Supernatural – 11×10 – The Devil in the Details

Fonte: spoilersguide.com

O décimo episódio foi excelente por alguns motivos. Acho que não temos muito para reclamar de um episódio que já começa bem e tem um decorrer estável, tudo no mesmo nível de qualidade. Para falar a verdade, gostei muito dos personagens de apoio: tanto Ambriel quanto Billie fizeram ótimos momentos e interpretaram muito bem. Uma pena que a primeira teve que morrer tão prematuramente, nas mãos de Amara, pois eu esperava que ela pudesse fazer participações futuras. Billie, no entanto, rouba a cena sempre que aparece. Uma personagem valiosíssima para a série.

Outro ponto interessante aqui é a natureza frágil de Castiel. Por mais que ele seja um personagem exteriormente todo poderoso desde que foi introduzido, um badass, ele demonstra-se fraco de espírito e totalmente abalável e propenso a manipulações. Isso tudo foi mostrado no ponto principal do episódio, que foi a característica manipulação de Lúcifer, sempre tentando jogar com as outras pessoas. Sam eventualmente viu isso, mas Castiel não teve o mesmo discernimento. Por estar abalado devido às palavras de uma colega anja anteriormente, ele decidiu fazer-se de mártir (mais uma vez, Cas? Sério?) e tornar-se o novo receptáculo de Lúcifer, algo que eu não esperava que ele fosse fazer, juro. Um excelente plot twist.

Outro momento louvável foi o diálogo final entre Crowley e Rowena. Cheguei a ter arrepios. Mark Sheppard entregou uma excelente atuação, como sempre, o que acrescentou essa tensão e tangibilidade ao momento que quase arrancou lágrimas do Rei (deposto?) do inferno. E a cena seguinte não perdeu o ímpeto e entregou uma das melhores reviravoltas dessas últimas três temporadas. Maravilhoso ver que o rei do inferno ainda tem medo.

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O que eu posso criticar aqui é apenas a escolha da escuridão como vilã da temporada. Aliás, não a escolha da escuridão, mas seu desenvolvimento. Até agora não consegui sentir de Amara o mesmo nível de ameaça de outros vilões. Fica claro que ela tem uma gama de poderes, é invulnerável, etc. Mas, simplesmente, ela não é tão ameaçadora. Acho que se assemelha até certo ponto à Eve, da sexta temporada: ambas tiveram grande hype, mas não conseguiram (Amara pelo menos até agora, não conseguiu também) ultrapassar as expectativas. Na verdade, nem fizeram jus às expectativas. Eu também gostaria que Michael e Adam (o terceiro Winchester) tivessem aparecido. Sinto que pelo menos o final do Adam não foi tão legal, ainda mais porque ele deve estar sendo torturado assim como Sam foi, o que é muito triste e incômodo. Queria ter tido finalmente o desfecho deles. Um desperdício de oportunidade.

Bem, ao final de tudo foi um episódio que marcou a temporada, possivelmente o melhor. Com Lúcifer de volta, uma série de side plots iniciados na quinta temporada pode ser solucionada, como por exemplo o Anticristo, Jesse, que nunca mais apareceu e sequer foi mencionado. Há um grande universo de possibilidades a ser explorado com esse último desenrolar da trama.

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Roger Olly

Virginiano com ascendente em gêmeos. Fã de The Magicians e Imposters. Faço reviews de New Girl, Teen Wolf e escrevo a coluna Spoiler Alert.

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