A recente afirmação dos irmãos Duffer de que Stranger Things “não é Game of Thrones” reacendeu discussões sobre o tom da série e suas escolhas narrativas. A fala surgiu em resposta às críticas bem-humoradas de Millie Bobby Brown e Noah Schnapp, que defenderam a ideia de que o seriado deveria assumir riscos maiores — incluindo a morte de personagens centrais.
Para eles, a história ganharia dramaticidade se adotasse uma postura mais ousada, semelhante à da produção da HBO, conhecida por eliminar protagonistas sem hesitar.
A visão dos criadores sobre o tom da série

Matt Duffer deixou claro que a comparação não faz sentido dentro da proposta original do universo de Hawkins. Segundo ele, Stranger Things sempre foi um híbrido de aventura, nostalgia e horror leve, com forte apelo emocional e foco no crescimento dos personagens.
Matar figuras como Mike, Eleven ou Dustin mudaria completamente o DNA da obra, deslocando-a para um território muito mais sombrio e fatalista. “Não estamos em Westeros”, destacou o criador, reforçando que a série não foi concebida para reproduzir o mesmo nível de brutalidade. Além disso, os criadores afirmaram que não haverá algo como o “Casamento Vermelho”, e se alguém espera isso, pode se decepcionar.
Expectativas para a temporada final
Apesar de defender a identidade da série, Duffer reconheceu que a equipe já considerou eliminar vários personagens e que a temporada final terá, sim, mortes importantes. A diferença está no equilíbrio: o objetivo não é chocar gratuitamente, mas encerrar arcos de forma coerente com a trajetória dos protagonistas.
Assim, a fala de que Stranger Things não é Game of Thrones funciona como um lembrete ao público de que Hawkins segue suas próprias regras — e que, embora haja perdas no caminho, o espírito do grupo continua sendo o coração da narrativa.