Star Trek: Discovery – 1×07 – Magic to Make the Sanest Man Go Mad

Imagem: SpoilerTV/CBS/Divulgação

Em “Magic to Make the Sanest Man Go Mad”, a série apresentou o melhor episódio da temporada. Toda essa questão de loop temporal foi muito bem feita e ajudou a desenvolver melhor o relacionamento de alguns personagens.

Primeiro, vamos falar de Harcourt Fenton Mudd. Quem conhece o personagem sabia que “Choose Your Pain” não seria sua última participação e que ele não ficaria muito tempo como prisioneiro dos Klingon. Mas confesso que não esperava que sua volta seria tão rápida, apenas dois episódios depois. De qualquer forma, foi uma volta bem ao estilo “vilão de Star Trek”.

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Ao criar o loop temporal usando o cristal do tempo, o criminoso trouxe a nova série um sentimento de nostalgia relembrando grandes momentos da franquia. O plano todo foi genial: resetar o tempo tantas vezes necessárias para que ele obtivesse o controle total da USS Discovery. O único problema foi que ele não contava com a destreza de Stamets.

O cientista, que desde sua exposição aos esporos alienígenas não parece ser mais o mesmo, foi estranhamente o único a perceber que estava revivendo aqueles 30 minutos de forma repetitiva. Ainda não sabe-se direito o que realmente aconteceu com ele após a exposição aos esporos, mas é evidente que muita coisa ainda deve acontecer com o personagem nessa temporada.

O episódio serviu, também, para desenvolver mais o relacionamento de Michael, Sylvia, Stamets e Tyler. Os quatro cada vez mais parecem ir se tornando o núcleo central da série. Michael, que no começo era uma personagem bastante solitária, agora parece estar bastante conectada a esse novo grupo. O desenvolvimento social da personagem, muito graças à ajuda de Sylvia, é um dos pontos fortes da temporada até agora.

Por falar nas duas, Michael e Sylvia tem se tornado uma amizade muito agradável de se ver. Todo o processo de aproximação e criação de um laço afetivo e de camaradagem entre as personagens foi muito bem executado. A amizade tem sido benéfica as duas e ambas funcionam como mentoras para a outra: enquanto Sylvia é responsável por tornar Michael alguém mais sociável, Michael é uma ótima parceira de treinamento para a jovem engenheira.

O relacionamento entre Michael e Stamets também mudou bastante desde o início da série. Foi muito legal ver como o cientista aprendeu a confiar na motinada, principalmente depois do episódio envolvendo o tardígrado. Essa amizade é muito importante para desenvolver a parte científica da série, já que os dois estão entre os mais inteligentes da tripulação da Discovery.

O episódio mostrou, também, que o amor continua no ar da espaçonave. Cada vez mais ficava evidente o interesse amoroso entre Burnham e Tyler. Nesse episódio, esse interesse foi confirmado finalmente. Embora, a princípio, o loop temporal de Mudd tenha dificultado o casal, ele acabou ajudando no final. Assim como nós, Stamets parece ser um shipper ferrenho do casal.

A única ressalva que faço do episódio foi a pequena participação do capitão Lorca e de Saru. De todos os membros importantes da tripulação da espaçonave, os dois foram os que menos apareceram no episódio. Não que isso tenha atrapalhado no bom andamento do episódio, mas mostrou que os dois não estão no mesmo nível de desenvolvimento de personagem que os outros quatro.

Easter-Eggs:

  • Mais uma vez, os andorianos foram mencionados na série. O capacete usado por Mudd foi, claramente, feito pela raça de seres azuis.
  • Pela primeira vez na franquia, pudemos ver a Stella Mudd, esposa de Mudd, em carne e osso. Uma cópia androide da personagem já tinha sido vista na série original.

Continue acompanhando as reviews e notícias da série aqui no Mix de Séries. Assista a promo do próximo episódio abaixo.

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Matheus Ronconi

Paulista, nerd, viciado em séries e fã do Rei Leão e do Homem-Aranha. No Mix escrevo sobre The Big Bang Theory e Star Trek: Discovery.

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