Só existe uma Tree Hill. Ela é nossa casa!

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Se tem uma série que sempre merece ser lembrada é One Tree Hill. Junto com The O.C., marcou meu início nesse mundo de seriados e acabou se tornando pra mim uma das melhores que tive o prazer de acompanhar do começo ao fim.

Criada por Mark Schwann, One Tree Hill estreou em setembro de 2003 e ficou no ar durante nove temporada, sendo encerrada em abril de 2012. Na TV aberta ficou conhecida através do SBT como Lances da Vida, onda era transmitida aos domingos. No total foram 187 episódios, trazendo sim seus altos e baixos, mas presenteando cada fã com momentos maravilhosos.

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One Tree Hill trazia a história de Lucas Scott (Chad Michael Murray) e Nathan Scott (James Lafferty), dois jovens apaixonados por basquete que tem o mesmo pai, porém nunca tiveram qualquer tipo de relação. Isso começa a mudar quando Lucas entra para o time do colégio e acaba dividindo o foco que até então pertencia a seu irmão, o atleta popular, gerando grandes dramas e reviravoltas. Com isso houve o início de uma aproximação dos dois, que mais a frente se tornaram grandes amigos.

Lembro que quando assisti ao primeiro episódio fiquei com a impressão de que a série seria apenas sobre basquete, esporte que não entendia nada. Mas me enganei absurdamente, pois já nos episódios seguintes deu pra perceber que na verdade se tratava de uma história sobre a vida daqueles jovens e seus dramas familiares, me conquistando semana após semana e claro, me fazendo derramar lágrimas em muitos momentos.

 

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Pra mim, sempre foi uma série com o elenco perfeito. Cada ator/atriz se encaixava perfeitamente no seu papel e brilhava no momento certo. Tivemos o romance de Lucas e Brooke, que era amado e odiado pelos fãs ao mesmo tempo, a paixão de Brooke Davis (minha linda e maravilhosa Sophia Bush – Chicago PD) por Lucas, a relação complicada de Haley James (Bethany Joy Lenz) com Nathan, que em certo ponto da série acabaram se tornando o casal mais amado pelos fãs. Sem contar também os outros dramas envolvendo os pais Dan Scott, Deb, Karen, Keith e tantos outros personagens que foram sendo apresentados ao longo da série.

As primeiras temporadas são ótimas, mas ao longo de sua trajetória a série teve episódio inesquecíveis. Em seu terceiro ano, a atração teve o um de seus melhores momentos, ou o melhor de todos como é considerado por alguns. Exatamente no episódio 16 tivemos o trágico tiroteio dentro da escola, onde Jimmy entra e começa a atirar contra as pessoas, causando um desespero absurdo e também ocasionando a morte de Keith, que de longe foi uma das maiores perdas que a série teve.

Foram casamentos que sempre terminavam com algum acidente, Haley abandonando Nathan e fugindo para seguir com seu sonho de ser uma cantora famosa, o ataque cardíaco de Lucas, que acabou afastando o jovem do basquete, Karen descobrindo que estava esperando um filho de Keith, sem contar o maravilhoso episódio que marcou o último jogo dos Ravens, entre tantos outros momentos que posso listar com muito prazer, porém o texto ficaria quilometricamente extenso.

Lembro que quando chegamos no final da quarta temporada, eles trouxeram um episódio que poderia facilmente ter sido considerado como uma despedida para a série. Ficou marcado como o momento em que todos se formavam e encerravam essa fase do colégio, marcando o término dessa fase tão importante na vida de cada um.

 

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Quando a série retornou com seu quinto ano, a grande surpresa foi o salto de quatro anos e seis meses que deram na história. Encontramos todos formados e seguindo com sua carreira. Muitos criticaram essa mudança radical, mas pra mim foi uma jogada espetacular, porque conseguiram renovar sem perder a verdadeira essência da série.

Novos personagens chegaram, novos casais e também um novo baque para o fãs com a saída de Lucas e Peyton do elenco. Essa baixa poderia sem dúvida ter sido o motivo para encerrar toda a história de uma vez, mas Mark fez diferente e conseguiu fazer com que a perda dos personagens não afetasse a história a esse ponto. Foi o ponto em que Brooke e Julian ganharam destaque, assim como Nathan, Haley e Jamie, a tal família modelo de toda a série que daí pra frente rendeu grande parte dos momentos mais emocionantes que já pude assistir.

Não vou dizer pra vocês que em nenhum momento desanimei com One Tree Hill, pelo contrário, lembro de reclamar do rumo de alguns episódios, principalmente na sétima temporada, mas a série sempre conseguia me conquistar novamente com toda sua perfeição. No quinto ano, tivemos a celebração do centésimo episódio, que marcou a cena em que Lucas foi abandonado no altar por Lindsay.

Mark tinha muito mais para mostrar, trouxe Brooke como a personagem mais sofrida que já vi numa série de TV, até o momento em que finalmente vimos ela conseguir ter seu momento de felicidade, principalmente no dia de seu casamento que aconteceu na oitava temporada. Até hoje não recuperei todas as lágrimas que derramei enquanto assistia aquele episódio tão perfeito. Brooke e Julian com seus bebês, tudo isso encerrando o oitavo ano da série.

 

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Quando foi anunciado que a nona temporada seria a despedida de One Tree Hill eu sofri absurdamente. Claro que era o momento de encerrar a série da melhor maneira possível, mas pra mim poderia muito bem ter continuado por mais algumas temporadas.

A temporada marcou mais um drama envolvendo a família de Haley, com o sequestro de Nathan e toda a aflição que passaram ao longo de vários episódios. Foi uma trama que soube prender muito bem do começo ao fim e preparar perfeitamente o terreno para a aguardada despedida.

Tivemos o espetacular “Danny Boy”, que considero um dos melhores episódios de toda a série. Nathan sendo resgatado por seu pai, que acabou ganhando um episódio inteirinho pra ele. Foi exatamente o momento de nos despedimos de Dan Scott que mesmo tendo sido o grande vilão da série, terminou de forma triunfal, com direito a aparição surpresa de Keith em seus últimos momentos que me deixou jogado no chão afogando no meio de tantas lágrimas. Bom, esse episódio já tinha começado com a música da Florence + The Machine tocando no início e marcando o reencontro de Nathan e Haley depois de todo aquele desespero, por isso estava com a caixa de lenços preparada e foi realmente uma obra prima de episódio.

Em seu final, Mark cumpriu com sua promessa e nos entregou a despedida perfeita para a série. Foram nove temporadas maravilhosas e ele se dedicou tanto nesse encerramento que ganhou um respeito absurdo da minha pessoa. Impossível não acrescentar aqui, as palavras do próprio autor lidas por Peyton durante a festa, que deixaram claro ser um eterno agradecimento por parte do próprio Mark para todos que acompanharam o show durante todos aqueles anos.

 

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“Como todos vocês sabem, esta é uma noite muito especial para nós. Então, eu gostaria de ter um momento para agradecer a todos voces por estarem aqui. O tempo que passamos juntos, ao longo dos anos, significou muito e sem vocês, não estaríamos aqui essa noite. Essa noite é de vocês. Essa noite é nossa. E ela está cheia de todos os tipos de surpresas”.

 

Foi um final que contou com a participação do Gavin DeGraw, uma das principais marca da série. O cara cantando “I Don’t Wanna Be” e “Belief” no Tric foi maravilhoso. Brooke finalmente tendo seu final feliz com Julian e seus bebês, com direito a volta a tal casa da porta vermelha. Nathan e Haley felizes protagonizando o beijo na chuva e claro, Jamie entrando na quadra com a camisa nº 12 e todo mundo na platéia comemorando aquele momento e marcando a última cena da série.

One Tree Hill vai ficar pra sempre marcada pra mim. Foi uma série maravilhosa que me presenteou com uma história inesquecível. Sei que muita gente critica, dizendo que foi apenas mais uma série teen sobre adolescentes babacas, mas pra mim One Tree Hill vai muito além disso e é o tipo de série que recomendo para todo mundo fazer uma maratona. Escrever esse texto me deu vontade começar a ver tudo novamente, o que já estou programando de fazer.

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Lucas Santtos

Já tem seus vinte e tantos anos, formado em administração. Seriador por amor nas horas vagas e nas não tão vagas assim. Apaixonado eternamente por One Tree Hill e The O.C. e enfiando cada vez mais séries na lista, mesmo sem ter mais espaço. No Mix escreve as reviews de Jane the Virgem, MixAudiência e comentários sobre The Voice US, The Voice AU, The X Factor UK e American Idol!

2 comments

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  1. Anderson Narciso
    Anderson Narciso 28 março, 2015 at 08:50 Responder

    Parabéns pelo texto Lucas. Belíssima expressão de um fã de One Tree Hill. Conheci a série em 2004, e de lá pra cá só foram recordações boas. Os personagens cresceram comigo,e me vi envolto a muitos dramas que eles vivenciavam. Inesquecível, e pra com certeza, a série que marcou minha vida.

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