The Blacklist – 5×01 – Smokey Putnum

Imagem: NBC/Divulgação

Algumas séries ao longo dos anos fazem mudanças radicais no enredo, na dinâmica ou no rumo de suas histórias. Vários são os motivos: alteração no elenco, busca na melhora da audiência, ou a tentativa de estender uma série que não tem mais nada para contar.

The Blacklist  mudou bastante, mas não se enquadra em nenhum destes quesitos. O que vimos no primeiro episódio da quinta temporada foi uma transformação orgânica muito natural e agradabilíssima, revelando outras nuances, até então desconhecidas, da personalidade de cada um dos personagens. E é exatamente essa complexidade que já nos prende desde o início da new season.

Como não se deliciar vendo Red retornando aos seus primórdios, aplicando golpes pequenos, como o roubo do conversível vermelho já na primeira cena, com a tranquilidade de quem sai para tomar um sorvete. O que parece é que o fato de ter que batalhar por cada centavo novamente e recomeçar do zero, não desanimou nosso protagonista, e ao contrário,  ele mostra-se excitado e entusiasmado com a oportunidade de reconstruir seu time e seu império.

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Liz também já mostrou seu outro lado: o lado filha. Ela já entendeu que terá de aprender a lidar com a novidade de ter um pai que a todo momento a colocará numa encruzilhada em que ela precise escolher entre ser a agente ou a filha.

Voltando à montagem do time. Grata surpresa foi a aparição de Aida Torturro (eterna Janice Soprano, a irmã do grande Tony) no papel de Hawkins. Uma  contadora especializada em negócios não usuais que já se juntou a Smokey Putnum, vivido por Michael ARonov, este descrito por Red como expert na arte da ciência e logística. Reddington está formando sua nova equipe e parece estar escolhendo a dedo seus novos aliados, e mais ainda, mostra-se muito confiante sobre o rumo que tem que seguir.

E o amor está no ar com o novo casal romântico formado pelos agentes Aram e Novabi, que finalmente, depois de temporadas de impedimentos e falta de coragem, decidiram se entregar à lasciva paixão primaveril. Não consegui encontrar uma química entre os dois ainda… Esperemos pelo desenrolar da coisa para ver se isso anda.

Continuando com grandes mudanças, a situação do agente Ressler não anda nada fácil. Desde o último episódio da temporada passada (quando ele, mais ou menos, matou, não intencionalmente, a chefe de segurança nacional Laurel Hitchin), não sabíamos como seria sua reação diante da culpa e de eventuais investigações sobre o assassinato. Pois bem, graças ao homem que Red disse “saber como enterrar problemas”, Henry Prescott (aquele mesmo que faz sumir os cadáveres e os conserva em tambores guardados num armazém), que forjou uma cena de acidente da morta, o caso foi dado com encerrado.

Tudo seria perfeito senão tivesse Donald descoberto que, ao solicitar os “serviços”do rapaz, ele também venderia a alma ao diabo. Vamos acompanhar como ele vai lidar com a chantagem de Prescott, que já avisou que vai cobrar favores dele. É sabido que o agente não suporta muita pressão e até então não sabia lidar muito bem com a mentira. Esperar para ver, mas eu aposto que se apertar… ele conta.

Agora, a grande questão, sem dúvida, se dá com a volta de Tom Keen como personagem regular da série e já trazendo consigo novidades e uma mala que contém ossadas humanas. Lembremo-nos que essa mala foi deixada por Mr. Kaplan com instruções que aparentemente revelariam e entregariam um episódio ao qual Red precisa desesperadamente ocultar de Elizabeth Keen. O estranho foi Tom ter iniciado sua conversa com Liz com o claro intuito de desvendar a ela o que havia na mala e como isso afetaria Red, mas recuando e escondendo a mala assim que Liz lhe disse sobre ela e seu novo pai. Seria essa reação uma vontade de preservar a felicidade de sua esposa? Veremos.

Continuemos a nos divertir.

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