Supermax – 1×09 – Episódio 09

Imagem: Banco de Séries

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É oficial: desconheço os meus sentimentos reais sobre Supermax. É um misto de emoções, sabe? Tem momentos em que eu penso: “nossa, essa série é boa demais”, em contrapartida, em outros, “Meu Deus, eu não aguento mais”. E no episódio dessa semana, foi exatamente assim que eu me senti durante os quarenta minutos.

Uma coisa é fato: teve sangue e teve demais. Estou até em dúvida se estamos falando de Supermax: Ronoake, porque teve muito sangue. Eu, particularmente, fico mais impressionada com cenas ensanguentadas do que com o terror psicológico em si, então me deixa bastante impressionada e enjoada. A questão é que a narrativa continua lenta e isso me deixa bastante frustrada. Teoricamente, a série deveria nos inspirar a criar teorias e a buscar pistas para entender o que está acontecendo lá dentro, mas na verdade, fico estressada e com preguiça, porque a coisa não anda e o universo de Supermax fica bastante irritante.

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Se formos analisar profundamente, este episódio, apesar de ter impressionado, não teve um desenvolvimento muito grande da história e já estamos no número nove, então não sei o que pensar.

Confesso que achei bastante intrigante esse plot que arrumaram para a Bruna, afinal, quem não quer ver Mariana Ximenes com um bebê satânico dentro dela? Se estamos em busca de um espírito bizarro como American Horror Story, é isso que precisamos ver. Aliás, é isso que quero tanto ver. O que me preocupa é que muita coisa acontece ao mesmo tempo e não tenho certeza que eles conseguirão resolver tudo de uma forma satisfatória.

Como eu disse, muita coisa acontece junta e, só neste episódio, tivemos Bruna, Zé Augusto, Luisão e Nando nos holofotes e parece que tudo acontece rápido demais e a gente acaba perdendo o foco. Sem dúvida, o destaque de hoje vai para Luisão, que morreu de uma forma brutal e me deixou com do de estômago. Sem contar o aparecimento do Piggy Man (tenho certeza que Ryan Murphy ligou para os roteiristas para dar umas dicas, porque isso é a cara dele). Não sei se gosto disso ou não, mas gostei das consequências que isso trouxe para a trama. Talvez nós estávamos precisando de um “vilão” sobrenatural para dar uma chacoalhada na história. Confesso que não gosto de ver essa violência toda, mas é isso que queremos em Supermax, queremos ir dormir com a imagem chocante na cabeça e isso eles conseguiram nesta semana.

O que me leva a acreditar que, definitivamente, ninguém está a salvo dentro da prisão e que muitos ali dentro ainda vão morrer. Confesso que eu gostaria muito, MUITO, que mais gente morresse ali dentro e que sobrasse um, ou dois e que seriam os responsáveis por desvendas todos os mistérios lá de dentro. Sim, vocês podem me mandar assistir Pânico, mas gente, seria muito interessante se a série seguisse essa linha.

Outro ponto forte do episódio foi Nando. Venho dizendo desde o começo que espero que eles sejam corajosos e introduzam a fundo a questão da religião na série, das crenças e da força da fé. É algo polêmico e gera discussões e é isso que estamos precisando na série. Neste episódio eles conseguiram, mostrando para Nando que nem sempre só a força da fé está ao nosso lado. As tentações estão sempre ao nosso redor, o caminho mais fácil sempre está piscando e tentando nos levar diretamente à ele. E a pergunta que fica é: porque Nando? Talvez o mais fraco? Ou então um dos mais fortes, mais um dos mais influenciáveis? Talvez eles querendo mostrar o embate do certo e do errado, do bom e do ruim? Supermax sendo Supermax, jogando diversos questionamentos que nunca são respondidos.

A questão é que estamos chegando no fim da temporada e, ao mesmo tempo em que muitas coisas aconteceram, poucas coisas realmente aconteceram. Chegamos até aqui com milhões de questionamentos e queremos as respostas. Não temos tanto tempo assim, mas a esperança é que vejamos três incríveis e eletrizantes episódios pela frente.

Pessoal, por hoje ficamos por aqui. Obrigada pela visita e até a semana que vem. Beijos, até lá!

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