Star Trek: Discovery – 1×02 – Battle at the Binary Stars

Imagem: CBS/Divulgação

O segundo episódio foi lançado junto com o primeiro e começa exatamente onde o anterior termina. Em dois episódios, Star Trek: Discovery conseguiu mostrar toda sua qualidade e capacidade de prender o telespectador em uma história bastante envolvente.

Dois pontos importantes do primeiro episódio tiveram bastante influência nos acontecimentos de “Battle at the Binary Stars”. O primeiro foi o comportamento da personagem Michael. A protagonista se mostrou bastante avessa a forma como seus colegas interagiam com raça nem um pouco amistosa dos Klingon. Afinal, quando jovem, Michael viu seus pais serem mortos após um ataque realizado por eles. Os flashbacks dos dois episódios nos fizeram voltar à infância de Michael mostrando como a personagem reagiu após a morte de seus pais e a importância da educação vulcana em sua vida. É engraçado que, quando a personagem ingressou na Starfleet, ela era muito mais parecida com uma vulcana: racional e técnica. A versão atual, embora use a racionalidade, deixa seu lado emocional entrar em conflito.

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O segundo ponto diz respeito ao novo líder dos Klingon. T’Kuvma se mostrou bastante focado em reunir todas as 24 casas e reestabelecer o antigo Império Klingon e conseguiu a reunião com seus representantes. Achei que o conselho iria demorar mais para aceitar as ideias dele, afinal, o que ele sabia sobre a história de sua raça? O que havia vivido para querer tanto a reunião de seu povo? Comparado à história dos Klingon, bem pouco. Mas era necessário que surgisse alguém que saísse da zona de conforto e resolvesse reestabelecer a posição de domínio de seus conterrâneos. T’Kuvma, autointitulado como o Kahless renascido, teve papel fundamental na criação do grande conflito da temporada e sua morte prematura não vai tirar seu destaque na série.

Mais uma vez, parabéns a equipe da série. A qualidade do episódio foi no mesmo nível do primeiro: efeitos visuais bem decentes e uma fotografia incrível. O gênero ficção científica é um dos que mais cresceu nos últimos anos e a franquia Star Trek teve papel fundamental em seu desenvolvimento. É, ao mesmo tempo, importante e interessante que a série esteja sendo feita com todo o cuidado para que a qualidade não caia no decorrer da temporada. Confesso que estou bem surpreso com o que vem sendo exibido.

Por fim, uma morte esperada da série era da capitã Philippa Georgiou. A personagem serviu como uma das mentoras da protagonista e, assim como T’Kuvma, teve papel fundamental nesse início de série. Além de sua função na série, outra informação que nos dava uma dica sobre seu destino na série era que a personagem foi creditada como participação especial durante a abertura da série. Com certeza, a personagem não teria uma vida longa e próspera em Discovery. Agora resta saber como a sua morte vai afetar Michael e o restante da tripulação da USS Shenzhou.

Easter Eggs:

  • Império Klingon: como foi dito no episódio, o antigo império era comandado pelo Alto Conselho, formado por membros das 24 casas. As 24 casas são formadas pelos mais poderosos  cidadãos Klingon.

Continue acompanhando as reviews da série no Mix de Séries. Vida longa e próspera!

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Matheus Ronconi

Paulista, nerd, viciado em séries e fã do Rei Leão e do Homem-Aranha. No Mix escrevo sobre The Big Bang Theory e Star Trek: Discovery.

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