The 100 – 3×01 – Wanheda: Part One

The 100 - 3X01

Imagem: Júnior Ferreira/Arquivo Pessoal

 

E teve início a terceira temporada de The 100. Após o longo hiatus, uma das séries mais promissoras da atualidade está de volta na tela da The CW Television Network, ou CW para os íntimos. Entre 19 de março de 2014 e 11 de março de 2015, datas da estreia da série e da exibição do último episódio da segunda temporada, respectivamente, The 100 cresceu em proporções inimagináveis. As histórias foram muito além da premissa apresentada, uma mitologia rica foi estabelecida e os personagens tornaram-se muito mais complexos do que se poderia imaginar ao vê-los presos na Arca naquele episódio piloto. E se após isso nós tivemos dez meses para roer as unhas esperando o retorno da série, a equipe por trás dela certamente fez um uso melhor do tempo, trabalhando para trazer ainda mais qualidade para o show. Pelo menos essa é a ideia que fica após a exibição de “Wanheda: Part One“, o primeiro da leva de novos episódios.

A Season Premiere da nova temporada nos guia direto até ao agora encarcerado John Murphy no que acreditávamos ser a Cidade da Luz. Preso por Jaha durante 86 dias no lugar que havia encontrado, Murphy, entre um surto e outro, assiste a alguns vídeos, como aquele em que descobrimos que a imagem de A.L.I.E. foi inspirada em uma mulher chamada Becca e que a inteligência artificial já tinha planos de executar o comando de uma explosão nuclear a fim de tornar a vida na terra melhor, uma vez que, segundo ela, o problema do planeta era a grande quantidade de pessoas. Sabendo disso, é praticamente certo que ela tenha sido a causadora das explosões que reescreveram o futuro da Terra. A verdade é que o arco da Cidade da Luz intriga ainda mais a cada segundo que ganha na tela. E falando em ganhar… Murphy ganhou mais um simpatizante ao proferir a melhor frase do episódio, típica de um adolescente infrator condenado à morte e mandado para uma missão suicida de teste num planeta repleto de radiação no qual quase foi assassinado injustamente.

Continua após a publicidade

A partir daí, somos levados ao antigo acampamento Jaha e agora Arkadia, refúgio do povo da Arca. Três meses se passaram desde os acontecimentos traumatizantes no Mount Wheater e ninguém está para brincadeira. Lincoln, que agora também vive lá, treina Bellamy e vários outros jovens. Um fato interessante, pois nos mostra que o pessoal da Arca não pretende ter mais nenhuma baixa e que todos precisam estar devidamente preparados para os possíveis confrontos, mesmo com uma trégua em vigor e a ilusão de paz se fazendo presente. Bellamy também faz o mapeamento de setores e leva consigo uma seleta equipe para o que viria a ser o primeiro confronto entre povos da temporada. Temos um Monty mais vivido, uma Raven durona que esconde suas dores no quadril, uma Octavia mais Grounder do que nunca (que prefere ir a cavalo), e um Miller… Miller. Além deles, há também um Jasper quase careca, bêbado e terrivelmente afetado pela morte de Maya, mostrando-se irresponsável frente aos guerreiros da Nação do Gelo, o que quase lhe custa a vida. Aliás, não é bom vê-lo assim tão diferente de tudo o que era e do que fez tanta gente o escolher como personagem preferido logo de cara. Mas se não podemos culpa-lo, nos restar torcer para que ele supere seu luto. De qualquer forma, que fique registrado o meu descontentamento, pois achei, sim, uma reação um pouco exagerada. Afinal de contas, não havia o que ser feito no caso de Maya. Na pior das hipóteses, mesmo que o povo do Mount vencesse, ela jamais seria poupada.

The 100 - 3X01 - 1

Imagem: Júnior Ferreira/Arquivo Pessoal

Durante o breve encontro dos povos, descobrimos que uma Wanheda (?) está sendo procurada. Mais pra frente é revelado pela boca de Indra que Wanheda significa Comandante da Morte e que, bem, é a Clarke. E isso é mais uma das consequências de tudo o que ela fez três meses atrás. Porém, os Grounders não condenam seus atos, pelo contrário, desejam sua coragem e força para si. Agora com os cabelos vermelhos e caçando na mata, a princesinha de outrora está sendo procurada por todos os guerreiros dos 12 clãs, uma vez que, para eles, é possível absorver o poder de uma pessoa ao matá-la. Ao saber disso, o povo da Arca também parte em busca dela.

Clarke partiu em sua jornada de isolamento carregando a culpa do que precisou fazer e ainda hesita em se reconectar com o seu povo. Abby conhece sua filha e sabe que mesmo que procurem, ela só será encontrada quando assim desejar. Abby, inclusive, que se dedica integralmente aos seus papéis de líder e médica de um povo para não ter que ser mãe e sofrer por uma filha que vive sozinha os perigos de um mundo ainda tão desconhecido. O fato é que depois da morte de Finn e da experiência nada agradável com Lexa, Clarke também parece mais adulta e decidida do que nunca em suas relações carnais, por assim dizer, protagonizando momentos pra lá de íntimos com Niylah, uma vendedora que teve sua mãe levada para o Mount Wheater no passado. E como foi bom vê-la com alguém, distanciando-se da dor e da culpa que tem carregado, mesmo que por alguns instantes. Não sou o seu maior fã, mas torço para que ela consiga seguir em frente e captar pelo menos um pouco do lado positivo do que fez. Por enquanto, relembrar seus atos é uma tarefa árdua e que ela prefere não fazer, ou pelo menos não comentar. Quem sabe com um Bellarke acontecendo as coisas não se tornam mais suportáveis? Torcida tem de sobra, mas para isso se tornar viável, Bellamy precisa estar solteiro outra vez e Clarke precisa escapar viva do Grounder que a surpreendeu no final do episódio.

Por fim, se tem uma coisa que eu sempre admirei em The 100 foi a sua capacidade de entregar o que promete junto de uma porção extra. “Wanheda: Part One” tinha muito o que fazer, e conseguiu. Além de responder questões cruciais deixadas em aberto no final da temporada passada, o show avança e abre um leque novas possibilidades e questionamentos. Que venha o resto da temporada para que sejamos presenteados com a aparição dos clãs e dos novos personagens e, sobretudo, com boas histórias para os nossos veteranos.

Alguns Comentários:

  • Que cena incrível aquela em que Jasper solta a música no carro. Simples, mas bastante eficiente ao mostrar que ainda há um pouco daquele personagem fanfarrão da primeira temporada;
  • Mesmo que ainda não tenhamos visto, agora sabemos que a Cidade da Luz é muito mais estranha do que poderíamos imaginar;
  • Octavia mais chata do que nunca com sua filosofia “quero ser uma Grounder”;
  • A cena em que o cantor Shawn Mendes participa representa um dos poucos momentos leves e descontraídas do episódio. Boa, pena que não durou muito;
  • Clarke lutando com a Pantera (eu acho): só faltou o grito da Inês Brasil.
Tags The 100
Avatar

Junior Ferreira

Homem-Aranha em algum universo paralelo.

6 comments

Add yours
  1. Caroline Marques
    Caroline Marques 23 janeiro, 2016 at 21:20 Responder

    Eita que fiquei com vontade mesmo, só vi o piloto e não continuei. Muito bom, tem que realmente mostrar o que foi bom e o que foi ruim também <3 arrasou sr. seriador sem limites HAHA

  2. Avatar
    Ana Zecchin 25 janeiro, 2016 at 14:03 Responder

    Grounder 4 life </3
    O que eu amava no relacionamento do Octavia com o Lincoln era a cultura diferente deles, mas a bondade que permeava. Agora a Octavia fica de mimimi e o Lincoln tentando se ajustar 🙁
    Aguardemos a conclusão de um arco tipicamente CW.
    Do resto, a série voltou tocando o terror nas inimigas <3 The 100 é fácil fácil uma das melhores séries de ficção da atualidade.

    • Avatar
      Júnior Ferreira 26 janeiro, 2016 at 03:27 Responder

      Preocupações maiores devem aparecer no decorrer da temporada. Logo eles devem se acertar outra vez.
      E sim, a série voltou com tudo.

  3. Avatar
    Ana Zecchin 25 janeiro, 2016 at 14:04 Responder

    Grounder 4 life </3~

    O que eu amava no relacionamento do Octavia com o Lincoln era a cultura diferente deles, mas a bondade que permeava. Agora a Octavia fica de mimimi e o Lincoln tentando se ajustar 🙁

    Aguardemos a conclusão de um arco tipicamente CW.

    Do resto, a série voltou tocando o terror nas inimigas <3 The 100 é fácil fácil uma das melhores séries de ficção da atualidade.

  4. Avatar
    Diego Espeschit 19 julho, 2016 at 15:20 Responder

    Adorei a review, Parabéns!
    Adoro essa série, mas odeio minha memória, apanhei de mais tentando lembrar o que ocorreu nas temporadas anteriores. Esses hiatos quebram minhas pernas.

Post a new comment