Snowfall – 1×03 – Slow Hand

Imagem: FX/Divulgação

Depois de um segundo episódio fraco e esquecível, Snowfall tinha a obrigação de apresentar algo maior, melhor, mais centrado e principalmente mais inteligente na sequência. O problema é que isso ficou apenas como uma meta, pois o resultado final foi bem parecido com Make Them Birds Fly – frustrante, cansativo e desenvolvendo um grande número de tramas desnecessárias, ineficientes e irritantes.

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Com mais atenção aos protagonistas, o que é um avanço em relação ao que vimos antes, o roteiro não poderia estar mais perdido em como continuar com ritmo apresentado no piloto ou no quão bom e próspero esse material pode ser. Uma das razões pela qual a narrativa segue engessada, e provavelmente permanecerá por mais algum tempo, é a falta de foco e objetivo com os personagens que deveriam liderar e fazer com que a história avançasse.

Slow Hand passou grande parte do tempo focado em duas frentes. A primeira foi Franklin presenciando uma cena de violência gratuita para evidenciar como que dívidas com o tráfico de drogas são cobradas, para passar tal mensagem precisou de pouco mais de meia hora e muito sangue cênico. Já a segunda frente acompanhou Teddy num dia feliz com a família no parquinho que terminaria numa cena inexpressiva carregada de drama familiar.

Se você, assim como este que vos escreve, está esperando Snowfall decolar lhe garanto que ainda não aconteceu. Volto a dizer que o material que serve e de base é sensacional pelo simples fato da indústria nunca ter dado atenção até o momento, no entanto acredito também que o roteiro precisa ser mais polido, firme e consistente com tudo aquilo que quer desenvolver.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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