Supernatural – 12×04/05 – American Nightmare/The One You’ve Been Waiting For

Imagem: Youtube/Reprodução

 

Os episódios 4 e 5 desta temporada de Supernatural podem ser classificados como “dentro da normalidade” e “totalmente sem noção”, respectivamente.

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Em “American Nightmare” encontramos uma trama meio “Stigmata”. Olivia Sanchez, uma assistente social, é atingida por ferimentos semelhantes aos estigmas de Jesus (chicotadas, chagas, furos nas mãos e nos pés) e acaba morrendo por conta disso. Um jovem é atingido pelas mesmas injúrias que Olívia enquanto trabalha de entregador em um supermercado. Estanho, hein? Os casos chamam a atenção dos Winchester que, ao cruzar os caminhos que o garoto costuma percorrer com os de Olivia Sanchez, descobrem que há um ponto em comum: ambos visitaram o mesmo local, a casa da família Peterson. Eles são conhecidos pelo fanatismo religioso.

A família Peterson possui quatro membros: pai, mãe, filho e filha. A filha, Magda Peterson, morreu de pneumonia há alguns anos por seus pais não terem permitido cuidados médicos. Antes de se transformarem em fanáticos religiosos isolados do mundo, os Peterson tinham uma vida caótica: pai ausente, filhos perturbados e mãe neurótica. Após passar por um acidente de carro, eles se converteram.

A surpresa começa quando se descobre que, na verdade, Magda não morreu como todos pensavam, e sim vive trancada no porão de sua casa, enquanto é açoitada pela mãe sádica: ela acredita que a filha está possuída por um demônio. A menina é causadora de todas essas mortes, pois ao tentar pedir ajuda telepaticamente à Olivia e ao entregador do supermercado, ela infligiu a eles todo o seu sofrimento, que acabaram morrendo devido aos ferimentos. Magda possui poderes paranormais, tal como aqueles que Sam possuía lá no início da série, vocês se lembram?

O final do episódio é uma loucura, digna daqueles filmes trash de terror: a mãe tenta envenenar a família com veneno de rato, a fim de garantir que todos entrem juntos no reino dos céus. Tudo acaba com a mãe matando o filho acidentalmente enquanto tentava esfaquear Magda. A louca é presa por assassinato gritando “she is the devil!” para quem quisesse ouvir. A menina é enviada para viver com a tia em um racho, na Califórnia.

Mas quando todos pensávamos que acabou tudo bem, que aparece aquela cena do Impala acelerando em uma longa estrada, acontece uma tragédia. Em uma parada do ônibus que a leva em direção à Califórnia, Magda é assassinada dentro do banheiro da rodoviária. Quem a matou? Quem, quem, quem? O tal do Mr. Ketch, aquele que faz parte dos Homens das Letras britânico. OMG! Por essa eu não esperava! Já tinha até esquecido desse pessoal, sinceramente!

O episódio 5, por sua vez, é uma viagem no verdadeiro estilo Supernatural. Em “The One You’ve Been Waiting For”, tudo começa quando uma senhora tenta adquirir um relógio antigo com um símbolo nazista, da década de 1930, em um antiquário. Após discutirem o valor a ser pago, ambos entram em combustão ao tocar no objeto e morrem queimados. Esta não é a primeira vez que isso acontece na série: os Thule, fraternidade nazista que desejava dominar o mundo, em uma obsessão tipo Pink e Cérebro, também faziam os inimigos pegarem fogo assim, do nada. Eles são necromantes: usam magia para se tornarem quase imortais, com ênfase no “quase”, pois eles podem ser mortos se forem baleados na cabeça ou queimados. Esse caso chamou tanto a atenção de Dean que, ao ler a notícia na internet, até abriu mão de comer tortas! Após verificarem que o antiquário era um reduto de relíquias nazistas, Sam e Dean descobrem que o relógio pertencia a alguém muito próximo ao Hitler (ele mesmo, o ditador de bigodinho).

Em outro canto da cidade, uma garota chamada Ellie vê seu apartamento ser invadido por dois homens que transformam seu namorado em cinzas. Ela consegue fugir, mas é encontrada pelos Thule. Para sua sorte, os irmãos Winchester estavam por perto e começam a seguir o carro onde a jovem está algemada. Ao resgatarem Ellie, Sam e Dean prendem um de seus captores que, após ser gentilmente persuadido sob a ameaça de uma pistola apontada para seu pescoço, começa a revelar os segredos da trama que envolve os Thule.

No geral, o objetivo dos Thule é trazer Hitler de volta à vida! Para isso, o Comandante Nauhaus, que era amigão do ditador austríaco, se dispôs a doar o seu corpo, tal como um receptáculo para o espírito do outro reencarnar. Só que para tudo isso dar certo, ele precisam do relógio, que seria uma “horcrux” contendo parte da alma de Hitler (Harry Potter forever! Hehehe), e do sangue de um de seus descendentes. É aí que descobrimos que a garota é parente do líder nazista.

Para variar, Ellie é capturada novamente (ela foi sequestrada e “re-sequestrada” umas três ou quatro vezes durante o episódio!) e os Thule começam o processo de trazer Voldemort, oops, Adolf Hitler de volta à vida. Esta parte é muito engraçada: Hitler é um fanfarrão, zoa com a cara de todo mundo! Mas no final ele é morto pelos Winchester, mais especificamente por Dean, que não para de se gabar de seu feito heroico.

Ambos os episódios são bons ao seu modo. O episódio 4 mostra um pouco do drama dos Winchester, pois em alguns momentos, frases como “às vezes o melhor para uma família é separá-la” são mencionadas, em uma referência clara à relutância de Dean em aceitar a partida da mãe. O episódio 5 é aquela típica história “para encher linguiça”. Esta é uma alternativa comumente utilizada pelos produtores de séries com temporadas muito longas, como é o caso de Supernatural. Apesar disso, o episódio é hilário! A referência a Harry Potter foi sensacional, quase tive um treco de tanta emoção!

Os episódio 4 e 5, apesar de parecerem não relacionados, podem trazer informações muito importantes para o desenvolvimento da trama, como por exemplo, o fato de abordarem o assunto dos receptáculos. Outra questão interessante é o fato de Sam também já ter possuído poderes paranormais. Somente depois que ele deixou de ser o receptáculo do “chifrudo” é que esses poderes, aparentemente, sumiram. Será que eles podem retornar nesta temporada? Coitado do Sammy! Este seria um ponto sensacional a ser revisitado! Tenho saudade daquela época de Lilith, Ruby e companhia…

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