Supernatural – 11×13 – Love Hurts

Fonte: spoilersguide.com

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Que filler bom, hein? O episódio dessa semana, com o espírito do dia dos namorados a todo vapor, vem recheado de corações partidos (na verdade, arrancados). Tem de tudo um pouco: traição, bruxas, momento dos irmãos e Dean descobrindo que deseja a Amara (e eu já tinha falado disso na review passada/todos nós já sabíamos!). A única coisa que não teve foi desenvolvimento da trama principal, mas isso é o de menos, se formos observar a qualidade do episódio como um todo.

Sobre a trama do episódio em si  eu senti, no núcleo, uma semelhança grande com It Follows, filme de terror de 2014, em que o meio de transmissão da maldição é sexual, enquanto que em SPN foi por beijo. O fato de termos um episódio inspirado em um blockbuster não é algo novo, mas ver um filme tão recente gerar um capítulo tão bom da série definitivamente merece thumbs up. E enquanto o original gira em torno de um terror psicológico, pelo fato de a criatura não poder ser vista por ninguém além da próxima vítima, Love Hurts”, em contrapartida, dá um foco na parte da violência e da luta mesmo, um ”terror” bem físico (pena que a motivação da bruxa tenha sido tão bizarra e mal explicada, pareceu algo meio jogado, superficial demais).

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O episódio, até por não ser da trama principal, trouxe muitas semelhanças com as primeiras temporadas: um caso estranho, os irmãos pesquisam a mitologia, salvam uma vida, matam um vilão. E, por mais que pareça formuláico, é bem bacana, principalmente porque sempre são adicionadas criaturas novas e perspectivas diferentes. Outro elemento trazido foi um momento entre os irmãos. Fazia um tempinho que eles não tinham uma conversa no final do episódio que fosse realmente interessante e cativante e aqui finalmente aconteceu. Acho que mesmo que o episódio tivesse sido ruim, o momento final teria valido a pena da mesma forma.

Levando em conta tudo que aconteceu e a temporada como um todo, foi um ótimo episódio. Trouxe uma reflexão bacana, mas explorada de forma secundária, de que não devemos dar nossos corações para qualquer um, e definitivamente, não parta o coração de ninguém, porque você pode ter o seu partido (ou arrancado). Trouxe também momentos de nostalgia das temporadas passadas, como Dean sendo pegador (ainda que offscreen), o papo dos irmãos, pedra, papel e tesoura, e um vilão do dia. A única coisa que me incomodou foi o Sam usando “feminista” como uma ofensa. Achei a fala bem desagradável. Sério, Sam? Isso foi, me perdoem o trocadilho, de partir (e arrancar) o coração. A motivação da vilã principal também foi meia boca, mas nada que pudesse prejudicar gravemente o prazer de um episódio tão divertido.

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