Desde o início, os Irmãos Duffer buscaram referências para transformar Stranger Things em um fenômeno global, e uma das principais inspirações veio de Game of Thrones. Assim como a série da HBO, Stranger Things começou relativamente modesta, mas rapidamente ampliou seu escopo.
Os Duffer observaram como a equipe de David Benioff e D.B. Weiss expandiu o universo da produção ao longo das temporadas, aumentando a complexidade narrativa, o tamanho das locações e, principalmente, o investimento em efeitos visuais. Esse modelo serviu de argumento para convencer a Netflix de que elevar a escala também ampliaria o alcance da série.
O impacto do aumento de orçamento

Outro ponto que conecta as duas produções é o crescimento exponencial de seus orçamentos. Game of Thrones partiu de cerca de US$ 6 milhões por episódio e saltou para números muito superiores nas temporadas finais. Stranger Things seguiu caminho semelhante, começando na mesma faixa e alcançando cifras impressionantes na quinta temporada. Esse reforço financeiro permitiu criar sequências mais ambiciosas, criaturas mais elaboradas e cenas de ação que rivalizam com grandes produções de fantasia.
Narrativa expansiva e riscos criativos
Além da questão técnica, os Duffer também absorveram de Game of Thrones a ideia de evoluir a narrativa constantemente. Isso inclui aumentar o número de personagens, dividir tramas em núcleos diferentes e assumir riscos criativos que desafiam o público.
A série da HBO mostrou que crescer narrativamente pode impulsionar o engajamento — uma lição aplicada em Hawkins, especialmente nas temporadas mais recentes. O resultado em Stranger Things é uma produção que, mesmo distinta em gênero e tom, encontrou no exemplo de Westeros um caminho para se reinventar e manter sua força cultural ao longo dos anos.