Supermax – 1×10 – Episódio 10

Imagem: Banco de Séries

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Parece que o jogo virou. Sim, com tantos episódios se passando dentro de Supermax, com tantas tentativas (as vezes frustradas) de nos assustar, com tanto terror psicológico e cenas para impressionar, o melhor episódio da temporada, até agora, foi o de hoje, que contou com uma fotografia totalmente diferente do que estávamos vendo até agora, com atuações que deram de dez a zero em muitas até o momento e que – posso estar exagerando – foi uma das melhores produções da Globo em questão de séries até o momento. Foi diferente e inesperado, é claro, mas foi bonito de assistir, foi interessante e realmente me prendeu.

A real é que precisávamos de explicações, precisávamos entender melhor o que estava acontecendo e nada melhor do que um episódio flashback para isso, certo? Certíssimo! E eles não deixaram a desejar, eu fiquei bastante animada com o rumo da história e vou comentar aqui com vocês.

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Logo de cara já pensamos: este estrago todo por causa de uma mosquinha. Eu achei este episódio bastante didático, porque realmente conseguimos entender muitas coisas partindo dele. Um vírus, que tirava de dentro das pessoas a sua fera interior, imunes a dor e ao medo. Uma pessoa com este sintomas passa a ser invencível em qualquer situação. E isso tudo nos levou a conhecer o religioso Nonato e vamos comentar sobre ele adiante.

Chegamos em um momento da história em que Supermax tocou em um ponto extremamente importante e relevante: a intolerância. Não gosto e não vou generalizar, mas religiões, normalmente, criam pessoas intolerantes. É claro que para Nonato era mais fácil enxergar com olhos preconceituosos e apontar o dedo para aqueles que não se comportavam conforme suas crenças, e eu não julgo, não é culpa dele. Na minha opinião, religiões são lavagens cerebrais, que muitas vezes cegam às pessoas para a realidade que está bem ali, na frente delas.

A atuação de Marcio Fecher estava impecável, eu gostei bastante. Ele conseguiu passar todo o sentimento que estava sentindo a cada cena e, acredito eu, a cena em que ele tem que matar o próprio filho é algo que eu vou me lembrar sempre. Foi muito doloroso, foi uma cena linda, forte, intensa e que me fez chorar (não que isso seja novidade). Nonato não era uma pessoa ruim, não merecia passar por essa tristeza de matar a esposa e seu próprio filho em função do vírus. Era ele era apenas um homem criado sob convicções duvidosas.

Eu confesso que nunca imaginei o destino que seria dado a Nonato (sim, eu sou bem lerda para pegar as coisas no ar), mas amei, de verdade. Não achei absurdo, não achei fora da casinha, não achei mal feito ou algo viajado… eu gostei de verdade. Estamos falando de Supermax e eu não esperava nada além disso. Li alguns comentários e percebi que muita gente achou descabida a transformação de Nonato, mas, para quem não entendeu, ele passou por essas transformações em função da radiação da caverna que ele encontrou quando fugiu com o Mauro.

E aqui, entramos em mais um ponto da questão da religião: os desígnio de Deus. As vezes, nós acreditamos tanto na religião e no poder da fé e algo acontece e tudo que fazemos é nos questionar, “por que assim?”, “por que comigo?”. Nonato, que era um cara que acreditava tanto em sua fé, sempre tão focado nas suas crenças religiosas, foi deixado sozinho diante de situações tão difíceis, no meio da morte da sua esposa e filho e agora se transformando no demônio. Nonato, ou Baal para os íntimos, se revoltou contra a sua própria fé, porque no momento em que mais precisava, só a sua fé não salvou as pessoas que ele tanto amava. Isso o transformou em ser maldoso, sem piedade ou compaixão e repito, uma sequência de cenas de arrepiar.

E o que deixa tudo ainda mais interessante é que, aquelas mulheres que ele detestava em função do seu preconceito, foram as primeiras a se juntarem ao exército do demônio, contrariando tudo aquilo que Nonato acreditava, deixando a mensagem de que o bem nem sempre vence o mal, de que nós estamos rodeados por sentimentos ruins, por coisas ruins e que, não importa no que a gente acredita, não estamos imunes a nada.

Eu posso afirmar, com tranquilidade, que cheguei bastante satisfeita no fim deste episódio. A história me agradou, senti que recebemos algumas respostas, as atuações foram excelentes e parece que conseguimos sair um pouco da mesmice que vinha se arrastando nos episódios de Supermax. Agora que conhecemos Baal e sua história, a pergunta que fica é: como isso irá refletir dentro da prisão? Salve-se quem puder e nos vemos na semana que vem! Até lá!

1 comentário

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    Bruno D Rangel 2 dezembro, 2016 at 10:03 Responder

    Com certeza foi o melhor episódio! E as melhores atuações! Dez a zero não em algumas, mas sim em todas as atuações até aqui Hehe.

    Isso também explica o sotaque nordestino da voz falando com Nando no episódio anterior.

    Pena que essas explicações vieram tão tarde, deixando os outros nove episódios arrastados e alguns até chatos. Temos dois episódios pela frente. Nesses dois episódios espero que todos na Supermax morram, pois não simpatizei com nenhum, ainda mais depois das atuações desse episódio 10 haha. Quero ver morte, quero ver sangue.

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