Snowfall – 1×09 – Story of a Scar

Imagem: FX/Divulgação

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Por pior que determinada série esteja, espera-se que a reta final, ou pelo menos os últimos dois episódios tragam um rasgo de qualidade para mostrar ao telespectador que aquela aventura não foi em vão e que vale a pena voltar para mais. A boa notícia é que Snowfall não é uma catástrofe, mas a má é que mesmo às véspera de um Season Finale importantíssimo o piloto automático continua pressionado por uma razão inexplicável.

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Imagem: FX/Divulgação

Como comentei na review anterior, Franklin é a salvação de grande parte dessa frustrante primeira temporada. O personagem não só mostrou a que veio, como também evidenciou um grande acerto do roteiro ao desenvolve-lo com sutileza, impacto e liberdade para que o autor criasse e imprimisse sua própria marca. E é nesse ponto onde há o grande acerto na escalação de Damson Idris que mesmo importado do Reino Unido, revelou-se para grandes produtores como o futuro.

O problema com Snowfall é que nada além do protagonista parece funcionar, escancarando a falta de foco, inteligência e objetividade do roteiro. Um excelente exemplo é o núcleo dos mexicanos, onde o telespectador não conseguiu desenvolver qualquer empatia com os personagens, não se interessou pela história e até mesmo virava o rosto quando eles apareciam. Ter latinos numa produção é fundamental, principalmente na América de Trump, mas todos merecem uma história.

Teddy começou com um potencial enorme, grandes possibilidades e com a responsabilidade de trazer aos não familiarizados pela história real o papel da CIA em toda a epidemia de cocaína em Los Angeles. Acreditem quando digo que a história é fascinante, mas em Snowfall vimos um agente da agência de inteligência se tornar um homem preocupado com a família, que sobrevive um acidente de avião e passa tempo com nativos no meio da mata. Quem quer assistir isso?

Por outro lado, há uma personagem em particular que sempre quando apareceu nos fez parar e prestar atenção na sua presença de cena. Michael Hyatt (Cissy Saint, a mãe de Franklin) brilhou em Story of a Scar ao compor com exatidão uma mãe preocupada com a prole num dos momentos mais difíceis para educar um adolescente. É provável que nunca existiu uma boa história para uma dona de casa nessa série, mas fico pensando em inúmeras possibilidades, isso é inegável.

Na próxima vez que conversarmos, será comentar o Season Finale. Aquele clássico momento do “ou vai, ou racha” para uma série cuja primeira temporada foi tão problemática como essa aqui. Não acredito que haja necessidade de expor minhas expectativas, Snowfall que me ensinou.

https://www.youtube.com/watch?v=62e3pbg2JVQ

Tags Snowfall
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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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