O volume 2 da 5ª temporada de Stranger Things trouxe uma das maiores respostas da história da série: o Mundo Invertido é um buraco de minhoca, uma ponte entre Hawkins e o Abismo, o verdadeiro lar das criaturas lideradas por Vecna. O que surpreendeu muita gente não foi apenas a revelação em si, mas o fato de que ela já estava definida desde antes da estreia da 1ª temporada.
Em entrevista recente, os criadores Matt Duffer e Ross Duffer confirmaram que a explicação científica por trás do Mundo Invertido foi apresentada à Netflix ainda durante o desenvolvimento inicial da série.
Na época, a plataforma pediu que os irmãos detalhassem toda a mitologia e o “jogo final” da história, mesmo que o público não tivesse acesso imediato a essas informações.
Ideia do Mundo Invertido já existia desde a 1ª temporada de Stranger Things
A ideia central sempre foi a de uma ponte instável entre mundos, sustentada por matéria exótica. O nome “Abismo” ainda não existia, mas o conceito de um lugar de onde vinham os Demogorgons, o Mind Flayer e toda a ameaça já estava lá. Ao longo das temporadas, a série espalhou pistas discretas, como aulas de ciências com o Sr. Clarke e diálogos aparentemente inocentes que agora fazem muito mais sentido.
Segundo os Duffers, a escolha de manter o mistério foi narrativa. Stranger Things sempre foi contada a partir do ponto de vista dos personagens, e eles só descobrem a verdade quando estão prontos para entendê-la. O público, portanto, caminha junto com eles.
A revelação no episódio “Escape from Camazotz” não é uma mudança de rumo, mas a conclusão de um plano pensado por anos. Como admitiu Matt Duffer, manter tantas ideias de ficção científica coerentes “às vezes dói a cabeça”, mas o resultado reforça algo raro na TV: uma mitologia construída com começo, meio e fim desde o início.
No fim, Stranger Things prova que seu maior segredo nunca foi improviso. Foi paciência.