Supermax – 1×05 – Episódio 5

Imagem: Banco de Series

Imagem: Banco de Series

Continua após as recomendações

 

E aí, galera! Tudo bem com vocês? Chegamos para mais uma review de Supermax e já vou dar início criticando: Supermax não é tudo isso. Bom, eu gosto, não vou mentir, mas falta muito para ser uma série tão boa assim. Este episódio me deu sono em diversos momentos, com uma narrativa lenta, poucos diálogos e uma lentidão absurda para desenvolver a os mistérios. O que eu gosto  de verdade em Supermax são as histórias dos personagens, que sempre começam e terminam de uma forma – em sua maioria – surpreendente.

Continua após a publicidade

Vou começar comentando sobre a doença da Cecília. Eu não acredito que isso tenha sido plantado pela produção, acho que foi uma infelicidade do destino o que ela está passando, o que acaba gerando conflitos internos em cada um dos participantes, criando loucuras e teorias da conspiração. A questão é que, lá dentro, eles sempre irão achar que tudo está sendo planejado contra eles e claro, muitas coisas com certeza não acontecem por acaso. Mas quanto à Cecília, eu acho que foi uma tragédia inesperada. Sem comer, em um ambiente inóspito, tudo conspira para que ninguém sobreviva ali dentro. Agora, se isso é realmente um reality show, cadê os direitos humanos?

Este foi um episódio que me fez refletir em alguns momentos. Algumas coisas acontecem na nossa vida e nos fazem agir impensadamente, mas será que justifica os nossos atos? O passado de Cecilia e Janete deixam esta pergunta no ar. Duas grandes histórias, que fazem a gente pensar. Será mesmo que o fato do filho da Cecilia estar morrendo justifica que ela mate o filho de outra pessoa? É claro, a ocasião faz o ladrão, mas ela foi tão cruel com uma outra mãe, mesmo sabendo como a outra mulher iria se sentir. Por outro lado, ela estava vendo o seu filho morrer e uma mãe move montanhas para salvar o filho. Talvez ela não seja uma pessoa ruim, só uma mãe desesperada, mas isso certamente deixou uma mancha que ela jamais irá esquecer. Essa doença, justiça divida, talvez? Vai depender do que você acredita.

Outra grande história – talvez a melhor até agora – foi a de Janete. Os roteiristas de Supermax tocaram uma ferida que vem sendo cutucada cada vez mais nos dias de hoje e mostraram como o preconceito pode gerar consequências catastróficas. Janete era Luiz, que cresceu sabendo que era Janete, mas a família e a sociedade não aceitavam. E isso gerou uma vida inteira de preconceitos, de tristeza, de sofrimento, de agressões. Que pessoa não guarda rancores obscuros depois de passar pelo o que ela passou? Depois de apanhar tanto do pai e de não ter o apoio de ninguém? Janete passou pelo que muitos ainda passam, sempre em busca da aceitação e do amor do pai, que nunca a aceitou. E quando parecia que estava aceitando, a traiu. Eu senti muito por ela, muito mesmo. Isso é algo triste, deixa uma pessoa miserável e eu não desejo nem para o meu maior inimigo. A questão que fica é: a vida miserável nas mãos do pai justifica o fato dela ter matado o próprio pai?

Eu senti muito pela Janete, principalmente quando teve que reviver aquilo com as agressões de Luisão, que já se mostrou um verdadeiro babaca e peguei nojo eterno, dele e de Diana, que é uma preconceituosa. Comentário ridículo que eles fizeram e mostrou que são duas pessoas baixas e de mente pequena. Luisão é um agressor e tem que conviver diariamente com os seus demônios, mas nem vou mentir, adorei que Janete se colocou de pé e deixou claro que com ela ninguém mexe mais. Uma mulher que ficou presa em uma cadeia masculina, certamente ela aprendeu com a vida e acho que está claro hoje ela sabe como lidar com gente assim.

De uma forma geral, Supermax surpreende com as histórias, mas deixa a desejar em relação ao mistério, algo que eles prometeram explorar. O desenvolvimento continua tímido e algumas atuações são sofríveis quando eles precisam fazer cara de medo. Não poderia me importar menos com a expedição do trio, mas confesso que fiquei curiosa para saber o que aconteceu com a Sabrina.

Para encerrar, somente um comentário sobre Bruna: ela parece um fantasma. Ela está sempre observando, com cara de que está planejando algo e ela me intriga demais. Gosto da personagem, ela me chama a atenção e espero plots interessantes para ela no futuro.

Pessoal, por hoje ficamos por aqui. Obrigada pela visita e nos vemos na semana que vem. Beijos e até lá!

Tags Supermax
Avatar

1 comment

Add yours
  1. Avatar
    Bruno 1 novembro, 2016 at 14:42 Responder

    Tá tudo arrastado demais. Faço força pra não dormir, de verdade.
    Quero ver morte. Quero demônios, quero fantasmas, quero monstros.
    Ta chato demais

Post a new comment