Supergirl – 2×22 – Nevertheless, She Persisted [SEASON FINALE]

Imagem: CW/Divulgação

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Chegou o grande momento! Supergirl chega ao fim de sua segunda temporada, mostrando a evolução que a história teve durante todo o seu percurso, mesmo com alguns deslizes cometidos. Esse episódio final começou no mesmo ponto onde terminou o anterior, com Superman sendo dominado por Rhea. Logo de cara, é mostrado que a vilã dominou o homem de aço, através da kryptonita prata. Como foi bom rever o artefato sendo explorado novamente numa série da DC, pois a única vez, que eu me lembro, dela ter sido mostrada foi na quinta temporada de Smallville, e naquela época não foi totalmente de forma bacana.

O confronto entre os primos aconteceu de forma imediata, e não esperava que essa luta épica viesse nos minutos iniciais. Independente disso, foi uma sequência espetacular, bem dirigida, e tirando o fôlego do começo ao fim. Quando falaram que Zod seria introduzido nessa finale, fiquei bem preocupado de tudo se tornar uma grande bagunça, com a daxamita tentando dominar a Terra, Lillian Luthor de volta. Mais um antagonista aos 45 do segundo tempo seria muito arriscado, mas ainda bem que tudo não passou das alucinações de Superman, em decorrência da kryptonita. Eu gostei de Supergirl vencendo a luta, mas não pelo fato da série ser dela, e sim serviu para mostrar o quanto a personagem evoluiu como heroína nesses últimos dois anos, de como está mais forte, não fisicamente apenas dizendo, e ainda mais que seu primo estava totalmente fora de si.

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Fiquei com um medo grande de tudo que viesse depois se tornasse uma grande barriga, com direito a encheções eternas de linguiça, mas ainda bem que os roteiristas conseguiram manter a agilidade e o dinamismo dos momentos iniciais. Logo na sequência, os dois heróis então decidem partir para o plano de derrotar a rainha de Daxam, e um duelo entre as duas personagens é o grande marco do desfecho desse segundo ano. No meio disso tudo, eu estranhei muito Lillian toda solícita em ajudar a derrotar Rhea. Também, depois de perder o trono de vilã da temporada, até eu me juntaria ao inimigo para isso. Brincadeiras à parte, fiquei com receio de Supergirl acabar por utilizar o plano da matriarca Luthor, mas isso é algo que comentarei melhor ainda nesse post.

A apreensão pela batalha final apenas aumentava, e quando esse momento finalmente chegou, eu estava quase morrendo aqui de tamanha ansiedade. Como a vilã adora jogar sujo sempre, é claro que a luta não seria apenas o centro das atenções, e como forma de distrair a rival, ela acabou mandando seus súditos atacarem National City, e eu dando altos pulos aqui assistindo. O melhor de tudo isso, foi que pela primeira vez posso dizer que o Team Supergirl finalmente agiu totalmente junto em cena pelo mesmo propósito.

J’onn despertou de seu coma, contando com a ajuda de M’ggan. Se eu gostei da volta dela? Com certeza, pois depois de sua última aparição, meu shipp alert marciano explodiu aqui, e o bom que eles conciliaram isso com toda a preocupação de manter tudo em ordem. A vinda de outros marcianos brancos refugiados veio com uma ajuda e tanto. Além deles, Mon-El, Superman, Guardião, Alex, Maggie, e até mesmo Winn estiveram em ação, para que nossa heroína não fugisse de seu foco.

Como o pudor de Rhea é igual zoeira, não tem limites, obviamente que ela jogaria mais sujo ainda. Como se não bastassem os ataques a National City, a vilã ainda lutou cheia de kryptonita, para enfraquecer a rival. Nesse momento eu já estava desistindo de tudo, temendo o pior. Mesmo assim, Supergirl não desistiu e arranjou o máximo de força possível para deter a mãe de Mon-El. Só que apesar disso ter acontecido, essa luta inevitavelmente se tornaria letal para nossa protagonista, pois isso acabaria custando a própria vida, com o risco da Terra ser dominada definitivamente pela megera.

Imagem: CW/Divulgação

A sequência disso nos prova unicamente algo que não podemos negar, o amadurecimento de Kara. Se parar para vermos ela quando a série estreou há quase dois anos atrás, era nítida a imaturidade da personagem, o quanto ela era totalmente egoísta, e fazia tudo girar ao seu redor. Com as experiências que ela foi adquirindo no decorrer de todo esse tempo, ficou claro a mudança drástica por parte dela. Temendo pela própria vida, a heroína acabou cedendo em ativar o mecanismo de chumbo, fazendo com que todos os daxamitas que estivessem na Terra fossem extintos, incluindo Mon-El. Em outros tempos, ela com certeza teria optado por seu grande amor, e preferir até morrer por isso, só que ela pensou em toda a população terrestre, ela deixou o egoísmo de lado, e mostrou o porquê de carregar o simbólico fardo em seu peito. Foi uma atitude admirável, e que ganhou diversos pontos comigo.

É claro que nem tudo são flores, e o preço que ela pagou para derrotar Rhea foi altíssimo. Mon-El teve que sair às pressas da Terra, enquanto havia tempo para sobreviver, mas essa não foi a última vez que o personagem foi visto. Zona Fantasma? Terra 1? Ainda não sabemos qual foi o destino dele, mas com certeza o portal em que a nave dele entrou nos momentos finais, com certeza será abordado mais intensamente nos primeiros episódios da terceira temporada.

Não posso terminar a review sem antes falar dela, a verdadeira rainha dessa série. Cat Grant apareceu menos que o episódio passado, porém não deixou de ser épico. A cena dela se maquiando por conta de Clark foi icônica, mas seu melhor momento foi a conversa que ela teve com Kara, e logo em seguida mostrando que definitivamente sabe que sua pupila é a Supergirl. Por conta disso, nada mais justo dela aparecer no próximo ano em uma quantidade maior de episódios, vamos torcer para Calista Flockhart aceitar aparecer em pelo menos o dobro do que dessa vez, já ficarei bem satisfeito.

Supergirl encerra sua segunda temporada de forma consolidada, com alguns altos e baixos, mas com seus respectivos desfechos adequadamente, rendendo o melhor episódio da série até o momento. Vamos torcer para que o ano três da série não sofra do mesmo mal que ArrowThe Flash, que ela possa quebrar essa maldição da DC na TV atualmente. Mais uma vez Cadmus ficou para segundo plano, e talvez na próxima temporada as coisas não sejam diferentes, com o cliffhanger deixado nos instantes finais. Aquele bebê que mostrou sendo enviado na Terra no passado é o Apocalipse sim ou com certeza?

PS: Cat falando que não conhece Star Wars, sendo que Calista é casada na vida real com Harrison Ford, o Han Solo da franquia.

PS 2: Na mesma conversa, ela também cita Rob Lowe, que coincidentemente trabalhou com Calista em Brothers & Sisters, na ocasião interpretando o marido da personagem da atriz.

Até a próxima fall e obrigado por acompanhar minhas reviews aqui no Mix!

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