gostei mais desse episódio que do primeiro. Foram muitos plots de uma vez só? Sim. Interferiu na fluência do episódio como um todo? Um pouco. Mas teve menos monotonia, mais shipps, uma coadjuvante que brilha mais que a protagonista e o Mike Chang (Harry Shum Jr., de Glee), vivendo um feiticeiro emogótico, o Magnus. O chato foi que como o episódio teve esse drástico excesso de informações e acontecimentos, tudo foi tão completamente esgotado que não deixou um gancho para o próximo episódio. Só mesmo a captura do Simon pelos filhos da noite, os vampiros, é que serviu para definir o tom do que vai acontecer seguintemente. Uma boa pedida é que foquem em explicar o universo da série (descrever o que seriam os acordos, a clave, o círculo, a taça). Ainda estão naquela fase de erros e acertos, mas precisam melhorar muita coisa se quiserem que essa série seja renovada, até porque a audiência sofreu drástica queda.

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Roger Olly

Virginiano com ascendente em gêmeos. Fã de The Magicians e Imposters. Faço reviews de New Girl, Teen Wolf e escrevo a coluna Spoiler Alert.

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