The 100 – 3×07 – Thirteen

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Imagem: Arquivo Pessoal/Júnior Ferreira

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O episódio da semana, intitulado “Thirteen”, foi especial nos mais diversos sentidos. Em um deles, talvez o mais interessante, a mitologia do universo de The 100 não apenas se expandiu, mas também se firmou. Assim como uma árvore que continua a crescer e precisa de raízes fortes para sustentar-se em pé, a história voltou 97 anos no tempo e nos mostrou, enfim, como o fim do mundo se deu, fortalecendo sua base e contribuindo para uma melhor compreensão e envolvimento com tais eventos que foram tão citados desde a estreia da série, em 2014.

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Em “Bitter Harvest” já tínhamos ouvido um pouco a respeito da 13ª Estação, mas foi aqui que pudemos conhecê-la de fato. Polaris, como era chamada, era a estação habitada por Becca, a criadora de A.L.I.E., que como já sabemos, foi a responsável pelos eventos catastróficos que deram fim a vida de bilhões de pessoas. Becca viu sua criação se rebelar e reescrever a história do planeta Terra, tornando-se a responsável indireta pelos acontecimentos. Depois disso, tentou consertar seu erro criando a A.L.I.E. 2, que, segundo ela, teria um caráter mais humano e garantiria a sobrevivência da raça. Voltando ao presente, era exatamente essa segunda versão que a A.I. esperava que Raven a ajudasse a encontrar. Agora sabemos que ela nunca esteve nos sistemas da Arca, uma vez que a Polaris não acoplou junto às demais estações, explicando o insucesso da A.I. na busca pela sua “irmã”.

Octavia, assim como Murphy, foi levada ao reino de Lexa, provocando mais um empasse entre as filosofias Grounder e Skaikru. Entre a fúria de seu povo e olhar de Clarke, a Heda decidiu, então, agir no limite entre os interesses dos dois povos. O Arkadia não apareceu, mas Pike deve cair, assim como todos aqueles que estiverem ao seu lado, pagando por tudo o que já fizeram. Os que quiserem fazer parte da resistência e posteriormente formar o 13º Clã permanecem ilesos, segundo as próprias palavras da comandante.

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Imagem: Arquivo Pessoal/Júnior Ferreira

Lexa ainda protagonizou outros ótimos momentos junto à Clarke. A despedida, a impossibilidade de permanecerem juntas, o beijo que demorou tanto tempo para acontecer (de novo), o além do beijo, os olhares desarmados, a morte da comandante. Ironicamente, a sucessora de Anya foi vítima da preocupação exagerada de Titus, que acabou matando-a por engano ao tentar atingir Clarke e por a culpa em Murphy. Baleada, Lexa se mostrou mais preocupada com Clarke do que consigo mesma. As últimas palavras da comandante garantiram proteção a Wanheda e valeram mais do que o “I love you” que não saiu.

Toda a sequência foi bonita, deixando transparecer um sentimento real entre elas (até então um pouco forçado). Um encerramento cheio de emoção para uma personagem sempre obrigada a caminhar mais próxima da racionalidade. Entretanto, o que mais chocou não foi sua morte, mas o que viria após ela. Titus, cumprindo o ritual dos Grounders, nos revelou que Lexa carregava a A.L.I.E. 2 em seu pescoço, abrindo as portas para as especulações.

Murphy, inteligentemente, já havia reparado que a primeira comandante tinha vindo do céu. E de fato veio. Becca chegou à Terra pouco tempo após as explosões e, muito provavelmente, foi a responsável pela estruturação da sociedade Grounder. Ela não foi afetada pela radiação da Terra, ficando implícito que tal “mutação” foi decorrente dos procedimentos realizados por ela ainda no espaço. Não sabemos se ela também submeteu alguns dos sobreviventes dos ataques aos mesmos experimentos, mas se eu tivesse que apostar, diria que sim. Até que ponto a A.I. afetou a consciência daqueles que a carregaram e se de fato ela é boa, essas são indagações que continuarão sem respostas até, no mínimo, o próximo episódio.

E uma menção honrosa: que bonito de ver esse tipo de interação entre Octavia e Indra (que ainda não sabe da morte da sua Heda). Que venham mais momentos assim.

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