Tá no Ar faz bonito com suas críticas na estreia da temporada 2017

Imagem: Rede Globo/Divulgação

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Existe uma célebre frase, de autor desconhecido, que traduz muito bem, ao meu ver, a situação do humor na televisão brasileira antes de Tá No Ar: “Para cada queda, um recomeço”.

Célebres nomes da comédia nacional fizeram a graça de muitos telespectadores por aí… Começando pelo saudoso Chico Anysio, nos tempos auges do rádio e da TV ou, então, recordando o sucesso da TV Pirata no final da década de 80. Quem sabe, até citando a grande sequência do humor crítico de Casseta e Planeta nos anos 90 e 2000. Dentre grandes nomes, até mesmo comédias mais “recentes”, como Zorra Total e A Turma do Didi, chegaram a fazer a graça dos finais de semana na década passada. Contudo, a qualidade do humor simbólico e crítico, foi dando lugar a um novo tipo de diversão.

Passamos por uma era de comédia mais escrachada, mais robusta, mais besteirol do que estávamos acostumados. E nesse jogo de cintura a Rede Globo perdeu um pouco do sucesso e qualidade de suas produções cômicas. Mas, como bem disse na frase acima, tudo era parte de um plano maior. Tá no Ar vem crescendo, e muito, com suas premissas críticas na televisão aberta.

Imagem: Rede Globo/Divulgação

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O programa tem um humor irônico que convida o telespectador a se divertir com as próprias piadas. Durante os esquetes, percebemos diversos pensamentos sociais sendo implementados com uma dose certa de humor, e isso fica ainda mais claro na estreia da temporada 2017. O fato de Sandy ser uma menina certinha, não a impede de falar palavrão. Os subtítulos gigantescos de Malhação, podem muito bem ser substituídos por títulos dos filmes de James Bond. A autocritica traz o humor mais pra perto do telespectador, que entende e se identifica com as tiradas do programa.

O humor refinado, a ousadia, o formato inovador… Tudo vem com o intuito de passar uma opinião e uma informação, de maneira leve e sutil. O programa trabalha muito bem a relação entre emissoras, apresentando uma sátira inteligente, bem construída, e que só melhora a cada edição. Temos também um aspecto de interação com as plataformas da mídia, utilizando de criticas à novas tecnologias para mostrar que o mundo está mudando e nós, mudando com ele.

Um retorno bem trabalhado, com esquetes divertidas e análises de grandes problemas sociais. Há uma abordagem interessante do machismo na sociedade, do racismo na televisão, de questões religiosas… Tudo isso associado a um bom humor e à grandes referências da televisão mundial. Pra quem busca diversão por meio de críticas e sátiras, vale muito a pena conferir…

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Lucas Franco

Lucas Franco

Mineiro, Escorpiano, 20 Anos, Estudante de Medicina. Direto do Arkham Asylum para o Mix. Eterno fã de Chuck, E.R. e Friends (RIP). Por entre as madrugadas vive a dualidade dos estudos e das séries. No Mix, escreve as reviews de Quantico, The Good Doctor e Legends of Tomorrow.