The 100 – 3×02 – Wanheda: Part Two

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Imagem: Arquivo Pessoal

 

“Talvez você não seja a Comandante da Morte, afinal…”

The 100 fez um belíssimo trabalho com o seu episódio de estreia da nova temporada. E, para a nossa felicidade, seu sucessor não ficou por baixo. Funcionando de fato como complementares, as duas partes de “Wanheda” elevaram o nível e aumentaram as apostas. Se o primeiro episódio foi fantástico, o segundo foi fascinante e, certamente, já figura entre os melhores de toda a série.

Mesmo com toda a ação (manda mais que tá pouco), pequenas pausas foram feitas e junto com elas vieram informações valiosas. A Cidade da Luz, motivo de especulação desde que foi mencionada pela primeira vez, começa a ganhar contornos interessantes, mesmo que a nebulosidade a respeito do que ela é e do que representa continue. Através de Jaha e suas visitas, podemos deduzir que o lugar é algo que talvez só exista na mente dos que creem nela. É interessante notar que todo o discurso que envolve a Cidade da Luz assemelha-se a ideia de Céu, ou Paraíso, disseminada por grande parte dos religiosos, um lugar sem dor, ódio ou morte e cheio de coisas boas. Um lugar que Jaha, quase na condição de escolhido de A.L.I.E., deseja repopular. Fato que pode nos remeter, também, ao que Noé fez após o dilúvio (aqui representado pelas explosões nucleares). Curioso, não?

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Além disso, neste episódio, pudemos ver a adição de um novo núcleo, os sobreviventes da Estação de Agricultura da Arca (entre eles a mãe de Monty), que tiverem que aprender a lidar com a Nação do Gelo desde seus primeiros momentos na Terra. O fato de o povo da nova estação se incomodar com a presença de Indra pode ser um indicativo de possíveis conflitos no Arkadia, acampamento da Arca que vez ou outra recebe Grounders aliados e que agora os acolherá também. Ainda falando de personagens novos, Niylah sofreu as consequências por aproximar-se de Clarke. Neste ponto, descobrimos que a Wanheda foi levada por um caçador de recompensas da Nação do Gelo, que vem justificando cada vez mais o temor e o ódio demonstrados por alguns personagens.

Clarke e Roan (o homem que a capturou) protagonizaram momentos interessantes, que foram de tentativas falhas de fuga a desabafos velados. Um deles, em especial, contou com a presença de um terceiro. Bellamy conseguiu rastreá-los e encontrá-los, mas como era de se esperar, o resgate de Clarke não aconteceu e ela foi de fato levada para o contratante dos serviços de Roan. A partir daí não fomos poupados das surpresas reservadas para o final. Começamos descobrindo que o caçador de recompensas é um príncipe, e como se não bastasse, ainda é filho da Rainha do Gelo. Entretanto, quem estava por trás de Roan na caçada de Clarke era Lexa, o que levanta diversas questões a respeito do rapaz. Já a comandante deixou sua jogada clara ao dizer que quer a Wanheda ao seu lado na guerra e, ao que parece, esqueceu o que aprontou no último encontro das duas na porta do Mount Wheater. Clarke, porém, não esqueceu.

Com “Wanheda: Part Two”, The 100 apressa o passo e nos deixa ofegantes ao adiantar uma sequência de acontecimentos que poderiam facilmente engatinhar por toda a temporada.

Alguns Comentários:

  1. Na marca do terceiro ano, Monty finalmente ganhou uma história de verdade;
  2. Destaque para Abby tentando convencer Jasper a seguir em frente e citando Finn como exemplo;
  3. Para Octavia e Lincoln ficarem bem basta que ele tire a jaqueta da Arca. Maduro da parte dela;
  4. O Mount Wheater deu as caras de novo e pelo visto voltaremos a vê-lo muitas vezes a partir de agora. Quantos problemas isso trará é o questionamento que eu vos faço;
  5. Clarke cuspindo em Lexa: #RESPECT.
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Junior Ferreira

Homem-Aranha em algum universo paralelo.

4 comments

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  1. Lucas Franco
    Lucas Franco 31 janeiro, 2016 at 12:16 Responder

    1) Quanto mais Jasper, melhor. Quero ver muito mais de como irão trabalhar com toda essa insanidade do rapaz nessa temporada.

    2) Os plots voltaram sensacionais esse ano. Assim como Mount Wheater na temporada anterior, não deixaram a desejar em nenhum momento até agora.

    3) Lexa e Clarke é a perfeita linha entre amor e ódio, e acredito que ninguém contesta isso.

    Parabéns pelo texto Júnior, concordo com você em tudo que disse, série tá SENSACIONAL…

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    Beatriz Miranda 31 janeiro, 2016 at 18:04 Responder

    Eu elogiei tanto a evolução da personagem Octavia que agora ela está me decepcionando bastante, que birra mais besta da parte dela, está chata já. Estou super ansiosa pros episódios posteriores, a série tem subido bastante no meu conceito e esse retorno está me deixando super animada com o que está por vir. Quero que a Raven apareça mais, é a minha personagem preferida, e gente o que fizeram com o engenheiro? Tragam-no de volta, achei ele e a Raven um casal ótimo.

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      Júnior Ferreira 31 janeiro, 2016 at 18:49 Responder

      Octavia foi do zero ao extremo tornando-se uma Grounder, mas tem sido subaproveitada. É o mesmo caso de Raven, que tem aparecido pouco e até teve seu interesse romântico afastado sem nenhuma explicação (que eu lembre).
      Mas com uma temporada tão promissora se desenhando a partir dos dois primeiros episódios, é de se esperar que elas recuperem o destaque e a importância dentro da história.

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