Taken – 1×01 – Pilot [SERIES PREMIERE]

Imagem: NBC Divulgação

Se você conhece um pouco de cinema, deve conhecer o filme Busca Implacável, com o Liam Neeson no papel de Bryan Mills, onde sua filha é sequestrada na França e Mills faz um estrago no país atrás da filha. Pois bem, Taken é a série derivada da franquia de Busca Implacável, porém, completamente diferente.

Há quem diga que não podemos julgar uma série pelo seu piloto, mas Taken deixa alguns buracos que precisa ser falado. Ao contrário da franquia, onde acontece um sequestro e Bryan faz de tudo para resgatar a filha, na série, a sua irmã morre assim, na hora. Assim como no filme, Mills é um ex-militar, que fez coisas no passado, e agora, seu passado está de volta. Acontece que Bryan matou um homem em uma missão no Afeganistão – terrorista – e o pai do mesmo, voltou para acertar as coisas com Bryan. E quem pagou foi sua irmã, que como falei, já é morta logo no início.

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O piloto tem tantas informações, acontece tudo tão rápido que dá vontade de apertar pause para respirar. O que muito me irritava no filme, não houve na série: O personagem principal não é invencível, ele não ganhou todas, na luta dentro do trem, levou um tiro. Acredito que Mills na TV, nem sempre vai ganhar.

Outro fato completamente diferente – porém incrível – dos filmes é a agência que monitora terrorista.  Uma agência que age meio nas sombras, não há um tiroteio a céu aberto, correria atrás das pessoas, eles deixam rolar. Como no piloto, onde colocam uma escuta no celular de Bryan, não para protegê-lo e sim para chegarem até o terrorista que estão a tempos procurando. Os agentes trabalham de uma maneira incrivelmente inteligente, manipulando as pessoas até a verdade, sem que elas saibam que estão sendo manipuladas ou qualquer coisa do tipo. Fato esse que será indispensável para o restante da série, surpreendendo quem assiste, como quando interrogaram o terrorista do trem, onde você realmente chega a acreditar que eles são os advogados.

O final, confesso que meio óbvio – menos na parte onde você descobre quem é o cara que quer Bryan morto –  teve um desfecho rápido e sem novidades, onde Mills acaba sendo recrutado pela agência.

Taken erra ao não trazer elementos que faziam de seus filmes tão bons, como o sequestro. Cliven Standen – eterno Rollo de Vikings –  fez um bom papel a julgar inicialmente. Porém, as cenas de ação deixaram um pouco a desejar, tudo muito ensaiado. O que fica é a dúvida se cada episódio será Bryan Mills com a agência atrás de um terrorista, agora que ele fará parte da equipe. Coisas que só saberemos na próxima segunda, na volta de Taken.

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Letícia Garcia

Paulista, jornalista e apaixonada por séries e futebol. Grey's Anatomy é a série da vida, mas também é fã de Spartacus, Supernatural, Vikings, Sons of Anarchy e Friends

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