The Big Bang Theory completa uma década na TV com fome de “quero mais”

Imagem: SpoilerTV/CBS/Divulgação.

Neste mês, The Big Bang Theory completou dez anos. Com uma década no ar, a série se firmou como a segunda maior audiência entre todos os programas exibidos na TV aberta americana, perdendo apenas para o futebol americano. Muita coisa mudou nesse tempo todo, a ponto de um “bazinga” se tornar sinônimo de cultura pop!

Em meio a tantos episódios, o desenvolvimento dos personagens ao longo desses anos é um dos grandes pontos positivos da série – e o que mais podemos destacar. A transição do Raj tímido em relação às mulheres para o Raj mais aberto socialmente, por exemplo, foi feita de uma maneira natural e gradativa. De forma que os telespectadores pudessem acompanhar e se sentir parte dessa mudança de atitude.

Outras transições bastante interessantes envolveram Leonard, Penny e Howard. Enquanto os dois primeiros nos conquistaram através de sua história de amor inusitada, o engenheiro mostrou que, mesmo com seu jeito infantil, pode ser responsável quando é necessário. Mas falar da evolução de personagens sem falar em Sheldon Cooper não seria certo. Quem diria que o físico quase robótico da primeira temporada encontraria o amor? A série soube, também, introduzir duas novas protagonistas durante a série de forma bem harmoniosa e sem se apressar. Embora ocupassem posições mais secundárias no início, Amy e Bernadette conquistaram, aos poucos, seus lugares no grupo de personagens principais da série.

Continua após a publicidade

Além do desenvolvimento dos personagens, a série em si passou teve desenvolvimento durante todos esses anos. A questão da continuidade e distribuição da história ao longo de diferentes episódios é observada com mais força nas temporadas mais recentes do que nas primeiras. No começo a série parecia focar mais na fórmula de “um episódio de cada vez”, do que na ideia de uma temporada como um todo. O que era bastante aceitável para uma série que ainda buscava se firmar.

Com a popularidade e construção de uma base sólida de fãs, a série pôde construir temporadas com histórias mais bem estabelecidas, algo parecido com o que vemos em outros gêneros e pouco visto na comédia. Na última temporada, por exemplo, o plot envolvendo o trabalho dos rapazes com os militares serviu como base para os demais acontecimentos da temporada.

Imagem: CBS

Por fim, durante esses dez anos, a série abordou os mais diversos assuntos. Desde explicações sobre a criação do universo até mesmo o debate sobre maternidade e trabalho, tudo trazendo o humor junto. Mas a abordagem de assuntos diferentes foi feita de forma gradual na série. Nas primeiras temporadas, os assuntos mais “nerds” eram os dominantes.

No início, ciência e séries e filmes de ficção científica dominavam as conversas entre os amigos cientistas e deixavam a vizinha Penny de cabelo em pé. Aos poucos as habilidades sociais e comunicativas dos personagens foram aumentando e, com isso, outros assuntos puderam fazer parte dos episódios. A entrada de Amy e Bernadette fortaleceu a presença feminina, trazendo uma abordagem ainda pouco vista na série. A visão e participação das mulheres na ciência. Mostrando que não era um assunto destinado apenas a um nicho masculino. Nas últimas temporadas, discussões sobre relacionamentos, gravidez e trabalho agregaram no amadurecimento da série, mas sem que os temas característicos da série ficassem de segundo plano.

A série está atualmente em sua décima primeira temporada e ainda não há uma data certa para o seu fim. Para a alegria dos fãs, The Big Bang Theory ainda deve continuar mais alguns anos trazendo ciência, “nerdice” e comédia para a TV. Dez anos bem vividos e com fome de quero mais…

Avatar

Matheus Ronconi

Paulista, nerd, viciado em séries e fã do Rei Leão e do Homem-Aranha. No Mix escrevo sobre The Big Bang Theory e Star Trek: Discovery.

No comments

Add yours